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Scarpa comemora gol contra o Junior Barranquilla na estreia do Palmeiras na Libertadores

Danilo Lavieri
Do UOL, em São Paulo

Em todas as reuniões feitas entre diretoria e comissão técnica no ano passado, Luiz Felipe Scolari bateu forte na tecla que o Palmeiras precisaria contratar pontas com velocidade, com boas qualidades no jogo de 1 contra 1 e que tenha a virtude a qual os especialistas gostam de chamar de "quebra de linhas", principal característica de Keno, por exemplo.

O diagnóstico foi aceito pela cúpula alviverde. Não à toa, o time topou pagar quase R$ 25 milhões para tirar Carlos Eduardo do Pyramids, do Egito, e acertou o empréstimo de Felipe Pires, do Hoffenheim, com um salário que o coloca no mesmo patamar de Mayke, Luan e Victor Luís, campeões brasileiros e valorizados pelo clube.

Na ocasião, havia o diagnóstico que a posição sofreria pela lesão de Willian e pela ausência na reposição de Keno, negociado no meio do ano. Os jogos disputados até aqui mostraram, no entanto, que a solução para os problemas de Felipão já estava no banco de reservas: Gustavo Scarpa.

O meio-campista teve dificuldades de jogar em 2018 por algumas lesões e, principalmente, por problemas extracampo. Agora, após dois jogos como titular da Libertadores, o meio-campista já é apontado por alguns como o melhor atleta da temporada até aqui, ao lado de Ricardo Goulart.

Ajustes para fazer escalação

Para encaixar Scarpa no time, Felipão precisa fazer alguns pequenos ajustes. Embora saiba jogar pelo lado, a revelação do Fluminense tem menos velocidade e gosta de flutuar para o meio-campo em determinados momentos.

Não à toa, Scarpa tem conseguido trocar de posição com Ricardo Goulart e até mesmo com Dudu durante as partidas. Com a entrada dele, o estilo de jogo consegue ter uma alternativa diferente da que foi testada no início do ano, com uma defesa forte e muita velocidade pelas pontas para servir de escape.

Contra o Melgar, a equipe ainda apresentou uma troca de posições entre Goulart e Deyverson. Eles se revezavam para determinar quem vinha de trás e quem fazia a referência à frente.

Scarpa também cumpre outra importante função no estilo de jogo de Felipão. Ele tem precisão em lançamentos à distância e em cruzamentos para dentro da área. Contra o Melgar, inclusive, ele deu assistência para o gol de Goulart.

Por fim, Scarpa também consegue a recomposição tão pedida pelo treinador. Felipão já até externou a sua preocupação defensiva em coletivas de imprensa. Segundo ele, nomes como Ricardo Goulart, Dudu e Borja têm pouco poder de marcação e, para que todos possam atuar, o restante do time precisa fazer uma compensação.

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

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