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Nair

Ex-meia da Portuguesa e Corinthians
Nair, o Nair José da Silva, meia-armador da Portuguesa (SP), de 63 e 65, morreu no dia 22 de agosto de 2018, aos 81 anos, em Madureira, no Rio, onde morava. Ele era supervisor de futebol do Madureira, onde começou a carreira.  Jogou também no Botafogo-RP (antes da Lusa), Corinthians, de 66 a 68, no Atlético Paranaense, de 69 a 71, onde encerrou a carreira.

Sua transferência da Portuguesa para o Corinthians, em 1966, ao lado do zagueiro-central Ditão, foi problemática e polêmica. O ex-presidente da Lusa, José Bizarro da Nave, alegou que os seus jogadores foram aliciados pelo "alto poder financeiro" do time do Parque São Jorge.

Nair viu Rivellino nascer no time titular do Corinthians (Rivellino entrou no lugar de Nair), mas antes o meia carioca integrou o time corintiano na célebre noite em que Garrincha estreou com a camisa 7 do Timão. Só que o Vasco, em jogo amistoso, venceu a partida por 3 a 0, gols de Maranhão e Célio (2). O curioso da história é que no dia desse jogo "A Gazeta Esportiva" estampou em sua primeira página: "Vocês verão como é: Ditão, Nair e MANÉ".

Só que, na prática, a história foi bem diferente com o Timão, mais uma vez, perdendo na estréia de um grande craque. Nair, que nasceu em Itaperuna (RJ) no dia 20 de maio de 1937, fez 90 jogos e marcou 14 gols com a camisa corintiana.

Pênalti perdido

Nair lamentava o pênalti que perdeu contra o Santos. Era a chance de o Corinthians acabar com o jejum de vitórias sobre o Alvinegro da Vila. No dia 17 de dezembro de 1966, um sábado chuvoso, o meio-campista Nair tinha a chance de dar a vitória, após penalidade cometida por Modesto, aos 42 minutos da etapa final.

O jogo estava empatado por 1 a 1 (gols de Flávio, para o Corinthains, e Zito, para o Santos). Nair bateu e o goleiro Cláudio defendeu. O jogo terminou 1 a 1. O Santos jogou com: Cláudio; Modesto, Mauro Ramos, Orlando e Geraldino; Zito e Joel; Dorval, Lima, Toninho Guerreiro e Abel. O técnico era Lula. O Corinthians, comandado por Zezé Moreira, tinha: Marcial; Jair Marinho, Ditão, Clóvis e Maciel; Nair e Rivellino; Bataglia, Tales, Flávio Minuano e Gílson Porto.

O tabu continuou de pé para tristeza e desespero dos corintianos, que saíram calados do Paulo Machado de Carvalho. O tabu resistiria até o dia 6 de março de 1968, uma quarta-feira à noite, no Pacaembu, quando o Corinthians, do técnico Lula, derrotaria o Santos, do técnico Antoninho Fernandes, por 2 a 0, gols de Paulo Borges e Flávio Minuano.
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    Pelo Corinthians:

    Atuou em 90 jogos e marcou 14 gols.
    Fonte: Almanaque do Timão, de Celso Unzelte

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