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Matéria do jornalista Maurício Sabará sobre o Clássico da Amizade. Foto: Reprodução

Matéria do jornalista Maurício Sabará sobre o Clássico da Amizade. Foto: Reprodução

Hoje inicio a segunda parte da série de clássicos cariocas de todos os tempos. Para realizar tão árduo trabalho, manterei a base dos principais jogadores, aqueles que mais se identificaram com a camisa que vestiram, mas modificando a formação do jeito mais atual possível, optando por escalar três jogadores no meio de campo e mais três no ataque. E geralmente terá um ponta fixo e um lateral ofensivo do outro lado.  Um detalhe que ainda preservarei é a obrigatoriedade de ter três recordistas na equipe titular. Quem tem mais anos de clube, maior número de partidas disputadas e o goleador principal, além de outros fatos marcantes. 

No meu caso, continuarei a questão de não repetir o jogador, para que se possa ter uma idéia de um campeonato. Determinado futebolista foi muito importante em mais de um time, mas levarei em conta onde se destacou melhor. 

Vasco e Botafogo estão abaixo de um Fla-Flu, Clássico das Multidões (Flamengo e Vasco) e Clássico Vovô (Fluminense e Botafogo) como confronto entre times cariocas, mas também tem interessantes histórias. O nome é conhecido assim devido ao bom relacionamento entre as duas torcidas. Os vascaínos costumam se vangloriar dizendo que os botafoguenses são fregueses, algo que ocorreu até mesmo no período do maior e melhor time do Botafogo, o dos Anos 60 e, por incrível que pareça, com o Vasco não ganhando o Estadual. Mas provavelmente o maior feito foi do time botafoguense, quando em 1948 se sagrou campeão carioca justamente contra o Expresso da Vitória que tinha o melhor time brasileiro e sul-americano da época e a mais sensacional equipe que teve São Januário.

O Club de Regatas Vasco da Gama, fundado no Rio de Janeiro em dia 21 de agosto de 1898, completou 119 anos em 2017. Foi uma homenagem ao navegador português que 400 anos antes tinha descoberto o caminho marítimo para as Índias. Inicialmente, da mesma forma que o Flamengo, era um clube voltado para o remo, mas a partir de 1915 surgiu o departamento de futebol. No início, por ser um clube pobre, teve muitas dificuldades, ficando conhecido pessoas de todas as classes e origens, algo que incomodou a elite do Rio. Já na década de 20 montava equipes fortíssimas, mas foi nos Anos 40 (principalmente) e 50 que montou inesquecíveis esquadrões, fazendo com que fosse respeitado como nunca em sua história centenária, sendo a base da Seleção Brasileira de 1950. Nas décadas de 70 e 80 teve seu maior jogador, o inesquecível Roberto Dinamite. Nos Anos 90 continuou brilhando com ótimos times e ganhando sua Libertadores justamente no ano do seu centenário.  Mas nos últimos anos passou por períodos difíceis, inclusive sendo rebaixado, algo que não está à altura do teu glorioso passado.

Para o gol vascaíno, mesmo tendo alguns nomes muito bons, optei pelo incomparável Barbosa, o melhor goleiro brasileiro entre 1947 e 1953, sendo injustamente massacrado por causa da derrota brasileira na Copa do Mundo de 1950, mas que em São Januário foi supremo, garantia de segurança da defesa com sua precisão e extrema elasticidade. Na reserva escolhi um nome da nova geração, que é o de Carlos Germano, campeoníssimo na década de 90 e um dos melhores goleiros da sua geração, muitas vezes convocado pela Seleção Brasileira, tendo azar de no seu tempo coincidir com o Taffarel, mais consagrado do que nunca devido ao Tetra. Faço questão de citar o irreverente Jaguaré (Anos 20 e 30) e Mazzarópi, que ficou muitos minutos sem tomar gol.  

Pela lateral-direita existe uma boa briga do titular com o reserva, mas devido à técnica maior, mais versatilidade e grande carreira internacional, entendo que o Mazinho é a melhor alternativa, muito importante no elenco vascaíno na segunda metade da década de 80 com títulos representativos, embora atuasse mais pelo lado esquerdo. O valente Augusto está no banco, tendo também uma excelente passagem por São Janu, um nome de respeito da poderosa defesa do Expresso da Vitória entre 1945 e 1953, sendo o capitão brasileiro em 1950, quase se tornando o primeiro a ser campeão do mundo.

Na zaga vascaína aparece o capitão dos capitães, que é o xerifão Bellini, que na década de 50 participou de outra ótima fase do time ao lado de alguns remanescentes do Expresso da Vitória e com novos jogadores também talentosos, fazendo em 1958 o que Augusto tentou oito anos antes, segurar a Taça Jules Rimet, inclusive erguendo-a, um gesto que foi repetido depois por todos os campeões do mundo. O quarto-zagueiro é Mauro Galvão, um beque com excelente histórico por muitos times, mas sendo no Vasco, mesmo estando bem veterano, que viveu o auge com grandes atuações, para muitos injustiçado por não ir à Copa do Mundo de 1998 com os seus 36 anos. Como primeiro reserva escalo outro zagueiro-central xerifão, que é o Brito, que teve azar de jogar em um período de poucos títulos (Anos 60), formando com Fontana outra zaga de respeito. E o segundo reserva é Orlando Peçanha, outro que formou uma poderosa zaga vascaína (tradição do time) ao lado de Bellini, inclusive também sendo a do Mundial de 1958, primeira a ser campeã.   

Uma prova que o Vasco tem em seu time de todos os tempos jogadores de muitas épocas é a escolha do lateral-esquerdo Felipe, muito habilidoso e versátil como o Mazinho (também atuava com facilidade pelo meio de campo), que deu muitas alegrias aos torcedores na segunda metade da década de 90, uma das mais vitoriosas da história vascaína. Jorge é o reserva ideal, inclusive já ganhando como titular em algumas enquetes, atuando por mais de dez anos pelo clube, vivenciando a fase dourada da década de 40. Para finalizar a defesa faço questão de citar o nome de Alfredo II, que disputou a Copa de 1950, jogador muito versátil em várias posições da defesa, inclusive jogando como atacante.   

A posição de volante está muito bem representada, pois conta com o Príncipe Danilo Alvim, um dos jogadores mais elegantes do futebol brasileiro, que ditava o ritmo do sensacional esquadrão do treinador Flávio Costa, ambos presentes no primeiro Mundial realizado no Brasil. O outro é Juninho Pernambucano, que em 1995 veio do Sport (curiosamente um time rubro-negro, mas que tanto presenteou São Januário com grandes jogadores) pra participar daquela que talvez seja uma última grande equipe vascaína, tendo depois uma bela carreira no Lyon da França, retornando à São Januário. Como primeiro reserva aparece Alcir, outro que jogou muitos anos pelo clube, nas vacas magras (Anos 60) e períodos melhores (década de 70), jogador muito limpo que ganhou o Prêmio Belfort Duarte. E para completar destaco o Geovani, meia de muita técnica dos Anos 80 e início da década de 90.

Fechando o meio de campo com chave de ouro escalo o maior jogador do Vasco da Gama, pois Roberto Dinamite é uma unanimidade, sendo com Pelé (que eu saiba) o único jogador brasileiro recordista nas três máximas que garantem a titularidade (mais anos, partidas e gols), se bem que o centroavante Roberto está acima de tudo isso, pelos feitos importantes apresentados, raça e técnica bem mesclada e excelente nas cobranças de faltas. Talento é o que não falta para o reserva, pois Ipojucan encanto seus torcedores com um estilo de jogo altamente técnico, cheio de jogadas de efeito, uma espécie de Sócrates dos Anos 40 e 50.

Talvez o Vasco tenha um dos ataques mais infernais dos times de todos os tempos, pois simplesmente conta com Edmundo, Ademir de Menezes e Romário. O Animal foi revelado pelo clube e já no primeiro ano (1992) apresentou o mesmo futebol que consagraria a sua carreira, de muita velocidade, dribles, gols e gênio forte, brilhando depois no Palmeiras da Parmalat (outro clube que teve muito destaque), tendo rápidas passagens pelos rivais Flamengo e Corinthians, retornando à São Januário para novamente brilhar, especialmente em sua segunda passagem, sendo o grande nome do título brasileiro de 1997. Ademir foi daqueles atacantes que todo treinador queria ter em sua equipe (Gentil Cardoso o conseguiu para o Fluminense, sendo campeão carioca em 1946), pois o Queixada (primeira grande aquisição do Sport) era muito veloz, rompedor, habilidoso e goleador, enfim, infernal para as defesas adversárias, sendo uma glória vascaína na maior fase que o clube já teve, sendo um ídolo que só foi superado por Dinamite. E o Baixinho finaliza com maestria, um dos maiores finalizadores da história do futebol, rápido, manhoso, muita facilidade para o drible, com ótimas passagens por diversos times (inclusive o Flamengo), mas claro que é no Vasco que merece estar, revelado pelo clube, melhores números, uma passagem memorável. Para a reserva escalei o ponta-direita Sabará (velocidade e habilidade em seus mais de dez anos com a camisa vascaína), Vavá (outro jogador vindo do Sport que também brilhou com o uniforme vascaíno, inclusive jogando com Ademir e sendo o seu substituto) e Almir Pernambuquinho (da mesma forma que Edmundo apresentou talento e gênio forte).  

E para comandar resolvi por Flávio Costa, o famoso treinador da Copa do Mundo de 1950, que embora tenha sido flamenguista e quem mais treinou o Flamengo, mas o fato de ser o técnico do maior e melhor time vascaíno de todos os tempos, o Expresso da Vitória, estar no clube no Mundial do Brasil, responsável pelos grandes feitos do memorável esquadrão. Vale lembrar de Welfare, antigo atacante do Fluminense e técnico que mais comandou o Vasco e Antônio Lopes, que tanto marcou nos triunfos vascaínos dos últimos anos do século XX.

VASCO (1915 A 2017)

Titular: Barbosa, Mazinho, Bellini, Mauro Galvão e Felipe; Danilo Alvim, Juninho Pernambucano e Roberto Dinamite; Edmundo, Ademir e Romário. Técnico – Flávio Costa.

Reserva: Carlos Germano, Augusto, Brito, Orlando e Jorge; Alcir, Geovani e Ipojucan; Sabará, Vavá e Almir.

Mais anos: Roberto Dinamite - 17 (1971 a 1978, 1980 a 1989 e 1992/1993)

Mais partidas: Roberto Dinamite - 1121

Mais gols: Roberto Dinamite- 725

O Botafogo de Futebol e Regatas, fundado no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1904 (já existia desde 01 de julho de 1894 para o remo), mas sempre se considerando a do século XX como oficial, completou 113 anos em 2017. Foi o principal adversário do Fluminense nos primeiros anos do futebol carioca, tendo depois grandes fases, como o time tantas vezes campeão estadual dos Anos 30 e até mesmo o da década de 40 comandado pelo expressivo Heleno de Freitas. Mas quando se pensa no time da Estrela Solitária pelo passado não tem como não destacar aquele que teve Nilton Santos, Didi e Garrincha, uma fase áurea, além do que veio depois na segunda metade da década de 60, também muito forte. Entre 1989 (quando saiu da incômoda fila de mais de 20 anos sem vencer o Estadual) e 1995 (campeão brasileiro) também teve bons momentos.  

No gol do Glorioso faço questão de escalar o Jefferson, que atuou de 2003 a 2005, retornando em 2009, sendo o goleiro com mais atuações com a camisa botafoguense, até hoje fazendo parte do time, inclusive jogando muitas vezes pelo Brasil. Seu reserva é Aymoré Moreira, mais conhecido como grande treinador que foi (campeão do mundo pela Seleção Brasileira de 1962), mas que foi um goleiro muito bom, tendo uma respeitável passagem de dez anos por General Severiano, embora não tenha sido campeão carioca. Sei que Manga fez falta, mas seu lugar está garantido no Inter.

Vejo Rildo como o lateral-direito botafoguense de todos os tempos, embora muitas vezes é escolhido pelos santistas, mas entendo que por ter jogado no maior Botafogo, é nele que merece estar, sem desmerecer obviamente seu período na Vila Belmiro, até mesmo de mais anos. Considero interessante ter o Josimar na reserva, que ficou famosíssimo pela sensação apresentação na Copa do Mundo de 1986 com dois golaços e estando presente na quebra da fila em 1989, um justo prêmio. Zezé Procópio também seria um grande nome, mas creio que estará no meu Villa Nova de todas as épocas, tendo ótimas passagens por outros times, especialmente o Palmeiras.

A zaga botafoguense se inicia com o Sebastião Leônidas, um zagueiro de técnica, que brilhou nos Anos 60, esbanjando categoria e o líder da defesa (Gérson era do meio de campo). Leônidas ficará orgulho ao saber que seu companheiro de zaga escolhido é o Nilton Santos, talvez o maior jogador da história do clube ao lado de Garrincha, uma glória para o clube, muitos anos dedicados (só jogou no Botafogo), conhecido como a Enciclopédia de Futebol com o seu de infindáveis recursos técnicos principalmente como lateral-esquerdo, mas também atuando muitas vezes como quarto-zagueiro (explicando o porquê de tê-lo escalado no setor) e com ótimos serviços prestados à Seleção Brasileira, estando presente em quatro Copas do Mundo, sendo bicampeão mundial em 1958 e 1962. Nariz é o primeiro reserva, o forte comandante da defesa alvinegra campeã carioca em 1934/35. E Wilson Gottardo completa, presente em dois bons períodos dos últimos anos do século XX (1987 a 1990 e 1994 a 1996), com o Bicampeonato Carioca de 1989/90 e o Campeonato Brasileiro de 1995, um xerifão.

Marinho Chagas assume a histórica lateral-esquerda de Nilton Santos, um dos maiores ídolos da torcida entre 1972 e 1976, quando a fila estava começando a pesar, se destacando pelo seu estilo diferenciado, com cabelos compridos, técnico e pela forma de jogar, com muita ofensividade, algo que seria adotado depois no que conhecemos hoje como alas. Muitos se lembram do Botafogo de Nilton Santos, mas desconhecem que os Anos 30 também foram excelentes, tendo Canalli como ótimo representante, diferente de Marinho, pois foi várias vezes campeão carioca (1930, 1932/33/34/35), atuando como lateral e centro-médio (atual volante). Destaco Valtencir, terceiro jogador que mais atuou pelo clube, de 1967 a 1976.

Depois de tanto citar os Anos 30, decidi que a posição de volante merece ser representada por Martim Silveira, capitão e comandante do período, também exercendo a função pela Seleção Brasileira, participou das Copas do Mundo de 1934 e 1938, na segunda tendo um forte concorrente que era o José Augusto Brandão (Corinthians), pois também apresentava um futebol de extrema categoria. Mesmo sendo mais um meia que volante, optei por Nei Conceição na reserva, jogador que atuou muitos anos pelo clube (1966 a 1974).  

A dupla de meias-armadores do Botafogo de todos os tempos está com o que há de melhor em termos de lançadores. Didi foi um dos mais completos futebolistas brasileiros na posição, com duas passagens espetaculares pelo Glorioso, vindo do Fluminense onde era um craque consagrado, vestiu com maestria a camisa botafoguense, demonstrando sua classe, formidáveis cobranças de falta, passes com precisão cirúrgica e ganhando títulos inesquecíveis como o Campeonato Carioca (1957 e 1961/62) e Rio-São Paulo (1962 e 1964 dividido com o Santos), além de viver seu auge na Seleção Brasileira sendo bicampeão mundial em 1958 (melhor jogador da Copa) e 1962. Gérson herdou do Folha Seca muitas qualidades, o mais famoso lançador do futebol brasileiro, comandou a segunda fase dourada do Botafogo dos Anos 60, ganhando o Bicampeonato Carioca (1967/68) e a tão sonhada Taça Brasil (1968), também se consagrando na Copa, ficando conhecido como o Canhotinha de Ouro no Tri de 1970. Para a reserva do Mestre Didi escolho o Geninho, grande parceiro de Heleno, meia bem habilidoso que encantou os torcedores de 1940 a 1954 na articulação das jogadas e que foi de suma importância para o título carioca de 1948. Na reserva do Canhota aparece Amarildo, o Possesso, importante ponta de lança que substituiu Pelé no Mundial de 1962, tendo no Botafogo uma passagem importante, decisivo para o sucesso do time no início dos Anos 60.

Nenhum ataque começa de forma tão espetacular, pois afinal de contas o incomparável Garrincha é o ponta-direita, ídolo inesquecível, driblador magistral, arrancadas irresistíveis, goleador, preparador para o gol dos companheiros, pilar dos títulos do clube durante mais de dez anos (1953 a 1965), tão querido pela torcida brasileira devido aos títulos mundiais de 1958 (destruiu as defesas adversárias) e 1962 (principal responsável pela conquista), enfim, um fenômeno. Heleno de Freitas não foi campeão carioca pelo Fogão, arrumou muita confusão nos Anos 40, mas merece a titularidade, pois era um ídolo diferenciado, jogava o fino da bola, tinha uma genialidade e gênio diferente de qualquer jogador da época, demonstrava seu amor ao clube, enfim, um monstro do Glorioso. Quarentinha completa o ataque, o centroavante que não comemorava gols, mas que cansou de fazê-los, fazendo dele o maior goleador da história botafoguense, outro jogador que tanto contribuiu para o sucesso do maior time já montado em General Severiano, do início da década de 60. Claro que Jairzinho não poderia faltar, pois mesmo sendo reserva é considerado um dos maiores atacantes do time, arrancadas fulminantes, rápido no drible, que de 1960 a 1974 fez parte do ataque e se consagrando em 1970 como o Furacão da Copa. Mais um representante dos Anos 30, pois Carvalho Leite aparece pra compor o banco, ídolo maior da sua época, é ainda o segundo maior goleador do clube, estando presente em todos os Estaduais vencidos pelo Botafogo no período, sendo sempre a peça principal. E para completar o ataque reserva aparece Nilo Murtinho Braga, principal atacante do clube antes do surgimento de Carvalho Leite, com quem formou depois uma grande dupla nos mesmos títulos, mas já vindo dos Anos 20 com seu talento e facilidade para balançar as redes.

Como treinador, até mesmo por não escalá-lo na titularidade ou reserva, Mário Jorge Lobo Zagallo, um patrimônio do clube, que prestou grandes serviços tanto jogando quanto comandando, outro que fez parte do período de ouro, depois sendo técnico por várias vezes e com frases de efeito sempre fazendo questão que é o único tetra pela Seleção Brasileira (1958 e 1962 como jogador, 1970 treinando e em 1994 na função de supervisor.

BOTAFOGO (1904 A 2017)

Titular: Jefferson, Rildo, Sebastião Leônidas, Nilton Santos e Marinho Chagas; Martim, Didi e Gérson; Garrincha, Heleno de Freitas e Quarentinha. Técnico - Mário Jorge Lobo Zagallo.

Reserva: Aymoré Moreira, Josimar, Nariz, Wilson Gottardo e Canalli; Nei Conceição, Geninho e Amarildo; Jairzinho, Nilo e Carvalho Leite.

Mais anos: Nilton Santos - 16 (1948 a 1964)

Mais partidas: Nilton Santos - 721

Mais gols: Quarentinha- 313 em 444 jogos

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