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Juninho Pernambucano

Meia do Vasco, Lyon-FRA e Seleção Brasileira
por Diogo Miloni
Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, o Juninho Pernambucano, meio campista, em 2012 defendia o Vasco da Gama. Nascido no dia 30 de janeiro de 1975, na cidade de Recife. Brilhou com as camisas do Vasco, Lyon-FRA e Seleção Brasileira. Juninho trabalhou de 2014 a maio de 2018 como comentarista da Globo.

Juninho foi revelado pelo Sport Recife, em 1993. O jogador foi peça principal da "Geração de Ouro" que comandados pelo técnico Givanildo de Freitas, conquistou o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste, ambos no ano de 1994.
 
No dia 29 de janeiro de 2014, Juninho se aposentou do futebol. Ele tinha contrato até o final de maio do mesmo ano, mas estava sofrendo com as contusões e decidiu parar. No mesmo ano, foi contratado pela Rede Globo para comentar os jogos da Copa do Mundo do Brasil.
 
O meia foi considerado a revelação do campeonato brasileiro de 1994. Com a boa fase no Leão da Ilha, e o grande futebol que Juninho estava apresentando, não demorou para seu talento interessar outros times grandes do Brasil.

O então técnico do Vasco, Nelsinho Rosa pediu a contratação de Juninho, já que William, jogador de meio campo, foi negociado com o Guarani. Em 1995, o pernambucano desembarcava no Rio de Janeiro.

Sua primeira temporada foi em 1996, ainda batalhando para ganhar uma posição entre os titulares. Neste ano o time luso-brasileiro não vinha de bons resultados nos campeonatos estadual e nacional. Além disso, era taxado como um time velho e que precisava ser reformulado.


Em 1997, o Vasco ressurgiu com o meio campo formado por Pedrinho, Felipe, Ramón e Juninho Pernambucano. O time ainda contava com os gols de Edmundo, (marcou 29 gols e tornou-se artilheiro do Campeonato Brasileiro). Com esta campanha, o título nacional foi para o time lusitano.

O ano de 1998 foi especial para o Vasco. Com a justificativa que o Cruzmaltino estava sendo beneficiado pela Federação Carioca na elaboração da tabela, Flamengo, Botafogo e Fluminense armaram uma grande confusão, com direito a abandono de partidas e até do campeonato. Sem se importar para a intriga da oposição, o time conquistou a primeira taça na festa dos 100 anos.

Ganhar o Campeonato Carioca era bom, mas Vasco, e Juninho queriam mesmo a Libertadores da América. Na fase de grupos, o Cruzmaltino enfrentou Grêmio, Chivas-MEX e América-MEX. Nas oitavas de final, o time lusitano venceu o Cruzeiro, e nas quartas de final o Grêmio. Na sequência da competição, fase de semifinal, o River Plate seria o adversário.

No primeiro jogo, em São Januário, o time de Juninho jogou bem e venceu a partida por 1x0, No segundo duelo, no Estádio Monumental de Nuñez, a vaga na final foi decidida de forma dramática. O Vasco não conseguia armar boas jogadas ofensivas, foi graças a uma falta cobrada na intermediária que saiu o gol salvador.

Juninho ajeitou, correu e bateu com violência e categoria. A bola passa com muito efeito pelo lado de dentro da barreira e cai no ângulo do goleiro argentino. Um golaço.

O lance classificou o Vasco para a final, e foi imortalizado no trecho da canção cantada pela torcida vascaína: "Contra o River Plate sensacional, gol do Juninho no Monumental".

O Vasco decidiu o título contra o Barcelona de Guayaquil-ECU. No primeiro jogo o time brasileiro venceu em casa. No segundo confronto, o Gigante da Colina foi até o Equador e se sagrou campeão da América.

Em 1999, o time carioca manteve a base, e três meses depois foi campeão do Torneio Rio-São Paulo.  Mas o planejamento do Cruzmaltino estava preparado para o começo de 2000, afinal o time havia sido convidado para participar do Mundial de Clubes organizado pela FIFA.

No primeiro ano do século, a temporada começou bem para o Gigante da Colina. Com vitórias sobre South Melbourne-AUS, Manchester United-ING e Necaxa-MEX, o Vasco chegou à final contra o também brasileiro Corinthians. Porém, em um jogo amarrado o time carioca perdeu nos pênaltis.
Juninho Pernambucano era conhecido pela torcida como Reizinho da Colina, mas seu salário ainda era um dos mais baixos do elenco. Essa situação gerou uma crise interna, e  levou o atleta a ser o primeiro jogador brasileiro a entrar na justiça após o fim da Lei do Passe.

Durante a briga judicial, que durou quatro meses, Juninho ficou sem jogar. Mas mesmo assim ele despertou o interesse de Bernard Lacombe, treinador do Lyon-FRA, e em 2001 conseguiu se transferir por meio de uma liminar.

O meia chegou sendo mais um brasileiro no time, e foi fundamental para a conquista do primeiro título nacional. Na temporada 2002/2003, Juninho Pernambucano foi artilheiro do Lyon com 13 gols, e novamente conquistou o campeonato francês.

Ano após ano, o Olympique de Lyon foi ganhando os campeonatos nacionais, até conquistar o heptacampeonato. Uma marca histórica para o time, e para Juninho, que participou de todas as campanhas.

Mesmo sendo considerado um meio-campista de grande qualidade nas assistências e bons arremates de longe, Juninho não foi convocado para a Copa de 2002, na Coréia e no Japão, graças ao fracasso da seleção na Copa América de 2001.

Em 2005, de volta a seleção, o meia participou da campanha nas eliminatórias, e foi convocado por Carlos Alberto Parreira para disputar a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

Ainda na Alemanha, o nome de Juninho foi muito lembrado pelos jornalistas, para conquistar uma vaga na equipe titular. Mas nem ele seria suficiente para evitar a derrota do Brasil. Em 2007, o ex-vascaíno decidiu aposentar-se da Seleção Brasileira. Sendo que seu último jogo foi contra a França na eliminação dos brasileiros.

No ano de 2009, Juninho foi para o futebol do Qatar, defender as cores do Al-Gharafa.
 
Em 2011 voltou ao futebol brasileiro, vestiu a camisa do Vasco por 71 jogos e marcou 19 gols. 
 
Em 17 de dezembro de 2012, anunciou um contrato com a equipe dos Estados Unidos, New York Red Bulls. Em 03 de julho de 2013 anunciou sua rescisão contratual com a equipe norte-americana do New York Red Bulls, 

Clique no vídeo e veja o golaço de Juninho contra o River Plate pela Libertadores

Juninho e o São Paulo

Kalef João Francico, ex-diretor de futebol do São Paulo, coleciona várias histórias. Uma das mais curiosas aconteceu em 1993. Kalef estava acertando a contratação de Juninho Pernambucano, junto ao Sport, mas o treinador do São Paulo, Telê Santana, recusou o jogador. "Eu estava na casa da noiva dele,  com tudo acertado. Liguei para o Telê e ele disse que não queria o jogador.  Fiquei com cara de tacho?, explicou em meio a risadas o ex-dirigente são-paulino.
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