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Carlinhos

Ex- técnico e volante do Flamengo
por Rogério Micheletti
 
Jogador de estilo refinado no meio de campo, Carlinhos, o Luís Carlos Nunes da Silva, morreu no dia 22 de junho de 2015, aos 77 anos, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência cardíaca. Trabalhou por muitos anos no Flamengo, sua segunda casa, como ele mesmo sempre dizia. Foi técnico vencedor no rubro-negro, comandando a equipe nas conquistas da Copa União de 1987 e do Brasileirão de 1992.

Nascido no dia 19 de novembro de 1937, Carlinhos começou a carreira de jogador nos infantis do Flamengo. Defendeu a equipe profissional por 15 anos, entre 1955 e 1970. Nesse período, Carlinhos ajudou o Fla a conquistar os títulos estaduais de 1963 e 1965 e do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Alguns de seus companheiros de Flamengo foram Joubert, Dequinha, Jadir, Dida, Henrique Frade, entre outros.

Foi treinador do Flamengo em diversas oportunidades e sempre foi considerado um pé-quente no clube. Chegou a dirigir outras equipes, entre elas o Guarani, mas ficou marcado mesmo como o Carlinhos da Gávea.

Tranquilidade

Carlinhos sempre foi um dos profissionais mais queridos na história do Flamengo. O jeito tranquilo, pacato e amigo muitas vezes serviu para "apagar incêndios" na Gávea. Por muitas ele foi chamado para ser o treinador do rubro-negro. A primeira vez como uma espécie de técnico "tampão". Na primeira passagem, em 1987, Carlinhos dirigiu a equipe por apenas seis partidas (duas vitórias e quatro empates).

No mesmo ano, ele foi novamente chamado. Conseguiu bons resultados e foi efetivado no cargo. Ficou como treinador do rubro-negro até 1988. Neste período, ele dirigiu a equipe em 55 partidas (29 vitórias, 15 empates e 11 derrotas) e conquistou o polêmico título da Copa União de 1987. Carlinhos comandava a equipe que tinha Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. Como era conhecer dos talentos que brotavam nas categorias de base do Fla, Carlinhos foi responsável direto pela efetivação de Leonardo, Zinho, Aílton, entre outros, na equipe principal.

Entre 1991 e 1993, Carlinhos voltou a comandar a equipe rubro-negro e mais uma vez teve sucesso. Foram 112 jogos (63 vitórias, 29 empates e 20 derrotas). O principal título conquistado nesse período foi o de Campeão Brasileiro de 1992. Carlinhos era o comandante da equipe fora das quatro linhas. Dentro delas, o líder era o meio-campista Júnior, já quase um "quartentão". Em 1999, o "Violino? foi técnico da equipe em 65 jogos (36 vitórias, 12 empates e 17 derrotas). No ano seguinte, ele dirigiu a equipe em mais 38 confrontos (16 vitórias, nove empates e 13 derrotas). 
Fonte consultada para números: "Almanaque do Flamengo?, de Roberto Assaf e Clóvis Martins

Ainda sobre o ex-volante do Flamengo Carlinhos, o site Terceiro Tempo recebeu no dia 20 de novembro de 2008, do internauta Marcus Rouanet Machado de Mello, o seguinte e-mail:

"No recém postado - e excelente - artigo sobre o Carlinhos, cabe acrescentar:
O jogador teve apenas uma oportunidade de jogar como titular na Seleção Brasileira.
Foi em 1964, no Maracanã, contra Portugal.
Fez o meio de campo com o Gérson, que então já era do Botafogo. E jogou todos os 90 minutos.
Outro jogador do Flamengo foi titular nesse jogo, vencido pelo Brasil: Aírton "Beleza" que foi o centroavante fazendo a dupla central de ataque com Pelé.
Coisa que pouca gente se recorda foi que, nos preparativos para a Copa de 1962, o Aimoré Moreira convocou 41 jogadores para a pré-preparação! Assim, os tais 45 convocados em 1966 não foram propriamente novidade.
Carlinhos era um desses 41 e deveria ter ficado entre os 22 que foram ao Chile. Ocorre que, para dar equilíbrio entre os selecionados do Rio e de São Paulo, a comissão técnica preferiu levar, como reserva de Zito, o Zequinha, do Palmeiras.
Segundo diz o próprio Carlinhos, essa foi, no fundo, a única mágoa verdadeira que guarda de seus anos de futebol. Julga que foi vítima de uma injustiça e de uma arbitrariedade motivada pela politicagem dos cartolas.
Os 41 pré-convocados (treinos em Caxambú e Campos do Jordão) foram:
Goleiros: Gilmar, Castilho, Valdir e Laércio
Laterais direitos: Djalma Santos, Jair Marinho, De Sordi e Joel Martins (do Botafogo)
Zagueiros centrais: Mauro, Bellini, Aírton Pavilhão (do Grêmio) e Djalma Dias (do América)
Quarto-zagueiros: Zózimo, Jurandir, Calvet e Aldemar (do Palmeiras)
Laterais esquerdos: Nílton Santos, Altair, Rildo e Ivan (do América)
Volantes: Zito, Zequinha e Carlinhos
Meias: Didi, Mengálvio, Benê (do Saõ Paulo) e Chinesinho
Pontas-direitas: Garrincha, Jair da Costa (da Port. de Desp.) e Julinho.
Centro-avantes: Vavá, Coutinho, Quarentinha (do Botafogo), Prado (do São Paulo) e Baiano (do São Paulo e ex-Ferroviária de Araraquara)
Meias-esquerdas ou pontas-de-lança: Pelé, Amarildo, Nei (do Corínthians),
Pontas-esquerdas: Zagalo, Pepe e Germano (do Flamengo).
Atenção na pequena foto do amistoso na cidade mineira de Campo Belo, no Estádio Municipal daquela cidade, jogo realizado no dia 28 de setembro de 1960 (Flamengo 1 x 0 Comercial de Campo Belo; formação: Mauro, Bolero, Monin, Jadir e Jordan; Carlinhos, depois Nelinho, e Roberto, depois Norival; Luís Carlos, Othon, Henrique e Babá, o gol único da partida havendo sido marcado exatamente pelo Carlinhos), o Luís Carlos, repito pela milionésima vez, não é o Tatú. O Tatú é de outra geração, dez anos mais nova.?
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    Números como jogador

    Como meio-campista do Fla, Carlinhos disputou 512 jogos (276 vitórias, 109 empates e 127 derrotas) e marcou 24 gols.

    Como técnico

    Carlinhos sempre foi um dos profissionais mais queridos na história do Flamengo. O jeito tranquilo, pacato e amigo muitas vezes serviu para "apagar incêndios? na Gávea. Por muitas ele foi chamado para ser o treinador do rubro-negro. A primeira vez como uma espécie de técnico "tampão?. Na primeira passagem, em 1987, Carlinhos dirigiu a equipe por apenas seis partidas (duas vitórias e quatro empates).

    No mesmo ano, ele foi novamente chamado. Conseguiu bons resultados e foi efetivado no cargo. Ficou como treinador do rubro-negro até 1988. Neste período, ele dirigiu a equipe em 55 partidas (29 vitórias, 15 empates e 11 derrotas) e conquistou o polêmico título da Copa União de 1987. Carlinhos comandava a equipe que tinha Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. Como era conhecer dos talentos que brotavam nas categorias de base do Fla, Carlinhos foi responsável direto pela efetivação de Leonardo, Zinho, Aílton, entre outros, na equipe principal.

    Entre 1991 e 1993, Carlinhos voltou a comandar a equipe rubro-negro e mais uma vez teve sucesso. Foram 112 jogos (63 vitórias, 29 empates e 20 derrotas). O principal título conquistado nesse período foi o de Campeão Brasileiro de 1992. Carlinhos era o comandante da equipe fora das quatro linhas. Dentro delas, o líder era o meio-campista Júnior, já quase um "quartentão?. Em 1999, o "Violino? foi técnico da equipe em 65 jogos (36 vitórias, 12 empates e 17 derrotas). No ano seguinte, ele dirigiu a equipe em mais 38 confrontos (16 vitórias, nove empates e 13 derrotas). 

    Fonte consultada para números: "Almanaque do Flamengo?, de Roberto Assaf e Clóvis Martins

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