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Edílson e Fagner se enfrentam na decisão da Copa do Brasil

Edílson e Fagner se enfrentam na decisão da Copa do Brasil

Dassler Marques e Enrico Bruno
Do UOL, em São Paulo e Belo Horizonte

Motivo de dor de cabeça para grandes clubes como Flamengo e Grêmio, a lateral direita é sinal de segurança para os finalistas da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (10), Cruzeiro e Corinthians se enfrentam no Mineirão, na partida de ida da decisão, com Edílson e Fagner como jogadores de destaque anos depois de serem concorrentes de posição no Parque São Jorge.

Hoje treinador da seleção brasileira, Tite encontrou na dupla de laterais duas referências do que espera da posição ao longo de um ano e meio ao lado deles no Corinthians, quando ambos experimentaram evolução e cresceram de maneira consistente. Não por acaso, fez de Fagner seu titular na Copa do Mundo pelas ausências de Daniel Alves e Danilo, e a três meses do Mundial declarou publicamente que cogitava a convocação de Edílson.

Concorrente do Corinthians na decisão, Mano Menezes foi o responsável por indicar Fagner para suceder a Alessandro na lateral direita do clube em 2014. Formado na própria base corintiana, ele havia sido destaque do Vasco de Ricardo Gomes e Cristóvão Borges, mas devido principalmente a dificuldades defensivas não deslanchou na Europa, onde defendeu PSV Eindhoven-HOL e Wolfsburg-ALE.

Trabalhos liberados pelos auxiliares Sylvinho e Fábio Carille durante aquela temporada de estreia ajudaram Fagner a convencer os críticos após meses difíceis e a terminar 2014 como destaque do Corinthians. O estilo de jogo levado por Tite ao clube, nos dois anos seguintes, com mais triangulações, infiltrações e opções de ataque beneficiou o jogador, que mudaria de status e se tornaria selecionável com a mudança do treinador para a CBF.

Edílson chegou ao Corinthians quando Fagner já era titular. Apesar de bom desempenho, havia sido incluído em uma lista de dispensas do Botafogo em razão de problemas extracampo. Com histórico disciplinar difícil e que resultara em saídas de Avaí, Atlético-PR e Grêmio, foi aposta da comissão de Tite para ter um reserva à altura na posição.

A produção de Fagner nunca caiu durante quase dois anos, mas nem por ser reserva Edílson não foi figura importante. Na conquista do Brasileiro 2015, atuou em 18 das 38 rodadas e virou exemplo do que Tite esperava dos reservas pela capacidade de manter o nível do time titular e, com boas atuações e treinamentos, colocar pressão e elevar o nível técnico do elenco.

Atento ao mercado, o Grêmio fez investida sobre Edílson em 2016 e se aproveitou de uma brecha do contrato firmado pelo Corinthians com o Monte Azul, clube usado pela empresa OTB Sports para registar o atleta. A direção gremista então adquiriu o jogador, que rapidamente se incorporou ao time de Renato Gaúcho para ganhar a Copa do Brasil daquele ano e a Libertadores da temporada seguinte.

Ao lado de Fred, que passou a maior parte da temporada machucado, Edilson foi o único jogador que chegou com status de titular absoluto no Cruzeiro. Após pedido de Mano Menezes, a diretoria do Cruzeiro não poupou esforços para tirar o campeão continental do Grêmio direto para a Toca da Raposa. Para isso, não economizou na verba, e hoje o lateral é um dos mais bem pagos do país em sua posição.

Apesar de ter convivido com a sombra de Lucas Romero em alguns momentos, Edilson se manteve entre os prediletos de Mano ao longo da temporada. Acostumado com grandes títulos, ele poderá manter sua ótima média de pelo menos uma taça importante nos últimos anos. Campeão brasileiro com o Corinthians em 2015, levantou a Copa do Brasil de 2016 com o Grêmio e a Libertadores do ano seguinte, também com o Tricolor.

Foto: Montagem sobre fotos de Pedro Vale e Thiago Ribeiro/AGIF (via UOL)

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