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Inocêncio Periscinotto

Ex-goleiro do Palmeiras e XV de Jaú

por Tufano Silva / colaborou Paulo Emilio Giocoia

Inocêncio Periscinotto, o Inocêncio Antônio Periscinotto, ex-goleiro do Palmeiras, XV de Jaú e Flamengo nas décadas de 50 e 60, morreu em novembro de 1996, aos 66 anos de idade, vítima de câncer.

Nascido no dia 4 de dezembro de 1930, Inocêncio defendeu importantes clubes do futebol brasileiro, como XV de Jaú-SP, Palmeiras, Taubaté-SP e Flamengo.

Mantinha pelo Galo da Comarca (famosa alcunha do XV jauense) um amor inexplicável. Tanto que, segundo relato de sua viúva, a senhora Eliza, o ex-goleiro se entregava em campo mesmo com o clube em situação financeira complicada. "No XV de Jaú, ele chegou a jogar com as chuteiras rasgadas e com salários atrasados?.

Pelo Palmeiras, Inocêncio fez parte do elenco campeão da Copa Rio em 1951. À época, algumas pessoas insinuaram que o goleiro teria "amarelado? ao não se sentir bem antes da partida de semifinal da competição.

História a qual é esclarecida por Paulo Emilio Giocoia, em carta enviada em 1999 e reproduzida abaixo.

"Tudo começou em um churrasco de um fim de semana de agosto de 1999, em Jaú-SP. Sabendo da minha paixão palmeirense, Mariza Periscinotto, filha do ex-goleiro do XV de Jaú Inocêncio Antônio Periscinotto, me contou que seu pai tinha participado da Copa Rio (Campeonato Mundial de Clubes) em 1951, no Rio de Janeiro, ao qual o Palmeiras foi campeão. Ela me mostrou a foto do seu pai que havia saído num exemplar do jornal Lance! junto com outros jogadores e que seu pai havia ganho um relógio de ouro comemorativo ao feito da CBD, hoje CBF. Bem, fiquei curioso e pedi para Mariza me trazer esta relíquia histórica perdida em uma gaveta da casa da mãe dela. Achei demais o relógio em ouro com os dizeres comemorativos atrás. Ele estava sem funcionar, e com o mostrador bem apagado.

Bem, o curioso de tudo é que Mariza tinha uma dúvida, pois algumas pessoas falavam que seu pai teve a chance de jogar a final do campeonato, mas que havia passado mal, perdendo a chance de atuar na decisão, na gíria futebolística, "amarelado?, quando viu mais de cem mil pessoas no Maracanã.

Eu, como gosto dessas coisas, falei para Mariza que iria esclarecer essa história, e fui conversar com alguns torcedores, conselheiros e jogadores do Palmeiras, e o personagem principal, o goleiro Fábio Crippa, que foi titular naquele campeonato, e que me atendeu em sua residência e me contou tudo o que aconteceu naquele julho de 1951.

Tudo aconteceu na terceira rodada da primeira fase, na chave de São Paulo além de Palmeiras, estavam Juventus-ITA, Estrela Vermelha e o Olympique, enquanto na chave do Rio estavam Vasco da Gama, o Áustria Viena, o Nacional-URU, e o Sporting, de Portugal. Jogando em São Paulo, o Palmeiras perdeu do Juventus por 4 a 0, gerando um mal estar no vestiário, ocorrendo uma discussão entre o presidente do Palmeiras e Oberdan Cattani, goleiro titular do Alviverde, que gerou o afastamento do arqueiro. Na semifinal, o Palmeiras ia enfrentar o Vasco no Maracanã lotado, com mais de 100 mil pessoas. Inocêncio era o segundo goleiro, enquanto Fábio era o terceiro. No vestiário, o técnico pediu uma reunião com o goleiros, ambos muito novos, e Fábio Crippa ganhou a chance por ter jogado na inauguração do Maracanã pela Seleção Paulista de Novos.?

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