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Lella Lombardi

Única mulher a pontuar na Fórmula 1
por Marcos Júnior
 
Maria Grazia Lombardi, a Lella Lombardi, faleceu em Milão, Itália, em 3 de março de 1992, vítima de câncer.
 
Lella, que nasceu em Frugarolo (região do Piemonte, Itália), em 26 de março de 1941 é a única mulher a ter conseguido pontuar na Fórmula 1, no Grande Prêmio da Espanha de 1975, disputado no circuito de Montjuich, no dia 27 de abril.

Ela terminou a prova em sexto lugar, guiando um March-Cosworth, o que lhe garantiria um ponto, mas como a prova foi interrompida antes do número mínimo de voltas, Lella acabou ficando com a metade, ou seja, 0,5 ponto. A interrupção aconteceu por conta de um acidente com o Lola-Ford de Rolf Stommelen. O aerofólio traseiro se soltou e o carro atingiu alguns espectadores. Cinco deles morreram.

Antes de ingressar na Fórmula 1, Lella Lombardi passou por categorias de turismo, Fórmula Ford e Fórmula 3, todas na Itália.

Sua estreia na Fórmula 1 foi no Grande Prêmio da Inglaterra, em Brands Hatch, em 20 de julho de 1974, com um carro da Brabham, mas não da equipe principal de Bernie Ecclestone, que tinha como pilotos o argentino Carlos Reutemann e o brasileiro José Carlos Pace, com modelos BT-44 e motor Cosworth, enquanto Lella correu com um BT-42, também com motor Cosworth.
 
Em 1975, participou de 12 das 14 etapas, correndo pela equipe March-Cosworth (modelo 751), tendo como companheiro de equipe o alemão Hans Stuck, o mesmo que substituiu José Carlos Pace na Brabham, quando este faleceu em 1977. Também treinou pela Williams-Cosworth (equipe oficial).

Aliás, Stuck não pontuou em nenhuma etapa de 1975, portanto Lella terminou à sua frente naquele ano.

Em 1976, seu último ano na Fórmula 1,Lella correu pela equipe RAM, que disputou o campeonato com um carro antigo da Brabham (modelo BT-44B, contra os BT-45 da escuderia oficial), que permanecia com sua dupla Reutemann e Pace.

Lella Lombardi não foi a única mulher a guiar na Fórmula 1. Antes dela, a precursora foi sua compatriota Maria Teresa de Filipis, nascida em Nápoles, que disputou quatro corridas, entre 1958 e 1959.

Depois de Maria Teresa, foi a vez de Lella Lombardi. A terceira foi a inglesa Divina Galica, que não chegou a participar de nenhuma corrida, pois não se classificou nos treinos para os três Grandes Prêmios em que estava inscrita, entre 1976 e 1978. Ela que começou no esporte como esquiadora, guiou carros das equipes Surtees e Hesketh.

Em 18 de julho de 1976, Divina e Lella participaram dos treinos para o Grande Prêmio da Inglaterra, disputado em Brands Hatch, mas as duas não se classificaram.
Em 1980, no Grande Prêmio da Inglaterra, disputado no circuito de Brands Hatch, a sul-africana Desiré Wilson não se classificou nos treinos, com um carro da Williams-Cosworth (não da equipe oficial, que disputou a temporada com o australiano Alan Jones e o argentino Carlos Reutemann).

A última mulher a colocar seu nome na Fórmula 1 foi outra italiana, a romana Giovanna Amati, que participou dos treinos para as três primeiras etapas de 1992 pela Brabham-Judd (equipe oficial, tendo como companheiro, o holandês Eric van de Poele. Porém, não se classificou em nenhuma delas (Africa do Sul, no México eno  Brasil) e acabou sendo substituída pelo inglês Damon Hill, que acabou tornandos-se campeão mundial em 1996, pela Williams-Renault.

Veja um vídeo em homenagem a Lella Lombardi:
 

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