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Mario Mandzukic foi Vavá na prorrogação quando do segundo gol croata!

Mario Mandzukic foi Vavá na prorrogação quando do segundo gol croata!

Nunca vi Vavá (1934 – 2002), o que disputou duas Copas e ganhou as duas.

Nem nas tradicionais, maravilhosas, eternas e emocionantes festas dos veteranos do Palmeiras.

Ou ele não foi quando fui, ou não fui quando ele foi.

Em 1999, no Palestra Itália: Vavá é o segundo, da esquerda para a direita. Hélio Burini é o quarto e Ademar o quinto. Sentados estão Bentivegna e sua esposa

Uma pena, cresci ouvindo “Vavá” no rádio.

Vavá e Pagão, os nomes que mais me marcaram.

Pelé não vale.

Nunca entrevistei Vavá.

Nem no rádio.

Mas estava no estúdio da Jovem Pan quando o repórter Luís Carlos Quartarollo colocou no ar entrevista sua gravada com o “Leão da Copa” ou o “Peito de Aço” (bem antes de Dadá Maravilha).

Mesmo que nem toda gravação no ar mereça a atenção devida por parte de nós, sete ou oito tagarelas de estúdio, coloquei o fone porque queria saber como era a voz do pernambucano das seleções de 58 e de 62, do Atlético de Madrid e do Palmeiras.

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“Centroavante na área é como um tubarão no mar: tem que ter faro, come o que aparece, vive de resto e sobrou uma bola mete a `chanca´ (chuteira) nela e a enfia na rede”, foi direto.

Ah, claro, reprisei no “Plantão de Domingo” e no “Terceiro Tempo” várias vezes e arquivei a entrevista no esquecimento.

Também, são 50 anos de microfone e quantas entrevistas, sô.

Ah, se soubesse que um dia ia existir essa tal de internet...

Mas naquele Croácia 2 x 1 Inglaterra, desta última quarta-feira, Vavá renasceu, reavivou minha memória cansada e abarrotada de amor pelo jogador de ontem e Vavá voltou a... jogar!

Mario Mandzukic foi Vavá na prorrogação quando do segundo gol croata!

A bola “pererecou” (criação do jornalista Mauro Beting) na pequena área inglesa em mais um ataque da esfalfada Croácia.

A defesa inglesa “conjurou” (Fiori Gigliotti) o perigo e a bola sumiu da TV por milésimos de segundos.

Aí todos vimos os dois aliviados zagueiros ingleses já saindo da pequena área ao lado de Mario “Vavá” Mandzukic, com os três olhando para frente, de costas para o gol.

Mas, de repente, com enorme felicidade e tecnologia, a TV pega a bola voltando para a pequena área com os zagueiros ingleses de raciocínio lerdo ou normal no contrapé e um Mandzukic, de reflexo e faro de tubarão ou de Vavá, já girando em posição contrária de seus marcadores.

Quando os beques da Rainha acordaram, Mandzukic já estava virando o corpo, preparando o chute e seu pé esquerdo para, sem olhar para o gol ou para o goleiro, enfiar a bola na rede.

Reflexo puro de matador, de predador da área!

Gol de centroavante ou de “centravante” (é assim no interior de Minas Gerais), viu, Tite?

“Centravante” é marcador de gol e não “marcador tático”!

Golaço de Mario Mandzukic!

Golaço de... Vavá!

Vavá, o sábio e imparável artilheiro que explodiu no Vasco.

Vavá vestiu o manto cruzmaltino de 1952 a 1958

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

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