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Delém

Ex-atacante do Grêmio, Vasco e River Plate
Delém, o Vladem Lázaro Ruiz Quevedo, morreu no dia 28 de março de 2007, na Argentina, aos 71 anos, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Poucos brasileiros conseguiram vencer na Argentina, um destes vencedores foi Delém, jogador que fez fama defendendo a camisa do River Plate na década de 60.

Delém começou a carreira nos infantis do Grêmio de Futebol Portoalegrense na década de 40. Transferiu-se para o Vasco da Gama em 58, e defendendo o clube cruz-maltino conseguiu chegar à seleção brasileira.

Em 1961, Delém tentou a sorte no futebol portenho. Foi defender o River Plate, equipe na qual brilhou até 1968.

Sempre levou vantagem contra o goleiro Roma do Boca, mas em 62 o gigante Roma pegou um pênalti de Delém e deu Boca naquele campeonato argentino.

Já no final de carreira, ele ainda defendeu o Universidad Católica (Chile) e e América do Rio, em 1969.

Encerrou a carreira de jogador em 1970, fez curso de técnico e trabalhou como auxiliar técico de Didi no River Plate, de 70 até 73.

Ainda em 1973, ele deixou de ser auxiliar para ser treinador da equipe argentina, permanecendo no cargo até 1975, ano em que foi dirigir o Huracán.

Em 1976 e 1977 trabalhou no Velez Sarsfield, em 77 e 78 voltou a trabalhar com Didi, ma desta vez no futebol árabe.

Retornou ao futebol argentino em 1979 para comandar o Argentino Juniors. Na época, ele foi um dos responsáveis por ter lançado Diego Armando Maradona na equipe profissional do Argentinos.

Um ano depois ele deixou o Argentinos para trabalhar no San Lorenzo e em 1981 foi para o Gimnasia Jujuy.

Querido no River Plate, Delém retornou ao Monumental de Nuñez em 1990 para assumir o cargo de diretor geral das categorias de base do clube.

Nessa nova atividade, Delém teve muito sucesso se transformando em um grande revelador de talentos.

Com o passar do tempo surgiram no River importantes jogadores do futebol argentino, entre eles Ariel Ortega, Hernán Crespo, Marcelo Gallardo, Pablo Aimar, Solari, Javier Saviola e D´Alessandro.

Delém, que morava em Belgrado, na Argentina, e trabalhava em uma produtora chamada "4 Cabeças" (onde realiza um programa que tem a participação de aproximadamente 12 mil jovens de 14 a 19 anos) deixou a mulher Ana Maria e dois filhos (Cristian e Marilia).

CURIOSIDADE

No dia 5 de setembro de 1965, Delém poderia ter feito o primeiro gol da história do Mineirão. No jogo de estréia do estádio Magalhães Pinto, em Belo Horizonte (MG), a seleção mineira bateu o River Plate, da Argentina, por 1 a 0, com gol do meio-campista Buglê.

Só que antes do gol do selecionado mineiro, um pênalti foi marcado a favor do time argentino. O batedor oficial do River era o brasileiro Delém, mas boa gente que era, deixou a cobrança para Sarnari.

O argentino chutou e o goleiro Fábio (ex-São Paulo) defendeu, evitando assim que o primeiro gol do Mineirão fosse marcado por um de nossos "hermanos" (vale lembrar que o argentino Scotta foi o responsável pelo primeiro gol da história do campeonato brasileiro, em 1971, na vitória do Grêmio contra o São Paulo, por 3 a 0).
 
No dia 9 de junho de 2016, o blog Patadas y Gambetas publicou a seguinte matéria sobre Delém:

Uma mente especial: o ex-jogador do Vasco que revelou Mascherano ao mundo

Tales Torraga

Referência mundial do saber, a Argentina aplaude até hoje o inteligente brasileiro que impressionou o país com seu conhecimento e capacidade de ensinar: Delém, ex-jogador do Vasco e maior descobridor de talentos da história do River Plate.

Delém foi relembrado ontem (8) nos Estados Unidos, onde a seleção argentina disputa a Copa América. Seu pupilo mais famoso, o jefe Javier Mascherano, completou 32 anos. E fez questão de citar quem lhe abriu as portas do mundo.

Javier trocou Rosário por Buenos Aires em 1999, aos 15 anos. Delém, então com 64, o acolheu nas canteras do River. Enxergou em Masche uma miniatura de si – sagaz, interessada, desafiadora – e o ajudou a evoluir. Estreou primeiro na seleção profissional e depois no clube, o que infla ainda mais o imenso orgulho millonario.

Era 2003. Mascherano tinha 19 anos e já era chamado de Jefecito. O chefinho.

Hoje, tem mais partidas pela seleção argentina (124) que pelo Riverplei (71).

A vida de Delém – Vladém Lázaro Ruiz Quevedo – começou a cruzar com a sua quando o brasileiro trocou o Rio por Buenos Aires (e o Vasco pelo River) em 1961.

Revelado pelo Grêmio, foi atacante de brilho e por isso desembarcou em Núñez. Deixou o River em 1967. Apaixonado pela Argentina, voltou ao país em 1980 e viveu o resto de sua vida em Belgrano, nas cercanias do Monumental, onde descobria talentos, ensinava e cativava. Morreu de enfarto em 2007 longe do clube.

Então presidente, José Maria Aguilar o via como um profissional do antecessor.

A lista dos outros jogadores revelados por Delém no River dá noção da sua capacidade. Começa nos anos 70 – Beto Alonso – e atravessa os anos 90 e 2000: Ortega, Falcao García, Gonzalo Higuaín, Almeyda, Gallardo, Crespo, Aimar, Saviola, D´Alessandro, Solari, Cavenaghi e o goleiro Juan Pablo Carrizo são seus pupilos.

Sua atuação na base contrasta com a modesta contribuição dos jogadores brasileiros nas canchas argentinas, onde Delém também se destaca ao lado de Domingos da Guia, Paulo Valentim, Maurinho, Orlando Peçanha, Silas e Iarley.

Seu currículo de caça-talentos guarda um grande asterisco. É atribuída a ele a responsabilidade pelo River não contratar Messi: “Como ele há vários aqui".

Passado. No presente, seu discípulo veste a 14 do Barcelona justamente quando o clube vive o luto de quem mais brilhou com o número – Johan Cruyff. Na seleção, ni hablar. Esbanja a mente especial vista por um perspicaz brasileiro antes de todos.

Veja as foto:

 

 

 

 

 

 

 

Por Rogério Micheletti, Breno Menezes e Gustavo Grohmann

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