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Preto Casagrande

Ex-jogador de Vasco, Vitória, Bahia e Santos

Por Rafael Serra

Carlos Eduardo Casagrande, nasceu em Cascavel-PR, no dia 7 de maio de 1975. Carlos, mais conhecido como Preto Casagrande, foi volante de Vasco, Vitória, Bahia, Santos, entre outros clubes do Brasil e exterior. Preto trabalhou como técnico do Bahia entre os meses de julho e outubro de 2017.

Ainda na adolescência, após jogar uma partida de futebol de salão contra o Vasco, chamou a atenção do clube, que pouco tempo depois o contratou. Preto passou a ser conhecido por seu apelido após uma intervenção de Eurico Miranda, que julgava que seu nome real parecia de cantor sertanejo.

"No dia em que nasci, minha avó, mãe da minha mãe, disse que eu era um “pretinho bonitinho” e aí ficou até hoje. Mas eu não gosto. Na época em que comecei a jogar, nomes compostos não eram muito comuns. Mas acho que se fosse hoje, dava para eu ser chamado de Carlos Eduardo.", disse Preto ao Globo Esporte, em 2010.

Após não se firmar no Vasco, Preto foi negociado com o Olaria. Sem muito destaque, foi negociado ao Vitória, clube onde apareceu para o futebol. Dois Campeonatos Baianos, duas Copas do Nordeste e uma semifinal de Campeonato Brasileiro renderam ao jogador uma transferência para o Vitória de Guimarães, de Portugal.

Retornou ao Brasil no ano seguinte, por ironia do destino, para jogar no maior rival do Vitória. Pelo Bahia, foi novamente bicampeão da Copa do Nordeste e venceu um Campeonato Baiano. No Brasileirão daquele mesmo ano (2001) venceu a Bola de Prata da Placar.

Em 2002 e 2003, jogou por Atlético-PR e Bahia, respectivamente. Não conseguiu repetir o sucesso anterior pelo clube baiano, que veio a ser rebaixado.

Ainda valorizado, Preto foi contratado pelo Santos para a temporada de 2004, onde foi campeão brasileiro, vestindo a mítica camisa 10.

Preto Casagrande ainda jogou por Fluminense, Fortaleza, Vitória e Bahia, até encerrar sua carreira em 2009, aos 34 anos, atuando pelo Volta Redonda.

Em 2015, Preto atuou como empresário do ramo de combustíveis.

Acompanhe um pouco mais sobre a trajetória de Preto Casagrande, lendo a matéria do jornalista Vanderlei Lima, publicada no dia 28 de janeiro de 2015, no UOL Esporte.

O Santos bicampeão brasileiro de 2004 tinha, entre outros nomes conhecidos, Robinho, Elano, Léo, Ricardinho e Deivid. Mas a camisa 10, eterna herança de Pelé, era de Carlos Eduardo Casagrande, o Preto Casagrande, revelação vascaína que chegava ao time paulista depois de passagens de sucesso por Vitória e Bahia.

Então com 29 anos, Preto ficou com a 10 por causa da saída do outro grande ídolo santista da época: Diego, que jogou apenas no começo do Brasileirão e depois rumou para o Porto. O meio-campista ganhou a confiança de Vanderlei Luxemburgo e foi bicampeão com o elenco que marcou mais de 100 gols e brilhou na campanha com goleadas sobre Paysandu (6 a 0), Fluminense (5 a 0) e Grêmio (5 a 1), entre outras.

A conquista motivou a ideia de um jogo comemorativo, no ano passado, para os 10 anos do título. Para isso, Preto Casagrande organizou um grupo no WhatsApp para reunir o elenco da campanha. Mas apesar da animação de alguns integrantes, a ideia não foi para frente, principalmente por causa de Robinho e de Diego.

"O Robinho escreveu: `tem que depositar R$ 100 mil na minha conta kkkkkk´. E aí a gente não sabia se ele estava falando sério ou brincando. Depois o Diego postou `se neguinho depositar R$ 100 mil, eu vou´ e disse que [jogo comemorativo] era coisa pra ex-jogador, que quem está jogando ainda tem que ganhar dinheiro. Aí eu parei de me estressar com esse negócio", revela, em tom de frustração.

"Essa boleirada é uma marra, e eu sou um cara meio estressado. Me estressei com o Robinho e o Diego e falei: `vão pra pqp, também não quero ver vocês mais, aguentei um ano vocês e não aguento mais´ Eles brincam até no WhatsApp, não falam nada sério", continuou. Depois, Preto Casagrande procurou Robinho e disse que falou em tom de brincadeira

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Roberto Gaúcho - Ponta-esquerda habilidoso, Roberto Gaúcho teve passagem em alto nível no Cruzeiro, no começo dos anos 90. O time mineiro conseguiu formar um bom ataque tendo Roberto Gaúcho e Renato Gaúcho. Reprodução/Álbuns Tops
Do título de 2004, no entanto, ficaram boas lembranças. Como o trabalho com Luxemburgo, que "concentrava mais que extrato de tomate", segundo o ex-atleta, lembrando os confinamentos antes dos jogos.

"Mas é a metodologia dele. Ele falava: `vai acabar o ano, vocês vão ser campeões e não vão lembrar que concentraram´. E foi assim. Eu fiquei tão feliz e satisfeito por ser campeão brasileiro jogando com a 10 do Santos que nem me lembro disso", conta Preto Casagrande.

Vida de empresário
Hoje aos 39 anos, cinco após ser praticamente forçado a desistir do futebol por causa de uma lesão no tendão, Preto Casagrande está longe dos gramados. Morando em Salvador, o ex-meio-campista comanda cinco postos de combustível e quase 200 funcionários. A aptidão surgiu quando ele jogava no Bahia e conheceu uma garota, que se tornaria a mãe de seus filhos.

"O pai dela tinha dois postos e me chamou para ser sócio. Depois que rompi o tendão, separamos a sociedade e comecei a cuidar sozinho", diz o ex-jogador. Um dos postos está em Cascavel (PR), sua cidade natal, e é administrado por seus familiares, juntamente com um hotel.

"Fiz três anos de administração quando jogava no Vasco, mas não consegui me formar. Caiu no colo. Tomei muita porrada: tive carregamento roubado, problema de falta de combustível... me zoaram muito no início, em 2006. Agora, dificilmente nego me rouba", brinca o ex-atleta que, no entanto, ainda sofre com eventuais assaltos.

O sucesso nos negócios aliviou a dor pelo abandono precoce, segundo ele, que precisou de ajuda psicológica quando ainda atuava ("via jogo aos domingos e chorava ao ver os gols, não conseguia aceitar"). Ele parou aos 32 anos, tratou a lesão e tentou voltar dois anos depois, pelo Volta Redonda, mas as dores impediram e sua carreira no futebol terminou.

Apesar de ter trabalhado como comentarista em Salvador, as chances de voltar ao esporte são como treinador, carreira para a qual já fez dois cursos. Mas ele disse que os convites de clubes do interior da Bahia e do Paraná não atraíram, e falta coragem para mudar o dia a dia atual.

"Os clubes daqui estão cada ano pior, eu desanimo. E estou tão bem nos meus negócios, não posso arriscar por uma paixão que não me traz muitos benefícios."

E o apelido?
A alcunha "Preto" surgiu pela sua avó, logo após seu nascimento. Mas ela pegou no futebol por causa de Eurico Miranda. "Cheguei ao Vasco e o Eurico me perguntou: `Qual é o seu nome?´ Eu falei `Carlos Eduardo´, e o Eurico respondeu que esse nome era de cantor de sertanejo", diz. Como o mandatário também rejeitou `Casagrande´, ele perguntou por um apelido. Ouviu `Preto´ e disse ao jovem garoto: "deixa isso aí mesmo".

Preto só ganhou o Casagrande no Santos, por causa do zagueiro de mesmo nome que estava na equipe. O técnico Leão sugeriu Preto Cascavel, ou Preto Paraná, ou Preto Bahia. "Eu falei pra esquecer e colocar o sobrenome que eu gosto."

*Colaborou Marcelo Freire

 

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Títulos

Vitória
Campeonato Baiano: 1997 e 1999
Copa do Nordeste: 1997 e 1999

Bahia
Campeonato Baiano: 2001
Copa do Nordeste: 2001 e 2002

Santos
Campeonato Brasileiro: 2004

Fluminense
Campeonato Carioca: 2005

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