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Ivan Rocha

Ex-lateral-esquerdo do São Paulo

por Rogério Micheletti

Depois de jogar por 10 anos no futebol espanhol, Ivan Rocha Lima, o Ivan, está de volta ao Brasil. Ele encerrou a carreira depois de uma passagem pelo União São João e agora é empresário de jogadores. "Quero explorar este mercado, principalmente porque conheço muito bem o futebol espanhol", diz Ivan, que é agente Fifa.

Paulistano nascido no dia 14 de janeiro de 1969, Ivan tinha como grande ídolo de infância o uruguaio Darío Pereyra, ídolo do São Paulo nos anos 70 e 80. "Eu sempre me espelhei no Darío, que hoje é um grande amigo", conta. Também pela admiração pelo futebol do quarto-zagueiro, ele começou a carreira nas categorias de base do Tricolor do Morumbi em 83.

Depois de passagens pelas seleções de base do Brasil, Ivan ganhou oportunidade entre os profissionais em 87. "O Cilinho me promoveu. Fiz várias partidas sob o comando dele no São Paulo, como zagueiro e também como lateral-esquerdo", lembra.

O fato curioso foi quando Ivan ganhou a posição do ídolo. Cilinho escalou Ivan no lugar de Darío Pereyra e sentiu que a responsabilidade aumentaria a partir daquele dia. "A pressão era muito grande. Eu chegava para substituir o Darío Pereyra, que não era só um ídolo meu mas também de toda a torcida do São Paulo. Eu soube administrar bem a situação e fui me mantendo na equipe", conta, que comemorou seu primeiro título no profissional em 89, quando o São Paulo foi campeão paulista ao derrotar o São José nas finais.

Naquele mesmo ano, Ivan encontrou um outro forte concorrente na quarta-zaga são-paulina: Ricardo Rocha, contratado ao Sporting de Portugal. Mas no ano seguinte ele levou a melhor sobre o ex-zagueiro do Guarani e foi o titular do Tricolor na campanha do vice-campeonato brasileiro de 90. "O Telê acreditava muito no meu potencial. E formei zaga com o Antônio Carlos naquele Brasileirão", lembra.

A derrota para o Corinthians, na final daquele Brasileirão, fez com que alguns dirigentes são-paulinos entendessem que o melhor seria emprestar Ivan para que ele ganhasse mais experiência, mesmo sem o aval do técnico Telê Santana. "O Telê não queria que eu deixasse o clube, mas entendo que foi bom ter jogador por empréstimo na Internacional de Limeira. O time (que contava com os pontas Tato e Cilinho e o centroavante Guga) conseguiu se classificar para a fase final do Paulistão e logo depois voltei para o São Paulo", diz Ivan, que em 92 foi peça importante na conquista da primeira Libertadores do Tricolor.

"Foi um ano muito bom. Joguei como lateral, já que o Telê acreditava que eu era mais técnico do que o Ronaldão para sair jogando. Fui bem também no Ramon de Carranza e no Tereza Herrera e isso abriu as portas para a Espanha", conta Ivan, que antes de deixar o Morumbi marcou quatro gols em duas partidas: três contra o Santo André e um contra o Corinthians. Ao todo, Ivan fez 138 jogos pelo São Paulo e marcou 8 gols. Foram 63 vitórias, 46 empates e 29 derrotas, números que estão no "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

Na Espanha, onde atuou por 10 anos, Ivan se destacou e teve oportunidade de marcar de perto algumas feras internacionais, como o chileno Zamorano e o mexicano Hugo Sanches. "O Hugo Sanches já estava no Rayo Vallecano quando eu fui defender o Valladolid, mas era um jogador muito difícil de ser marcado. Sabia tudo de bola", comenta Ivan, que além do Valladolid, jogou no Atlético de Madrid, Mallorca, Alavés e Numancia.

No Alavés, Ivan teve um dos momentos mais curiosos de sua carreira, quando perdeu um pênalti, que saiu quase pela linha lateral. "O problema foi a grama que tinha sido trocada fazia pouco tempo. A placa dela fez uma ondinha e a bola foi longe do gol. O pessoal brinca comigo até hoje. Eu gosto de fingir que fico bravo, mas levo mesmo na brincadeira", fala Ivan, que marcou quase 40 gols na carreira. "Acho que é um bom número para quem foi zagueiro. É que eu costumava bater faltas, pênaltis e também fazia alguns golzinhos de cabeça", diz o ex-quarto-zagueiro, que é casado e pai de dois filhos.

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