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Muller

Ex-atacante do São Paulo e Palmeiras
por Rogério Micheletti

Rápido, inteligente e ótimo finalizador, Luís Antônio Corrêa da Costa, o Muller, foi um dos grandes atacantes do futebol brasileiro nos anos 80 e 90 e um dos poucos jogadores a atuar em cinco grandes clubes de São Paulo: São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians e Portuguesa. 
 
Em 27 de junho de 2017, passou a integrar o forte time de comentaristas da TV Gazeta.
 
Nascido no dia 31 de janeiro de 1966, em Campo Grande (MS), Muller explodiu no futebol com a camisa do São Paulo em 1985. Ao lado do meia Silas, do ponta Sidney e do centroavante Careca, ele integrou o time tricolor apelidado de "Menudos do Morumbi", uma brincadeira com o grupo de Porto Rico que fazia sucesso no país.

Muller fez parte de grandes times do São Paulo da segunda metade dos anos 80. Ele foi campeão nas equipes tricolores de 85 e 87 (Campeonato Paulista) e 86 (Campeonato Brasileiro).

Em grande fase, jogando como se fosse um ponta-direita, Muller participou pela primeira vez de uma Copa do Mundo em 1986, no México. Durante a competição, ele ganhou a posição no ataque e fez dupla com Careca, seu companheiro de São Paulo.

Em 1988, Muller deixou o São Paulo para atuar no Torino, da Itália. Não foi uma decepção no Velho Continente, mas também esteve longe de ser o mesmo dos tempos de São Paulo.

Voltou ao Tricolor em 1991. No mesmo ano, ajudou o time, comandado por Telê Santana, a conquistar o Brasileiro e o Paulista. Na época, Muller alterou o seu estilo de jogo. O "estilo garçom" entrou em campo.

Muller fez parte dos inesquecíveis times do São Paulo que foram campeões da Libertadores em 92 e 93 e campeões dos Mundiais de 92 e 93. Aliás, em 93, Muller fez o terceiro gol do Tricolor contra o Milan, no Japão, na vitória da equipe do Morumbi por 3 a 2.
"Foi um gol de sorte, mas também de oportunismo. Ele não viu a bola entrar, mas valeu", conta o ex-goleiro Zetti, outro destaque das conquistas do São Paulo.

Depois do São Paulo, Muller atuou no futebol japonês e voltou ao Brasil em 95 para defender o Palmeiras. No ano seguinte, ele fez parte do incrível ataque alviverde que marcou mais de 100 gols no Paulistão. Junto com Muller jogavam Djalminha, Luizão, Rivaldo, entre outros. O Palmeiras foi o campeão paulista daquele ano.

Ainda em 96, ele voltou para o São Paulo. Deixou o Palmeiras às vésperas da final da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, o que não agradou muito a diretoria e os torcedores do Verdão.

No ano seguinte, voltou a trocar de camisa. Defendeu o Santos e ajudou a equipe a conquistar o Torneio Rio-São Paulo. Depois do Santos, Muller voltou a jogar no futebol japonês.

Em 2000, Muller voltou a brilhar no futebol brasileiro. Ele ajudou o Cruzeiro a conquistar a Copa do Brasil. O curioso é que o time mineiro enfrentou na final o São Paulo, clube que projetou o atacante. Muller entrou no segundo tempo do jogo em que o Cruzeiro venceu o São Paulo, de virada, por 2 a 1, no Mineirão.

Depois do Cruzeiro, Muller teve passagens, sem tanto brilho, pelo Corinthians (duas vezes), São Caetano e Portuguesa. Ele pendurou as chuteiras pela primeira vez em 2004, depois de atuar pelo Ipatinga.
 
Em 2007, Muller foi contratado pela Rede Bandeirantes de Televisão para ser comentarista esportivo ao lado de outros dois ex-jogadores: Neto e Marcelinho Carioca. No ano seguinte, ele foi para a SporTV, também como comentarista.

Em novembro de 2010 foi contratado para ser o treinador do Imbituba-SC e seu irmão Luís Edmundo Lucas Correia, o Cocada, também foi para o clube catarinense, integrando a comissão técnica.

Em 12 de maio de 2011, em entrevista ao programa "Esporte Fantástico" da Rede Record, relatou estar morando de favor na casa do ex-jogador Pavão, com quem atuou em seus tempos de São Paulo. Muller teve residências em Belo Horizonte e também no Residencial Alphaville (em Barueri, Grande São Paulo).

Mal assessorado e com alguns dissabores em sua vida matrimonial, Muller foi enfático na entrevista ao programa da Record:

"É importante que os jovens mantenham a cabeça em dia e não se deslumbrem com a fama", disse Muller.

Pouco tempo depois de diversas reportagens relatando o péssimo momento do ex-atacante, o canal à cabo SporTV anunciou a contratação de Muller para ser comentarista das partidas da Série B, do Campeonato Brasileiro de 2011.
 
Em março de 2014 pediu demissão do canal SporTV para assumir a função de manager esportivo do Maringá Futebol Clube.
 
Em fevereiro de 2015, Muller decidiu voltar aos gramados para defender o Fernandópolis, time da quarta divisão paulista. Fez apenas um jogo pela equipe e foi contratado no mesmo ano como treinador do Blumenau, clube da segunda divisão do futebol catarinense. Rompeu contrato com o clube antes de estrear na Série B local.
 
"Vou jogar uns 30 minutos, de vez em quando. Não posso jogar toda rodada, tem um marketing por trás. É uma coisa inusitada, nova, vai ser algo bem light, não posso treinar todo dia. Será sempre de acordo com a minha condição física no momento", declarou em entrevista ao ESPN.com.br.
 
Ele foi pastor evangélico e pregou em igrejas de Belo Horizonte-MG e de São Paulo.

    Pelo São Paulo:

    Conforme consta no "Almanaque do São Paulo" (Alexandre da Costa), Muller disputou 385 partidas (201 vitórias, 116 empates e 68 derrotas) e marcou 161 gols, o mais importante aquele contra o Milan, na final do Mundial de 1993.


    Pelo Palmeiras:
     
    Atuou entre 1995 e 1996, o atacante, que fez parte do time alviverde que marcou mais de 100 gols no Paulistão de 1996, fez 69 partidas (50 vitórias, 10 empates e 9 derrotas) e marcou oito gols, como informa o "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

    Pelo Corinthians:


    Muitos não sabem, mas Muller teve duas passagens pelo Corinthians. A primeira em 2000 e a segunda em 2001, indicado pelo então técnico corintiano Vanderlei Luxemburgo. Ao todo, o atacante defendeu o Timão em 13 oportunidades (5 vitórias, 2 empates e 6 derrotas) e marcou três gols, números que estão no "Almanaque do Corinthians", de Celso Dario Unzelte

    Pela Seleção Brasileira:


    Atuou em 59 partidas, sendo 35 vitórias, 15 empates e nove derrotas. Marcou 11 gols.

    Fonte: "Seleção Brasileira - 90 Anos"
    Autores: Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf

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