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Maria Esther Bueno

Maior tenista brasileira em todos os tempos
por Marcos Júnior Micheletti

Maria Esther Andion Bueno, a Maria Esther Bueno, maior nome do tênis brasileiro em todos os tempos, tendo vencido dezenove torneios do chamado Grand Slam, que abrange o Aberto da Austrália (Melbourne), Roland-Garros (Paris), Wimblendon (Londres) e US Open (Nova Iorque), morreu em São Paulo-SP no dia 8 de junho de 2018, aos 78 anos, após uma longa luta contra um câncer. 

Em 2011, a maior tenista brasileira da história recebeu o anel do Internacional Tennis Hall of Fame, entidade que reúne os maiores ídolos que ja praticaram o tênis.
 
Nascida em São Paulo, em 11 de outubro de 1939, iniciou sua carreira pelo Clube de Regatas Tietê, na capital paulista, aos quatro anos de idade.
 
Ao todo, Esterzinha, como é carinhosamente chamada, venceu 71 torneios de simples e figurou como a melhor tenista do mundo, segundo o ranking da ATP, entre 1959 e 1966.
 
Alguns dos impressionantes feitos de Maria Esther Bueno:
 
O tricampeonato de simples de Wimblendon (1959, 1960 e 1964); o tetracampeonato de simples do US Open (1959,1963,1964,1966); o Aberto da Austrália de duplas, em 1960; o Aberto da França de duplas, em 1960; o pentacampeonato de Wimblendon de duplas (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) e o tetracampeonato do US Open de duplas (1960,62,66,68).
 
Um dos pontos fortes da ex-tenista era o saque, bastante potente para os padrões da época, principalmente se levarmos em consideração o peso das raquetes (que eram de madeira), muito superior ao das atuais, feitas em fibra de carbono.
 
Em 1967, após uma grave lesão no braço direito, teve dificuldades em manter o mesmo nível de antes e encerrou sua carreira em 1977, aos 38 anos.
 
Seu nome está imortalizado no International Tennis Hall of Fame de Nova Iorque desde 1978 e uma estátua sua, de cera, está no museu Madame Tussauds, de Londres, Inglaterra.
 
Nos últimos anos de sua vida, Maria Esther Bueno participava como comentarista de diversos torneios de tênis pelo canal de esportes SporTv.

Veja abaixo, o encontro entre a russa Maria Sharapova e Maria Esther Bueno, na rua Oscar Freire, no bairro dos Jardins, em São Paulo, no dia 04 de dezembro de 2009

Em 11 de outubro de 2015, o UOL publicou uma matéria da "Folha", do jornalista Marcel Merguizo, sobre Maria Esther Bueno, que segue abaixo, na íntegra:

Carregadora da tocha, Maria Esther diz que título olímpico é único que faltou

Maria Esther Bueno, 75, já sabe como segurar a tocha olímpica que carregará no revezamento, que começa em 3 de maio do ano que vem: empunhadura continental, a mesma que usou nos áureos anos de carreira no tênis.

O estilo de segurar a raquete e a classe em quadra em mais de 20 anos de carreira fizeram da tenista paulista a melhor da história do país. Segundo ela mesma, com 589 títulos conquistados.

Motivo suficiente para a oito vezes campeã de Wimbledon (três em simples e cinco em duplas), além de outros 11 troféus de Grand Slam, ser uma das responsáveis por conduzir o fogo olímpico até a abertura dos Jogos de 2016, daqui a 300 dias.

Mas Maria Esther nunca jogou uma Olimpíada. Azar dos Jogos, que não tiveram disputas de tênis de 1928 a 1984. A modalidade voltou em 1988 e permanece até hoje.

"É uma pena que não pude participar dos Jogos Olímpicos, porque o tênis não fazia parte da família olímpica. Foi o único título que me faltou", afirma a tenista em visita à sede da Folha. "Gostaria imensamente de ter podido participar e representar bem o Brasil. Mas nunca é tarde, estou com ela [a tocha] aqui agora", completou.

Assista

Maria Esther é uma das indicadas da campanha do Bradesco, segundo a qual ela também pode eleger outro condutor da tocha olímpica.

"Meu eleito foi um grande amigo, Romeu Trussardi Neto, que, além de grande tenista, é de umas das famílias mais tradicionais do Brasil e sempre ajudou o esporte", afirmou Maria Esther.

O empresário foi indicado pela tenista assim como outros atletas já fizeram na campanha. A ideia é que qualquer pessoa (desde que não tenha ligações políticas) possa participar do revezamento da tocha. As indicações devem ser feitas no site www.bradesco.com.br/tocha até a próxima quinta-feira (15 de outubro).

"É uma grande honra. Achei que já tinha feito tudo no esporte, mas saber que estou com a tocha olímpica e vou correr com ela é uma sensação muito boa", disse.

Ela não está preocupada nem com os 200 metros do percurso. Afinal, ainda hoje joga tênis "dia sim, dia não".

RIO-2016

Maria Esther acredita que o suíço Roger Federer e a americana Serena Williams são os favoritos ao ouro no tênis para a Rio-2016. "Vou estar lá, quero bater uma bolinha com eles", brincou.

"Os maiores nomes, Federer, [Rafael] Nadal, [Novak] Djokovic, Serena, todos fazem questão de participar da Olimpíada do Rio. Principalmente os mais velhos, pois pode ser a última chance, querem conhecer o Rio e o país. Tenho certeza que vamos fazer a melhor Olimpíada de todos os tempos."

O Brasil nunca conquistou uma medalha olímpica no tênis. "É difícil, mas todos que estão na chave têm chance", analisou Maria Esther.

A felicidade de estar com a tocha aumentou quando ela lembrou de Londres-2012, quando o tênis foi disputado na mesma quadra onde atingiu o ápice da carreira.

"Em Londres o tênis foi disputado no clube do meu coração, Wimbledon. Foi sensacional. Consegui ver de perto outros esportes, aqueles atletas fabulosos, foi lindo e inesquecível", recordou.

Aos 75 anos, mostra-se entusiasmada como no encontro com estudantes de 7 e 8 anos do colégio paulistano Ofélia Fonseca, que visitavam a sede da Folha ao mesmo tempo que ela. Em um instante, espírito olímpico e espírito de criança se divertiam juntos com a tocha nas mãos.

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