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Waldir Peres

Ex-goleiro do São Paulo, Corinthians e Ponte
por Rogério Micheletti e Gustavo Grohmann

Waldir Peres Arruda, o Waldir Peres, ex-goleiro da Ponte Preta, São Paulo, América do Rio, Guarani, Corinthians e Portuguesa. Nasceu em Garça, no interior de São Paulo, no dia 2 de janeiro de 1951, e começou a carreira lá mesmo em sua cidade natal, defendendo a meta do Garça FC. Foi negociado com a Ponte Preta, mas brilhou mesmo no Tricolor Paulista, onde foi campeão paulista em 75, 80 e 81 e brasileiro em 77. Morreu no dia 23 de julho de 2017, vítima de um infarto fulminante.

Pelo São Paulo, onde ficou de 1973 a 84, Waldir Peres atuou em 611 partidas, obtendo 296 vitórias, 193 empates e 122 derrotas (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa.

Em 1982, Waldir Peres foi o titular da seleção brasileira na Copa da Espanha. Apesar do time de Telê Santana ser considerado um dos melhores de todos os tempos, o Brasil foi eliminado pela Itália, que tinha o artilheiro Paolo Rossi.
 
Na meta da seleção brasileira, o ex-goleiro atuou em 30 partidas (25 vitórias, 4 empates, 1 derrota), sofreu 20 gols e conquistou os títulos da Copa Rio Branco, da Copa Roca e da Taça do Atlântico (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

Desgastado no São Paulo, em 1983, Waldir Peres foi jogar no América do Rio de Janeiro e em seguida se transferiu para o Guarani, onde atuou ao lado dos novatos Neto e João Paulo.

Em 1986, ele foi jogar no Corinthians, mas ficou na reserva de Carlos. Waldir Peres só ganhou a vaga de titular na meta corintiana no ano seguinte, quando o Corinthians fez boa campanha no Paulistão e ficou com o vice-campeonato (perdeu na final para o São Paulo, que era comandado por Cilinho).

Com a camisa do Corinthians, Waldir Peres atuou em 75 partidas (29 vitórias, 28 derrotas, 18 derrotas) e sofreu 65 gols (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).

Em 1988, Waldir Peres, que sempre se destacou por ser um grande pegador de pênaltis, deixou o Corinthians, negociado com a Portuguesa, e acabou abrindo portas para o surgimento de Ronaldo, que ficou como titular do gol corintiano por aproximadamente 10 anos. Ele teve rápida passagem pela Lusa e, em 1988 mesmo, foi defender o pernambucano Santa Cruz.

A "malandragem" sempre foi marca registrada de Waldir Peres na hora dos pênaltis. E ela foi essencial para o Tricolor paulista comemorar o título brasileiro de 77, no Mineirão, sobre o Atlético Mineiro. Waldir Peres não defendeu nenhum pênalti, mas tirou o equilíbrio dos batedores Toninho Cerezo, Joãozinho Paulista e Márcio.
 
Foi técnico de futebol, tendo assumido o comando do Grêmio Maringá-PR em 16 de maio de 2013.

Antes, no início de 2005, estava prevista a estreia de Waldir como técnico do Império, clube que disputa a primeira divisão do futebol paranaense. Mas o ex-goleiro, que além de treinador seria o diretor-técnico da equipe, se desligou do Império antes mesmo de comandar um único jogo.

O motivo foi o ocorrido na partida entre Atlético-PR e Império. Das arquibancadas, Waldir Peres intercedeu e pediu a substituição de um dos jogadores. O atual técnico do Império Celso Tadeu não gostou nada da "intromissão" de Waldir e foi tirar satisfação. A coisa esquentou e os dois quase partiram para a briga, não fossem os próprios jogadores do time para apartar. Após o ocorrido, alegando falta de organização e de estrutura do clube, Waldir desligou-se oficialmente do Império.

No começo de 2006, Valdir Peres assumiu o Uberlândia (MG), mas sua passagem pelo time mineiro foi curta: apenas três meses. Ele acabou substituído por Palmieri, ex-goleiro do Bangu, Botafogo e Botafogo de Ribeirão Preto. Tem três filhos (dois homens e uma mulher, excelente atriz, formada em Nova Iorque). Em outubro do mesmo ano, ele foi dirigir as categorias de base do Vitória (ES). O objetivo é disputar a Taça São Paulo de Futebol Juniores.
 
Parando Breitner:

No dia 19 de maio de 1981, Brasil e Alemanha se enfretavam em Stuttgart. Os brasileiros estavam vencendo por 2 a 1, até que Luisinho cortou um cruzamento de Rummeniegge com mão. O árbitro inglês Clive Withe marcou pênalti.

O lateral esquerdo Paul Breitner, que nunca havia perdido uma penalidade na carreira, foi para cobrança e Waldir Peres defendeu. Porém o árbitro mandou voltar, alegando que o goleiro se adiantou. Na segunda tentativa, o alemão trocou de lado e Waldir pegou mais uma vez..

O estádio Neckarstadion silenciou ao ver a cara atônita de Breitner, que acabara de perder a primeira penalidade na carreira. Segundo Milton Neves, a cara de ódio que Breitner fez, foi umas das impressionantes que ele viu.
 
CLIQUE AQUI E VEJA MATÉRIA SOBRE OS PÊNALTIS QUE WALDIR PERES DEFENDEU, COBRADOS POR PAUL BREITNER
 
Tentou se eleger vereador por São Paulo em 2016 mas não conseguiu, recebendo apenas 1.341 votos.
 
Abaixo, veja o último discurso que Waldir Peres fez em sua Garça-SP, em julho de 2017. Emocionante!
 

 

Abaixo, leia um texto de Tico Cassolla de janeiro de 2018, sobre o início de carreira de Waldir Peres:

Recordar é Viver: "O goleiro Waldir Peres no Corintinha de Garça"

Por Wanderley `Tico´ Cassolla

Na última terça feira, o goleiro Waldir Peres estaria completando 67 anos de idade, se estivesse entre nós. Só que infelizmente, no dia 23 de julho do ano passado, faleceu na cidade de Mogi Mirim/SP, vitimado por um infarto fulminante.

Mas o presidente de seu primeiro time aqui em Garça, o corintiano Luiz Gonzaga Conessa, não esqueceu da data, prestou uma bonita homenagem ao seu pupilo mais famoso, na sua página no facebook (foto). Afinal de contas, foi no Corintinha garcense, que tudo começou nos idos de 1.965.

Segundo nos revelou o Luiz Conessa, naquela época ia começar mais um campeonato infanto juvenil e o Corintinha estava precisando de um goleiro. O Dorival Chicareli, o Vado, então centroavante do time, comentou que tinha um garoto que era goleiro na Escola Hilmar Machado, e estava “pegando tudo, nos jogos disputados na hora do recreio. Era difícil fazer gol nele”. Não restou alternativa senão um convite para ele ir fazer um teste.

No domingo seguinte, o Corintinha tinha um jogo amistoso, à tarde, no Campo da Congregação, em Vila Labienópolis (hoje no local é a Escola Victor Hugo). Foram convidados três goleiros: Airton, Pompéia e o Waldirzinho (ainda sem o Peres). Por incrível que parece, foi um dia muito quente, com um sol de “arrebentar mamona”. Só apareceu o Waldir, que evidentemente foi aprovado no teste. Muito embora ele tenha jogado muito e “fechado o gol’.

Luiz Conessa recordou que o Corintinha foi disputar o campeonato municipal e cumpriu uma grande campanha. Numa das decisões o jogo contra o famoso Paulistinha, foi para as cobranças de pênaltis. O Waldir Peres estava inspirado e defendeu quatro penalidades. A fase de pegador de pênaltis começava aí. No ano seguinte o Corintinha não participou dos certames citadinos, e o Waldir Peres foi jogar no Paulistinha. A vitoriosa carreira estava decolando, depois foi para o Bangu, Garça, Ponte Preta, São Paulo, Seleção Brasileira e mais um montão de consagrados times do futebol brasileiro. Opa, não podemos esquecer também da passagem no xará famoso, o glorioso Corinthians nas temporadas de 1.986/87.

Recordamos a foto histórica, a primeira da carreira do Waldir Peres no Corintinha de Garça, no ano de 1.965. Em pé, da esquerda para direita: Arcenio, Otacílio, Waldir Peres, José Carlos, Joãozinho e Luiz Conessa (presidente); agachados: João, Romildo, Valdo, Celsinho e Cirso Luporini.

Um detalhe: O Corintinha posando com a camisa do Botafogo? Isto mesmo. Tudo porque na época era difícil um time comprar um uniforme. Como o Corintinha era formado somente por garotos, ficava mais difícil ainda. Então jogavam com a camisa emprestada pelo Botafoguinho, do Egídio, no melhor estilo “fair-play”.

Na outra foto do ano passado, decorridos 52 anos, o emocionante encontro dos três destaques do Corintinha: Luiz Conessa, Vado e Waldir Peres. E dos álbuns que a Cristina Abido ganhou do Waldir Perez, mostramos a foto dele com a camisa do São Paulo, recebendo o prêmio Belfort Duarte, dado ao atleta profissional/amador que ficar dez anos ser sofrer uma expulsão, tendo jogado pelo menos 200 partidas.

FIM DE CARREIRA EM GARÇA: Segundo o presidente Luiz Conessa, por pouco o Waldir Peres não encerrou a sua consagrada carreira de goleiro, no próprio Corintinha. Foi durante um amistoso contra uma equipe da cidade de Pederneiras, no Campo do Bandeirantes, Vila Mariana (se fosse hoje o campo era ao lado da praça lá existente). Ao disputar uma bola com um atacante de Pederneiras houve a dividida, e o ponta esquerda conhecido por “Sembaixo” quebrou o pé (teve fratura exposta). Na hora o Waldir Peres saiu de campo chorando e foi embora para sua casa, falando que nunca mais iria jogar bola. Foi bem difícil convencê-lo a voltar aos campos, acrescentou Luiz Conessa, que hoje fala com todo orgulho, ter contribuído sobremaneira para o sucesso da carreira do Waldir Perez, e responsável direto pela revelação do maior jogador da história de Garça.

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    Pelo São Paulo:

    Pelo Tricolor do Morumbi, onde ficou de 1973 a 84, Waldir Peres atuou em 611 partidas, obtendo 296 vitórias, 193 empates e 122 derrotas (fonte: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa.

    Pelo Corinthians:

    Com a camisa do Corinthians, Waldir Peres atuou em 75 partidas (29 vitórias, 28 derrotas, 18 derrotas) e sofreu 65 gols (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).

    Pela Seleção Brasileira:

    Na meta da seleção brasileira, o ex-goleiro atuou em 30 partidas (25 vitórias, 4 empates, 1 derrota), sofreu 20 gols e conquistou os títulos da Copa Rio Branco, da Copa Roca e da Taça do Atlântico (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

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