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Tobias

Ex-goleiro do Corinthians
por Rogério Micheletti
 
O grande goleiro do Corinthians em 1976 (contra o Fluminense no Rio) e em 1977 (contra a Ponte Preta), José Benedito Tobias, nascido no dia 13 de maio de 1949, em Agudos (SP), tem quatro filhos (Fábio, Marcelo, Paulo Felipe e Yasmin), mora em São Paulo na rua Avanhandava.
 
Trabalhou como técnico de garotos em Arujá (SP) e atualmente revela jogadores e ainda joga pelo time de masters do Corinthians.
Até hoje, Tobias está nos corações dos torcedores do Timão, tanto que ele é frequentemente convidado a participar de eventos ligados ao clube (principalmente sobre o título de 77).
 
Ele e Basílio, o Pé de Anjo, também são solicitados por empresas para homenagear algum corintiano fã da dupla. A presença dos dois é como um presente para um empresário (executivo) torcedor fanático do alvinegro e que viu a dupla ser campeã em 77.
 
A carreira
 
Tobias começou a carreira no Noroeste e, além do Corinthians, equipe na qual defendeu de 1974 a 1980, jogou no Guarani, de 1968 a 1974, no Sport, no Fluminense, em 1981, e no Bangu, de 1981 a 1986, quando encerrou a carreira.
 
Sua grande fase foi mesmo no Parque São Jorge, onde defendeu a meta corintiana por 125 jogos (68 vitórias, 28 empates e 29 derrotas), sofrendo 95 gols, números que constam no "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte.
 
Herói no dia da Invasão

O jogo entre Fluminense e Corinthians, válido pela semifinal do Brasileirão de 1976, consagrou Tobias. Ele parou o Tricolor das Laranjeiras, a Máquina Tricolor, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal. A partida ficou marcada pela Invasão da Fiel ao Maracanã.
 
"Foram 70 mil torcedores no estádio do Maracanã. Até tomei um susto quando entrei no campo . Pensei que era o Morumbi", fala o goleiro Tobias, grande herói corintiano naquele dia.
 
Depois do empate por 1 a 1 no tempo normal, Corinthians e Fluminense decidieram nos pênaltis quem iria para a final do Brasileirão daquele ano. "Foi um presente de Deus. Ele falou naquele dia que eu era o cara", brinca Tobias.

Guerra no Sul

O Corinthians passou pelo Fluminense, mas perdeu na final do Brasileirão para o fortíssimo time do Internacional, que tinha Falcão, Manga, Figueroa, Batista, Dadá Maravilha, Lula, Valdomiro e companhia. Mas o título do Inter é até hoje questionado por muitos corintianos, que dias antes protagonizaram a "Invasão da Fiel ao Maracanã". Jogadores daquele time de 1976 reclamam sobre a "recepção gaúcha" naquele 11 de dezembro, dia anterior da grande final. "Já sentimos que não seria fácil quando chegamos no Aeroporto Salgado Filho. O Vicente Matheus (presidente corintiano) ficou desconfiado com a água do hotel, em que estávamos hospedados. Por isso, ele pediu para comprar água em outros lugares", conta o goleiro Tobias, que também ficou incomodado com a atitude dos torcedores do Inter.
 
"Na madrugada daquele dia 12, os torcedores do Inter fizeram plantão em frente ao hotel e soltaram morteiros às 2h, 3h e 4h da manhã. Só depois de muito tempo é que os funcionários do hotel resolveram chamar a polícia.
 
Ninguém do Corinthians conseguiu dormir direito. E olha que nós estávamos no sétimo ou oitavo andar", reclama Tobias.
 
O ex-atleta diz ainda que o vestiário do time visitante não tinha a mínima condição de uso. Alegam que um cheiro muito forte, impossibilitou a permanência da equipe no local. "O segurança Caldeirão, o massagista Rocco e o roupeiro Toninho foram os primeiros a entrar no vestiário e a sentirem um cheiro forte, de produto químico. Em seguida entraram o Vicente Matheus, o Duque (técnico) e nós jogadores. O Matheus, além do cheiro, percebeu que havia um frango preto e velas acesas no local. Ele mandou que nós saíssemos de lá imediatamente e falou que não haveria jogo", conta Tobias.
 
O folclórico cartola corintiano só mudou de idéia após conversa com dirigentes do clube gaúcho. "O Matheus bateu o pé. Por isso, o Inter teve de ceder um outro vestiário, que era usado pelo time juvenil deles. O local também não era grande coisa, mas era melhor do que o vestiário do time visitante. E, pelo menos, não tinha tanto cheiro, nem macumba", conta Tobias, que testemunhou o sofrimento dos quase 15 mil corintianos nas arquibancadas do estádio colorado. "Estava um calor intenso, mais de 30 graus. Eu via os bombeiros jogando água nos torcedores do Internacional. Mas quando se aproximavam da torcida do Corinthians, eles desligavam a água", revela.
 
Também há informações de torcedores que viajaram até a capital gaúcha para ver aquela final de que não havia água nas torneiras dos banheiros no espaço destinado à Fiel Torcida_ e que os vendedores não trafegavam no local. "Foi uma batalha muito difícil. Dentro e fora de campo", finaliza Tobias.
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    Sua grande fase foi mesmo no Parque São Jorge, onde defendeu a meta corintiana por 125 jogos (68 vitórias, 28 empates e 29 derrotas), sofrendo 95 gols, números que constam no "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte.

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