Campos

Ex-atacante do Galo e Santos

Cosme da Silva Campos, o Campos, ex-atacante do Atlético Mineiro, Santos, Nacional-AM, Guarani, Náutico, São Bento-SP, Marília, Portuguesa e São José, nas décadas de 60, 70 e 80, hoje mora em Pedro Leopoldo-MG, sua terra natal.

Campos acabou ganhando notoriedade às avessas por sido o primeiro jogador a ser flagrado por dopagem no futebol brasileiro. O artilheiro até hoje alega ter utilizado remédio para tratar um dente quebrado que continha a substância proibida Efedrina.

O atacante, que hoje trabalha na lavanderia Banho de Espuma que tem em sociedade com sua irmã, na cidade mineira de Pedro Leopoldo, encerrou a carreira em 1984, aos 30 anos, no São José-SP.

Campos, nascido em 21 de dezembro de 1952, viveu os melhores momentos de sua vida profissional defendendo o Galo, onde conquistou o título mineiro de 1973. Ele marcou cerca de 100 gols pelo alvinegro, de um total de 300 que estima ter anotado ao longo da carreira.

O Portal Terceiro Tempo recebeu no dia 20 de junho de 2011 da assessora Roberta Frota Figueiredo Roncanti, o seguinte e-mail:

"Cara Eliana,

Assumi recentemente a assessoria de imprensa do ex-jogador de futebol Cosme da Silva Campos, e ontem, pelo twitter, ele recebeu um contato do Sr. Milton Neves, solicitando que ele lhe enviasse com a máxima urgência fotos antigas e atuais, bem como manifestou interesse em colocá-lo na TV.

Ainda estou montando release, portifólio de carreira, etc. Temos uma sessão de fotos agendada para sexta feira pela manhã, de forma que acredito que até o final da tarde conseguirei lhe enviar o material completo.

De antemão lhe envio o link da entrevista que foi veiculada ontem no site Galo é minha Vida, que já contou com a participação do Milton.

http://galoeminhavida.com/2011/07/entrevista-campos.html

contou com a participaçtrevista que foi dada ontem para o site Galo Cosme da Silva Campos, e ontem, pelo twitter, ele Desde já agradeço a atenção.

Colocando-nos à disposição de V.Sªs. para quaisquer esclarecimentos adicionais, subscrevemo-nos,
 
Atenciosamente, 

Roberta Frota Figueiredo Roncanti"

Cosme da Silva Campos, mais conhecido como Campos, atuou no Atlético entre os anos de 1970 e 1976. Em 199 partidas disputadas, marcou 97 gols. Iniciou sua carreira nas Categorias de Base do Galo e passou para o profissional em 1970. Sua carreira ficou marcada por ter sido acusado de doping numa partida contra o Vasco da Gama, no Maracanã. O Atlético ganhou a partida por 2 a 1, com dois gols de Campos.

1) Nome: Cosme da Silva Campos
2) Apelido: Campos, Peitinho de Aço, Campito.
3) Idade: 58 anos
4) Profissão: Empresário
 
5) A nova geração, não sabe muita coisa sobre Campos, se apresente a nova geração da Massa Atleticana, e conte um pouco sobre sua passagem pelo Galo:
R: Fui revelado como atacante pelo Galo. Comecei nas categorias de base, e atuei no time principal nos períodos de 70 a meados de 72 e 73 a 76. Joguei 199 partidas com a camisa alvinegra e marquei 97 gols, sou o 17ºartilheiro da história do Clube Atlético Mineiro. Conquistei o Campeonato Brasileiro de 1971, a Taça Belo Horizonte de 71 e 72, fui vice artilheiro do brasileiro de 1972 com 14 gols, já em 73 fui artilheiro do campeonato mineiro com 15 gols. Ainda pelo Galo, conquistei a Taça Minas Gerais em 75 e 76 e o Campeonato Mineiro em 76. Em 1975 fui convocado para a Seleção Brasileira e disputei a Copa América onde em 5 partidas, marquei 2 gols.
 
6) Qual o diferencial em jogar pelo Atlético?
R: Eu não só joguei pelo Galo, mas comecei nas categorias de base do time. Costumo falar que vivi uma experiência única, pois além da massa atleticana que faz qualquer jogador ir além dos seus limites e ser contagiado por uma paixão insana, ainda tive a sorte de ser treinado bem no início de carreira pelo eterno mestre Telê Santana, que me deu uma grande base.

7) Quais os aspectos positivos, e negativos na vida de um jogador?
R: Acredito que os aspectos positivos são muitos, dentre eles o carinho da torcida, o respeito, a admiração, que são coisas que o tempo não apaga. Mas as dificuldades também não são poucas, na minha época a mídia não era tão pesada como hoje, que acompanha todos os passos do jogador, os salários também não eram milionários como na atualidade, mas quando as críticas aconteciam, muitas vezes eram severas demais e até mesmo impiedosas. Não acontecia como hoje, onde se ouve os dois lados da história. Naquela época também, nós, centroavantes apanhávamos um bocado dos zagueiros, o futebol era diferente, a regra era outra, a TV não mostrava todos os lances, não existiam as punições dos dias de hoje, este era um ponto bem negativo para o jogador antigamente.
 
8 ) Por quantos, e por quais clubes você passou?
R: Comecei no Atlético Mineiro, mas foi no Nacional (AM) que ganhei projeção, atuei também pelo América (SC), Caldense (MG), Guarani, Náutico Capibaribe, São Bento (SP), América (MG), Santos Futebol Clube (SP), Marília (SP), Portuguesa de Desportos (SP), São José (SP), Colorado (PR), Operários (MS), Ceará e Curvelo (MG).

9) Muito se fala no caso do doping, o que realmente aconteceu?
R: Nos dias de hoje vemos muitos atletas se envolverem em casos de doping, acho que no meu em específico a proporção foi maior por uma série de fatores; por ser o primeiro no futebol brasileiro, pelo Galo não estar naquela época entre os maiores clubes do país e não ter a estrutura que tem hoje, por eu ter sido o autor de todos os gols da vitória em cima do Vasco, entre outros. Tudo o que é novidade ganha uma proporção maior, e numa época onde pouco se conhecia e debatia sobre o assunto, que na época era tido como um "tabu?, acredito que tenha sido ainda pior.
Hoje, analisando os fatos e com a evolução dos estudos bioquímicos, imagino que uma defesa junto à justiça desportiva seria simples e fácil.
Bem, vou resumir os fatos, e vocês poderão entender o que realmente ocorreu. No jogo anterior no Maracanã contra o Vasco, tomei uma joelhada, deixei o campo com o maxilar afetado, 3 dentes perdidos e com outros vários afetados, fui imediatamente submetido a um tratamento com antibióticos, antiinflamatórios, etc., nenhum destes medicamentos estava na relação dos considerados como doping.
No jogo de volta no Mineirão, marquei os 2 gols da vitória do Galo, fui submetido ao exame anti doping, e o resultado indicou a presença de efedrina. Para o Dr. José Elias Murad, o problema era de simples defesa científica, pois eu havia tomado vários comprimidos de Dorflex no dia da partida e este medicamento é derivado da efedrina.
Para mim, o caso teve muitos pontos obscuros, dentre eles, os prazos. Por que o jogo do dia 18 de novembro de 1973 só teve o resultado divulgado no dia 26? E por que o resultado só foi comunicado a mim e ao Atlético no dia 28? Bom, eu era muito jovem, em início de carreira, vim de uma família simples, não possuía empresário e uma assessoria, como acontece hoje no futebol com os jogadores que se despontam, e talvez se naquele momento tivesse essa estrutura, o caso mudaria totalmente de figura. Mas o que passou, passou, não dá para viver olhando para trás, principalmente quando temos a consciência limpa. Temos que levantar a cabeça e seguir em frente.

10) Você ainda continua ligado ao futebol?
R: O futebol é minha vida, minha paixão, o que me move. Jamais me afastarei!

11) O que você faz hoje?
R: Além de continuar jogando todos os finais de semana com os veteranos do Pedro Leopoldo, agencio jovens jogadores para as categorias de base de vários times em todo país. Também tenho me qualificado profissionalmente para futuramente realizar meu maior sonho que é seguir a carreira de treinador de futebol.
 
12) Qual foi sua maior conquista como jogador?
R: Sem dúvidas o Campeonato Brasileiro de 71 pelo Galo, mas as artilharias para mim pela posição em que atuava (centroavante) também foram muito importantes, fui vice artilheiro do brasileiro de 72 com 14 gols e em 73 fui artilheiro do Campeonato Mineiro com 15 gols.
 
13) E decepção?
R: Sem dúvidas os 6 meses de suspensão injusta pelo doping e a impossibilidade de disputar a Copa do Mundo da Alemanha em 74 em decorrência disto.
 
14) Como era a sua relação com a torcida do Galo?
R: Me emociono com todas as recordações que guardo desta grande nação atleticana, não dá para descrever o que se sente ouvindo esta torcida que pra mim é sem dúvida uma das maiores do país. Joguei em muitos estádios, conheci várias torcidas, mas nada comparado à sensação de ter meu nome gritado em pleno Mineirão lotado após um gol, ou mesmo no anúncio da escalação do time. Até hoje, graças a Deus, sinto esse carinho nas ruas, o que é algo impagável! Como bem diz Roberto Drummond, "O atleticano é diferente de qualquer outro torcedor?.
 
15) Qual a sua avaliação, da administração Alexandre Kalil?
R: A administração do Kalil é sem dúvidas um divisor de águas para o clube.
 
16) Como você explica essa seca de títulos do Galo?
R: Futebol não é matemática, não dá para prever algo exato. Jogar fora do Mineirão é um fator complicador, mas não é o único, como disse o Lúcio, capitão da Seleção Brasileira na semana passada, o que tem que pesar é o escudo na frente da camisa. Eu complementaria dizendo que falta colocar o coração na chuteira e jogar com paixão. Temos ótimos jogadores, uma excelente comissão técnica e grandes condições de disputa.
 
17) Deixe uma mensagem aos leitores do Galo é Minha Vida!
R: Primeiramente gostaria de agradecer a TODA equipe editorial do site Galo é Minha Vida pelo brilhante trabalho realizado durante este 1 ano de existência, em especial ao Ésio Júnio pelo carinho, atenção e oportunidade de estar presente nesta ferramenta que sem dúvidas é uma das mais acessadas pela nação alvinegra e da qual sou fã. Meu recado aos leitores do Galo é Minha Vida é que desistir não faz parte do vocabulário do Atleticano, boas vibrações, e vamos empurrar o time pra cima, afinal, a torcida é o 13º jogador, e paixão pelo glorioso é o que não nos falta! Aproveito ainda para deixar o meu twitter para aqueles que quiserem me seguir ou saber um pouco mais a meu respeito @Campos9_ . Abraços a todos e vamos subir nessa tabela, Galo!!!!
 
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