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Nena

Ex-zagueiro do Internacional

Olavo Rodrigues Barbosa, o Nena, ex-zagueiro do Internacional de Porto Alegre-RS, da Portuguesa de Desportos e da Seleção Brasileira, morreu no dia 17 de novembro de 2010, em Goiânia-GO, vítima de câncer no pulmão.

Era avô do meia-esquerda Andrezinho, revelado pelo Corinthians ao lado de Gil, Edu, Kléber e Éwerthon, no final dos anos 90.

Andrezinho foi emprestado ao Noroeste de Bauru-SP, voltou aos gramados do Parque São Jorge em janeiro de 2006 e depois perambulou por várias equipes do Brasil e do exterior.

Atuou no primeiro semestre de 2008 no Croatia Sesvete, da Croácia, no qual foi campeão e levou o time à primeira divisão do futebol daquele país. Em setembro, foi contratado pelo Paysandu-PA.

Em 2001, o neto de Nena participou de um lance inesquecível para a torcida corintiana.
Era a semifinal do Campeonato Paulista daquele ano. O jogo, contra o Santos, estava 1 a 1 e classificava a equipe da Vila para a fase final.

Foi de Andrezinho o lançamento para o atacante Gil, que foi até a linha de fundo, cortou o zagueiro André Luis, e rolou para o chute certeiro do meia Ricardinho, após incrível corta-luz de Marcelinho Carioca.

A bola venceu o goleiro Fábio Costa e, aos 47 do segundo tempo, tirou o Santos da final do Paulistão de 2001.

O Corinthians acabou campeão do torneio após bater, na final, o Botafogo de Ribeirão Preto-SP. 

 
Veja o que foi publicado sobre Nena na Folha de S. Paulo, de 21 de novembro de 2011.
 

 
 
 
Nascido em Porto Alegre, no dia 11 de julho de 1923, Nena começou a carreira no Internacional anos 18 anos, após sair da várzea de Porto Alegre. No Colorado, jogou de 1940 a 1951, primeiro como lateral-esquerdo e logo como zagueiro. Lá fez um dos gols mais bonitos de sua carreira. Após um lançamento mal feito pelo goleiro do São José-RS, Nena acertou um chute de primeira, sem deixar a bola tocar a grama.

Pelo Inter, fez parte do time conhecido como "Rolo Compressor". Foi oito vezes campeão gaúcho (hexa em 40/41/42/43/44/45 e bi em 1947/48) e conseguiu em 1947 a primeira convocação para a seleção. A estreia pelo Brasil foi no dia 29 de março de 1947, num empate por 0 a 0 com o Uruguai, em partida válida pela Copa Rio Branco.
Nena foi um dos primeiros gaúchos a serem convocados. Pelo Brasil, atuou em seis partidas (2 vitórias, 3 empates, 1 derrota) e não marcou nenhum gol.
Em 1951, saiu do Internacional e foi para a Portuguesa, onde ficou até 1958. Ele fez parte do melhor time da Lusa de todos os tempos. Time que tinha uma linha de ataque que entrou para a história, com Julinho Botelho (que depois foi craque no Palmeiras e na Fiorentina da Itália), Renato, Nininho, Pinga (que em 1953 foi para o Vasco) e Simão.
Com esse timaço da Portuguesa, Nena conseguiu os títulos do Rio-São Paulo de 1952 e 55.

Por Gustavo Grohmann

*Livro de Consulta:"Enciclopédia do Futebol Brasileiro"- LANCE

O site Terceiro Tempo recebeu no dia 05 de fevereiro de 2006, do internauta Mário Lopomo (mlopomo@uol.com.br) o seguinte e-mail.

LEMBRANÇA 
 
O Dia em que Garrincha, Nena e mais 20 jogadores foram expulsos de campo.
 
No torneio Roberto Pedrosa de 1954, no mesmo dia em que o selecionado brasileiro ia jogar contra a Hungria, Portuguesa de Desportos, estava jogando com o Botafogo do Rio de janeiro. Por causa do jogo da Copa do MUndo este jogo foi colocado para a parte da manhã no Pacaembu.

Os times estavam desfalcados com alguns jogadores servindo a seleção brasileira. Principalmente a Portuguesa que estava sem Djalma Santos, Brandãozinho, Julinho e Pinga. O Botafogo sem, Nilton Santos e Didi. Tudo ia indo as mil maravilhas com a Portuguesa ganhando pelo escore de 2x1. Mas quando Edmur marcou o terceiro tento da Portuguesa, o beque central do Botafogo deu-lhe uma tremenda porrada pela cara.

Houve a reação do jogador da Portuguesa, e todos os demais jogadores em campo, mais reservas, técnico, medico e massagistas também entraram no rolo. Foi uma pancadaria das grossas. Lindolfo goleiro da Portuguesa que não era grande mas atarracado, deu uma porrada na cara do goleiro reserva do Botafogo que jogou ele a três metros de distancia. Foi muito difícil acabar com aquela confusão. Os dirigentes. Delegado e policiais (poucos) a muito custo acalmaram a confusão. Xingamentos daqui e dali faziam esquentar novamente, mas já dava para não deixar a coisa esquentar. Quando o pequeno publico que rendeu 44.050 cruzeiros, pensou que o jogo iria continuar, eis que o árbitro Carlos de Oliveira Monteiro (Tijolo) expulsou todos os 22 jogadores e mais reservas e técnicos de campo. Não tenho notícia de que houve outro jogo com esse acontecimento de expulsões.

PORTUGUESA: Lindolfo; Nena e Valter, Herminio, Clovis e Ceci. Dido, (Nelsinho) Renato, Osvaldinho, Edmur e Ortega.

BOTAFOGO: Pianowski; Arati, Ruarinho e Tomé. Bob, Juvenal e Floriano. Garrincha, Dino, Carlyle, Jaime e Vinicius.

Arbitro: Carlos de Oliveira Monteiro (Tijolo)

Renda: 44.050,00

Estádio: Pacaembu - 22/06/1954.
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