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Poy

Ex-goleiro do São Paulo
por Rogério Micheletti
 
Titular por treze anos do gol são-paulino, o argentino José Poy morreu no dia 8 de fevereiro de 1996, quando ainda trabalhava como técnico.

Poy começou a carreira no Rosário Central, da Argentina, equipe na qual defendeu entre os anos de 1946 e 1948. Contratado pelo São Paulo no final de 48, o arqueiro argentino só teve chance no time titular tricolor em 1950.
 
Com a camisa são-paulina, Poy foi um dos maiores goleiros que já jogaram no futebol brasileiro. Arqueiro muito ágil e calmo, Poy não demorou muito tempo para cair nas graças do torcedor do São Paulo. Pelo clube do Morumbi ele conquistou quatro campeonatos 48, 49, 53 e 57.
 
Encerrou a carreira em 63 para se tornar técnico. Dirigiu várias equipes, entre elas o próprio São Paulo, anos 70 e 80, e o XV de Jaú (SP), anos 80 e 90.
 
No XV, ele comandou jogadores como Nílson (artilheiro do Brasileirão de 88 pelo Inter), o japonês Kazu, o ponta-esquerda Antônio Carlos (reserva de Mauro no Corinthians campeão brasileiro de 90), Toninho (ex-Lusa e irmão mais velho de Sony Anderson), Sony Anderson, Wilson Mano, Edevaldo (zagueiro que também jogou no Corinthians).
 
A primeira das fotos acima é de 1960 e você vê Poy no São Paulo/Seleção Paulista em jogo que fez parte da inauguração do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. A partida foi contra o Nacional de Montevidéo, a segunda do novo estádio. Palmeiras e Corinthians "enxertaram" aquele Tricolor que bateu o Nacional por 3 a 0, com dois gols de Gino Orlando e um de Canhoteiro.
 
Abaixo você confere Poy (sem camisa) no gramado do inacabado Cícero Pompeu de Toledo, conversando com seus companheiros de São Paulo FC.
 
Um pai para Muricy
 
Muricy Ramalho, atual treinador de futebol, diz que José Poy não era um técnico que sabia muito bem ser paizão quando era necessário. "O Poy fez esse papel. Eu aprendi muito com ele. E olha que era bronca total todos os dias. Ele queria que eu cortasse o cabelo e eu não cortava. O Poy sempre me dava conselhos. Hoje, eu sei que ele fazia isso porque gostava de mim. Era como um pai que cuidava de um filho", conta emocionado o ex-meia, comandado por Poy nos anos 70.

Um genro jogador:

Orestes "Poy", genro de Poy, jogou pelo São Paulo nos anos 60. Foi reserva do centroavante Prado.
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    Pelo São Paulo:

    Como goleiro do São Paulo, José Poy fez 515 partidas (291 vitórias, 107 empates e 117 derrotas). Como técnico do Tricolor, Poy trabalhou em 421 jogos (211 vitórias, 130 empates e 80 derrotas). Os números são do "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

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