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Solitinho

Ex-goleiro do Corinthians
por Rogério Micheletti
 
Surgiu como uma grande promessa para o gol do Corinthians, mas não explodiu. Carlos Alberto Sollito, o Solitinho, irmão do também goleiro Solito, jogou no alvinegro nos anos de 80 e 81. Ele morreu no dia 21 de novembro de 2016, aos 56 anos, na cidade de São Paulo. Solitinho travou por anos duras batalhas contra três tumores: na fossa nasal, na região sacrococcígea e na medula espinhal.

Como jogador, a irregularidade fez com que ele não conseguisse se manter como titular e logo perdeu a posição para o irmão mais velho, titular na campanha vitoriosa do Paulista de 1982. Depois do Corinthians, Solitinho jogou em algumas equipes do interior paulista, entre elas o Santo André, a Internacional de Limeira e o XV de Piracicaba.

No Santo André, teve como companheiros de equipe jogadores como Agnaldo, Osmarzinho e Jaiminho. No XV, atuou ao lado do lateral uruguaio Ruben Furtenbach e do ponta-esquerda Márcio Fernandes.
 
Após se aposentar como jogador, Solitinho começou a carreira de preparador de goleiros. Incluve trabalhou no próprio Corinthians, em 2005.
 
Jogos pelo Timão:

Solitinho defendeu o Corinthains em 34 partidas. Foram 18 vitórias, sete empates, nove derrotas e sofreu 31 gols (números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte).
 
Abaixo, o obituário de Solitinho, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 27 de novembro de 2016:

CARLOS ALBERTO SOLITO (1959-2016)

Mortes: Selvagem goleiro da democracia corintiana

 Era um sábado de 1982, dia do último treino do Corinthians para a final do Paulista, quando o fusca azul de Solitinho buzinou na casa do irmão. Ao lado ia Casagrande –"ambos trêbados", lembra Cláudio Solito. "Eu disse: perderemos o campeonato." Foram bicampeões. Solitinho estava no auge.

Das peladas no Bom Retiro até as categorias de base do time do peito foi um pulo. O irmão dera o caminho. Quando quis ser ponta, aos 12, Cláudio já defendia o gol nos juniores. Um dia o goleiro do dente de leite faltou e Carlos foi escalado –arrebentou. Assim, chegavam juntos ao time profissional: Solito goleiro, Solitinho seu reserva.

Era o tempo da Democracia Corintiana, da liberdade total dentro e fora do campo. Loiro de olhos azuis –"boa-pinta demais"–, perdeu-se na noite. "Fui um bicho que saiu da jaula e ninguém conseguia segurar", disse certa vez. Cláudio tentou. "Mas ele era indomável. Só jogava por prazer."

Em 1984, cansou do banco. Buscou outros times. Desistiu. Foi vendedor de loja até que o Corinthians o quis como treinador de goleiros da base. Encontrou-se. Forjando gerações, de Rubinho a Yamada, fez as pazes com a bola. Chegava, como não, à seleção –seu suor estava com os goleiros canarinhos treinados por ele.

Casou e teve um filho. Sossegou. Um câncer na coluna o levou à cadeira de rodas. Quando morreu de hemorragia interna, no dia 21, aos 56, estava tranquilo. Pediu que as cinzas fossem jogadas no "terrão" onde jogavam os times de base do Corinthians. Ali, o mais selvagem dos goleiros achara, enfim, seu lugar.
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    Jogos pelo Corinthians:

    Solitinho defendeu o Corinthains em 34 partidas. Foram 18 vitórias, sete empates, nove derrotas e sofreu 31 gols

    Fonte:  "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte

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