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Luiz Felipe Scolari

Técnico de futebol
Luiz Felipe Scolari, o Felipão, ex-zagueiro do Caxias-RS, Aimoré-RS, Novo Hamburgo-RS, Juventude-RS e CSA-AL, nos anos 70 e 80, hoje faz parte do seleto grupo de treinadores famosos no mundo inteiro. Em 26 de julho de 2018, o Palmeiras anunciou o retorno de Felipão, que assumiu o cargo deixado por Roger Machado horas antes. 
 
Natural da cidade gaúcha de Passo Fundo, onde nasceu em 09 de novembro de 1948, Felipão impôs seu estilo durão na carreira de treinador e começou a colecionar grandes resultados à beira do campo. Scolari teve como primeiro sucesso o título da Copa do Brasil de 1991 pelo Criciúma.
 
Depois, importantes conquistas por Grêmio e Palmeiras, clubes onde teve total identificação com a torcida. Foi o líder do alviverde na inédita conquista da Taça Libertadores de 1999. Ficou no Verdão de 1997 a 2000 e comandou a equipe verde em 254 oportunidades (127 vitórias, 64 empates, 63 derrotas). Além da Libertadores,
 
Felipão conquistou com o Palmeiras a Copa do Brasil e a Copa Mercosul, em 1998, e o Rio-São Paulo, em 2000.

Em 2002, atingiu o auge da carreira, dirigindo a Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo, obtendo 100% de aproveitamento na competição. Ainda com a Seleção, em seu retorno, conquistou de maneira invicta a Copa das Confederações sobre a poderosa Espanha em pleno Maracanã, no dia 30 de junho de 2013 e, mais uma fez, recuperou a alegria do futebol brasileiro.
 
Após o Mundial, Felipão resolveu deixar a Seleção de lado para poder realizar um antigo sonho: o de trabalhar no futebol europeu. Depois, o gaúcho de Passo Fundo, nascido em 9 de novembro de 1948, foi o treinador da seleção portuguesa, que acabou sendo vice-campeã da Eurocopa de 2004 e foi o quarto lugar da Copa do Mundo de 2006 (perdeu para a dona da casa, Alemanha, na disputa do terceiro lugar).
 
Durante a Eurocopa de 2008, no começo de junho, Felipão foi anunciado, pelo Chelsea, como o novo treinador da equipe inglesa, mas dirigiu os lusos até o dia 19 do mesmo mês, quando a Seleção de Portugal perdeu para a Alemanha por 3 a 2 e foi eliminada da competição. "Tenho bom relacionamento com os dirigentes e não descarto um dia voltar a dirigir a seleção portuguesa", disse Felipão, em sua despedida de Portugal.
 
Mas a passagem pelo time inglês durou apenas sete meses. Em fevereiro de 2009, após problemas com o russo Roman Abramovich, dono da equipe, e alguns maus resultados no campeonato inglês, principalmente nos clássicos, Felipão foi demitido do Chelsea.
 
Entre 2008 e 2009 dirigiu a equipe inglesa do Chelsea depois transferiu-se para o Uzbequistão para comandar o Bunyodkor, conquistando o título nacional de 2009.
 
Em 13 de junho de 2010 foi anunciado como treinador do Palmeiras e foi apresentado oficialmente no alviverde no dia 15 de julho de 2010. Após duas temporadas de decepções no comando técnico do Alviverde, Felipão conduziu a equipe palestrina a mais um título em 2012, ao vencer a Copa do Brasil, após bater o Coritiba na decisão.
 
No entanto, a difícil situação do Alviverde no Brasileirão daquele ano fez com que o treinador fosse demitido no dia 13 de setembro, após pouco mais de dois anos da sua chegada. No dia 18 de novembro do mesmo ano, sob o comando de Gilson Kleina, o time somava 9 vitórias, 7 empates e 20 derrotas no campeonato e foi rebaixado pela segunda vez para a série B.
 
Em 29 de novembro de 2012 foi anunciado como técnico da Seleção Brasileira, em substituição a Mano Menezes, demitido seis dias antes.
 
Ao lado de Felipão, foi apresentado por José Maria Marin, presidente da CBF, o coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira.
 
Deixou o comando da seleção brasileira em 13 de julho de 2014, após dois resultados negativos durante a Copa do Mundo no Brasil: as goleadas para Alemanha (7 a 1, na semifinal) e para a Holanda (3 a 0, na disputa pelo terceiro lugar).
 
No dia 29 de julho de 2014, depois de 18 anos, Felipão retornou ao Grêmio. O treinador chegou com desconfiança, depois da vergonhosa eliminação da Selação Brasileira na Copa do Mundo no Brasil, através do seu comando. E o seu trabalho no Tricolor não foi satisfatório e nem o esperado, tanto que, no dia 19 de maio de 2015, acabou sendo demitido junto com toda sua comissão técnica. Em 51 jogos, teve 26 vitórias, 12 empates e 13 derrotas, um aproveitamento de 60,3%.
 
No dia 4 de junho de 2015, menos de um mês após ser demitido do Grêmio, Felipão assinou contrato com o clube chinês Guangzhou Evergrande.
 
Em 21 de novembro de 2015, o Guangzhou Evergrande conquistou o título da Liga dos Campeões da Ásia. Comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o time chinês derrotou o Al-Ahli (Emirados Árabes Unidos) por 1 a 0 no jogo em Guangzhou. Na partida de ida, em Dubai, as duas equipes ficaram no 0 a 0. Com o título, a equipe chinesa garantiu vaga ao Mundial de Clubes da Fifa, no Japão.
 
No dia 10 de maio de 2018, em função da morte do ex-presidente do Grêmio, Fábio Koff, Felipão emitiu uma nota de pesar falando da amizade que mantinha com o dirigente. Juntos eles viveram grandes momentos no Grêmio nos anos 90. Foram seis títulos conquistados. Clique aqui e leia a nota.
 
Em 11 de março de 2015 o UOL publicou uma matéria sobre Deco, que afirmou que alguns jogadores ajudaram a "queimar" Felipão no Chelsea. Abaixo, o texto, na íntegra:
 
Com passagens por diversos países com culturas diferentes no futebol, Deco foi um jogador que viu de "tudo um pouco". Hoje aposentado e aos 37 anos, o ex-meia não esconde bastidores do tempo em que atuava. Em entrevista para a revista FourFourTwo, o brasileiro naturalizado português lembrou a passagem pelo Chelsea e revelou que alguns atletas do elenco ajudaram a "fritar" o técnico Luiz Felipe Scolari no clube inglês.

Sem citar nomes, Deco afirmou que Felipão não deu certo ser uma pessoa emocional, que precisa conversar e se abrir com os jogadores. No entanto, certos nomes tinham outro tipo de relação e não procuravam o treinador para expor qualquer problema. No lugar, eles falavam com a diretoria, o que não era bom para a equipe. 

"O Felipão é um técnico emotivo, que precisa falar e expressar seus sentimentos para os jogadores. Ele não conseguiu isso no Chelsea. Outra coisa foi que, naquela época, se o jogador tivesse problemas com o técnico, eles não falavam para ele, mas no lugar comunicavam direto com a diretoria. Isso não era bom para o time", afirmou.

Deco também falou sobre o tempo em que defendeu a seleção portuguesa sob o comando de Scolari, primeiro técnico a convocá-lo para o time nacional. De acordo com o agora ex-jogador, a decisão de se naturalizar não teve relação alguma com o treinador. Além disso, ele negou qualquer mágoa por nunca ter sido chamado por Felipão para a seleção brasileira. 

"Não tenho nenhum arrependimento. Muitas pessoas falar, mas minha decisão de naturalizar foi tomada antes. Eu decidi atuar por Portugal antes. Eu decidi porque tinha uma relação com o país e as pessoas. Quando o Scolari veio para Portugal, a influência dele foi boa, mas não teve nada com a minha decisão", disse. 

Apesar de defender Felipão como um grande profissional, Deco não pensou muito ao responder quem foi o melhor técnico com quem trabalhou: José Mourinho, com quem venceu a Liga dos Campeões na metade dos anos 2000.

"Eu acho que o melhor é José Mourinho. Mas eu tive vários técnicos importantes na minha carreira. Fernando Santos foi muito importante para mim. Vim para o Porto com 19 anos de idade e ele me ensinou muito. Carlo Ancelotti foi fantástico também, mas eu só trabalhei com ele por um ano. Scolari também, claro. Mas Mourinho trouxe algo diferente. Ele me trouxe ambição, porque naquela época em Portugual era difícil achar que o Porto poderia vencer a Liga dos Campeões", completou.

O UOL publicou em 04 de maio de 2018 uma matéria sobre Luiz Felipe Scolari, em que o ex-técnico da seleção brasileiro revelava sua mágo em relação a Galvão Bueno. Leia abaixo, na íntegra:

Scolari revela mágoa com Galvão Bueno e ataca: "Se acha o todo poderoso"

Técnico campeão com a seleção brasileira em 2002 e também na fatídica Copa de 2014, quando perdeu por 7 a 1 da Alemanha, Luiz Felipe Scolari foi o convidado do programa No Ar com André Henning, no Esporte Interativo, nesta sexta (4). Entre outros assuntos, Felipão confessou ter uma mágoa grande com o narrador Galvão Bueno, da Globo.

Scolari afirmou que se nega a conversar com Galvão, por quem se julga injustiçado na avaliação do 7 a 1. Além disso, Felipão criticou a postura do narrador com a seleção, dizendo que ele se acha "o todo poderoso".

"Teve um colega teu, de TV, que passou dez minutos depois do jogo apontando pra mim. Hoje eu não falo para esse senhor, no caso, o Galvão Bueno. Enquanto ele achar que é o todo poderoso, um deus, e que pode fazer aquilo que fez comigo, me jogando contra a torcida... Eu fico aqui. Cada um na sua. Eu não devo nada, cada um faz o seu trabalho e segue sua vida", disse ele.

Inevitavelmente, o 7 a 1 foi assunto. Scolari deu a entender que não aprovava a Granja Comary como local de preparação para a Copa do Mundo de 2014, mas foi convencido pelo presidente José Maria Marin, então mandatário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

"Em 2014, nós fizemos todas as reformas físicas possíveis, mas era tudo aberto. Em 2002 foi aberto também, mas foi do outro lado do mundo [Japão e Coreia do Sul]. Todo mundo fazia o que queria. Eu fiz lá porque o Marin disse que aquilo seria usado por depois por diversas seleções, mas foi difícil", comentou.

Felipão continua defendendo a equipe que levou a campo na semifinal contra a Alemanha. "Naquele dia, nada deu certo. Nem pra mim, nem pra eles. Tem muitos jogadores daquele grupo que estão aí hoje. Nós tivemos erros naquele jogo que não errávamos nem em treino", afirmou.

"Hoje, se tu ver (sic) o Kross chutar de fora da área de pé esquerdo, ele não vai fazer o gol em ninguém. Naquele dia, foram três gols em seis minutos. Quando caiu a ficha, a coisa já estava feia. Até os dez, quinze minutos de jogo, nós tivemos duas chances. Poderia não ficar tão ruim", concluiu o técnico.

O treinador ainda revela que Marin teria insistido para mantê-lo no cargo após a Copa. "Antes do jogo contra a Holanda [em disputa pelo terceiro lugar do Mundial], o Marin disse `Felipe, o que aconteceu foi um desastre. Tu vai ficar? Tu queres ficar?´. Eu disse que não valia a pena continuar nessa situação, não vale a pena", contou.

Em outro momento da entrevista, Felipão confirmou que foi contatado pelo Atlético Mineiro, no início desde ano, para assumir o time. Porém, na ocasião, tinha decidido se afastar do futebol por um período. Ele não descarta futuras novas conversas.

"Atlético Mineiro me procurou. Nós conversamos uma situação dois meses atrás, mas disse que antes de abril, eu não ia conversar nada. Mais tarde chegamos a conversar, mas o menino [Thiago Larghi] está trabalhando. Quem sabe no futuro, se eu ficar no Brasil e se eles quiserem, eu posso conversar de novo", comentou o técnico.

Abaixo, ouça umas das primeiras entrevistas de Felipão a Milton Neves, em 1997:

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    Técnico do Palmeiras entre 1997 e 2000

    Foi o líder do alviverde na inédita conquista da Taça Libertadores de 1999. Ficou no Verdão de 1997 a 2000 e comandou a equipe verde em 254 oportunidades (127 vitórias, 64 empates, 63 derrotas). Além da Libertadores, Felipão conquistou com o Palmeiras a Copa do Brasil e a Copa Mercosul, em 1998, e o Rio-São Paulo, em 2000.

    Em 2002, atingiu o auge da carreira, dirigindo a Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo, obtendo 100% de aproveitamento na competição.

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