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Cafu

Ex-lateral do São Paulo, Roma e Seleção
por Rogério Micheletti
 
A paixão pelo futebol sempre falou mais alto na vida de Marcos Evangelista de Moraes, paulistano nascido em 7 de junho de 1970.
 
Criado no bairro Jardim Irene, zona sul da capital paulista, o menino humilde chegou a participar de nove peneiras. Pensou até em desistir. Mas conseguiu ingressar no São Paulo Futebol Clube.
 
Homenagem ao ponta
 
Ganhou o apelido de Cafu por ter estilo de jogo parecido com o do velho ponta-direita que fez sucesso no Atlético Mineiro. "O Cafuringa jogava na seleção de masters. E eu também jogava como ponta. Então, recebi o apelido de Cafuringa, depois abreviado para Cafu", conta Marcos Evangelista. E valeu a pena tanto esforço. Cafu coleciona em sua vitoriosa carreira vários títulos. Os principais deles são os das Copas de 1994 (como reserva) e de 2002 (como titular e capitão da equipe).
 
E Cafu não demorou muito tempo para se destacar. A versatilidade e o bom preparo físico fizeram com que ele ganhasse rapidamente espaço no time profissional do São Paulo. Embora preferisse atuar como volante, Cafu foi deslocado para a lateral-direita pelo técnico Telê Santana. Chegou a colocar no banco de reserva o experiente Zé Teodoro.
 
Telê foi extremamente importante para o sucesso de Cafu. O treinador obrigava o lateral a melhorar os cruzamentos e os arremates a gol. "O Telê era chato, no bom sentido. Sempre procurava corrigir as falhas. Foi muito importante, não só para mim", conta Cafu, que sob o comando do Mestre ajudou o São Paulo a conquistar o bi da Libertadores e o bi Mundial, ambos em 1992 e 1993.
 
Em 1994, Cafu deixou o Tricolor paulista. Foi negociado com o Zaragoza, da Espanha. Uma cláusula no contrato de venda do passe do jogador impedia que ele retornasse imediatamente para um grande time paulista. O São Paulo estava preocupado com a Parmalat, empresa italiana que investia no Palmeiras e já tinha contratado o zagueiro Antônio Carlos, outro atleta revelado pelo São Paulo.
 
Mas o Palmeiras e Parmalat conseguiram "driblar" os dirigentes tricolores. Cafu ficou pouco tempo no Zaragoza, voltou ao Brasil e assinou com o Juventude de Caxias, outro time patrocinado pela empresa. O lateral teve passagem ainda mais meteórica pelo time gaúcho. E logo desembarcou no Palestra Itália, em 1995.
 
Pelo Alviverde, Cafu foi campeão paulista de 1996. A equipe, então comandada por Vanderlei Luxemburgo, ficou famosa por ter feito mais de 100 gols naquele estadual. Além de Cafu e Luxemburgo, outras estrelas palmeirenses eram o goleiro Velloso, o lateral-esquerdo Júnior, o zagueiro Cléber, os meias Rivaldo e Djalminha e os atacantes Muller e Luizão.
 
Em 1997, ele voltou ao Velho Continente. Mas desta vez sua ida para a Roma não teve objetivo principal "uma ponte? com um grande time do Brasil. Cafu viveu grande momento com a camisa do time italiano. Tornou-se ídolo no ex-time de Paulo Roberto Falcão e depois seguiu para o Milan, onde também realizou boas partidas.
 
Em 2008, depois do fim do contrato com o Milan, ele retornou ao país e recusou propostas de times brasileiros para voltar a jogar. Casado, pai de três filhos, Cafu mora em uma mansão no bairro nobre de Alphaville, que fica entre Barueri e Santana de Parnaíba, cidades da Grande São Paulo. É dono de vários negócios. Chegou até a ter uma empresa de guinchos, a Cafu Guinchos. E ele garante que ainda tem bom preparo físico, como nas Mundiais de 1994 e 2002.
 
Amor ao Jardim Irene
 
Hoje, Cafu mora em Alphaville. Mas nunca se esqueceu de sua origem. E a maior homenagem feita ao seu bairro de infância foi na hora de receber a taça da Copa do Mundo de 2002. Cafu exibiu uma camisa escrita "Jardim Irene".
 
No player abaixo, ouça as participações de Cafu e de Roberto Carlos no “Domingo Esportivo”, da Rádio Bandeirantes, no dia 1º de abril de 2018:

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    Pelo São Paulo:

    Com a camisa do São Paulo, entre os anos de 1989 e 1994, Cafu disputou 271 partidas (143 vitórias, 71 empates e 57 derrotas) e marcou 39 gols, segundo números do "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

    Pelo Palmeiras:
    Pelo Palmeiras, entre 1995 e 1997, o lateral disputou 99 partidas (64 vitórias, 19 empates e 16 derrotas) e marcou 13 gols, informações que constam no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

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