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Giovanni

Ex-jogador do Santos, do Barcelona e da Seleção Brasileira

por Felipe Alva

Giovanni Silva de Oliveira nasceu no dia 4 de fevereiro de 1972, na cidade de Abaetetuba, no Pará. O ex-meio campo se destacou no Santos, no Barcelona e depois rodou o futebol mundial. Em 2010, encerrou a carreira no Santos, time que o projetou.
Meia clássico, habilidoso, técnico e com uma visão de jogo rara. Assim era o futebol de Giovanni, que começou a chutar bola nos campinhos da cidade de Abaetetuba, no Pará. O menino logo chamou a atenção dos times da capital paraense e, de 1991 a 1994, jogou nos três grandes clubes de lá, no Tuna Luso, no Remo e no Paysandu.

Em 1994, foi contratado pela São Carlense, de São Paulo, time que serviu de ponte para chegar ao Santos Futebol Clube.Mas o destino do jovem jogador poderia ter sido o Palmeiras. Giovanni fez uma semana de  testes no Verdão, mas nenhum cartola esmeraldino lhe deu assistência e ele acabou voltando ao Pará.

O "Messias" salva

No início dos anos 90, o Santos não vivia uma boa fase e os títulos não vinham. Graças às atuações memoráveis de Giovanni e companhia, o Peixe conseguiu chegar à final do Campeonato Brasileiro de 1995. Resgatando a alma santista, o camisa 10 do Peixe ganhou o apelido de "Messias?, o salvador do Peixe.

Na semifinal, contra o Fluminense, o Santos perdeu o primeiro jogo no Maracanã por 4 a 1. Para ir a decisão, era preciso vencer por 3 gols de diferença. No dia 10 de dezembro de 1995, mais de 28.000 santistas encheram o estádio do Pacaembu e colocaram toda a esperança nos pés do salvador. E Giovanni cumpriu o seu papel.

No primeiro tempo, o meia fez dois gols e deixou o Alvinegro próximo da classificação, faltava apenas um.  Na segunda etapa, Giovanni deu uma bela assistência para Macedo, mandou a bola para o fundo das redes do goleiro Wellerson.  Mas o Fluminense empatou um minuto depois, deixando o jogo dramático.

 Então o ídolo maior do alvinegro da Vila Belmiro entrou em cena mais uma vez, ou melhor, duas vezes. Giovanni, arrancou pela direita e assistiu Camanducaia que anotou o quarto tento. Não satisfeito, como seu homonimo, que abriu o maor vermelho, o Paraense abriu a defesa da equipe das Laranjeiras e deixou para Marcelo Passos definir o placar.
 
O Flu ainda diminuiu, com outro gol de Rogerinho. Mas não teve jeito, o Santos venceu por 5 a 2. Sem dúvidas um das maiores atuações individuais de um jogador em uma partida na competição nacional.

Pena que na final, contra o Botafogo, o Peixe foi prejudicado pela péssima arbitragem de Márcio Rezende de Freitas. Mas o que ficará na memória dos santistas, e dos torcedores brasileiros, será o jogo semifinal em que Giovanni deu um verdadeiro show.
Neste mesmo jogo, Milton Neves à época na Rádio Jovem Pan, liderou a torcida santista diante dos cariocas com o bordão - "Canta Pacaembu, Treme Fluminense", "Como você é lindo Santos", "Santos, meu amor", estes bordões ficaram marcados na história do dial paulistano.   

Em terras estrangeiras

Em 1996, Giovanni manteve o bom futebol, sendo artilheiro do Campeonato Paulista.

 E o Santos acabou o vendendo para o passe do seu "Messias" para o Barcelona.
 

 No time Catalão, ao lado de Ronaldo e Rivaldo;  conquistou bicampeonato da Copa do Rei e do Campeonato Espanhol.
Em 98, foi convocado por Zagallo para disputar a Copa do Mundo da França. Na campanha do vice-campeonato, participou apenas do primeiro jogo contra a Escócia ? vitória brasileira por 2 a 1.
Depois do Mundial, Giovanni passou mais uma temporada no Barcelona até se transferir para o Olympiacos, da Grécia, em 1999. Foram seis temporadas no futebol grego e cinco títulos nacionais. Esses anos vitoriosos,  fizeram com que Giovanni fosse considerado um dos maiores jogadores da história do Campeonato Grego.
Ele voltou
Em 2005, o Santos acertou a retorno de Giovanni. E o craque mostrou que ainda sabia muito. No dia 31 de julho de 2005, Santos e Corinthians se jogaram na Vila Belmiro.
O meia fez dois gols na vitória santista por 4 a 2.
O detalhe é que esse jogo foi anulado, devido ao escândalo envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho.
Na partida remarcada, o Corinthians venceu por 3 a 2 e, como sinal de protesto, após um dos gols corintianos, Giovanni chutou a bola para longe e acabou expulso. No mesmo ano, Giovanni trouxe o jovem Paulo Henrique para treinar nas categorias de base santista. Mal sabiam todos que o menino, apelidado de "Ganso", se tornaria um grande craque.
Em 2006 foi dispensado por Luxemburgo e foi jogar no Al Hilall, da Arábia Saudita. Depois da aventura no futebol árabe, jogou no Ethnikos ,da Grécia. Passou ainda por Sport e Mogi Mirim, antes de voltar mais uma vez ao Santos e encerrar a carreira em 2010.

Esperou uma homenagem da diretoria alvinegra, mas novamente foi dispensado, sem ser homenageado e prestigiado.

Em 01 de novembro de 2013, o UOL Esporte publicou uma matéria sobre Giovanni Messias

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