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Clube reclama de gol anulado no jogo contra o Cruzeiro. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Clube reclama de gol anulado no jogo contra o Cruzeiro. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

A derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, na última quarta-feira (12), no Allianz Parque, trouxe à tona um problema que tem assombrado o Palmeiras na temporada: as polêmicas de arbitragem. Ainda em batalha judicial pela impugnação da final do Campeonato Paulista contra o Corinthians, em que alega que houve interferência externa ilegal, o clube agora estuda entrar com uma reclamação oficial na CBF por causa do gol de Antônio Carlos anulado no último lance da partida.

As críticas do diretor Alexandre Mattos após o jogo foram veementes. O dirigente afirmou que o chefe da arbitragem da CBF, Sérgio Correa, foi ao vestiário palmeirense antes da partida para explicar que, em casos de lances polêmicos, a orientação para a arbitragem era deixar a jogada seguir até o fim para, depois, consultar o árbitro de vídeo (VAR). Mas o juiz Wagner Reway fez o contrário, apitando uma falta de Edu Dracena em cima do goleiro Fábio antes de Antônio Carlos fazer o gol, o que impossibilitou o uso do VAR no lance. Por não seguir a recomendação, Mattos pediu punição ao árbitro.

O discurso de enfrentamento é uma repetição do que se viu na final do Paulista, ainda que na ocasião a reação palmeirense tenha sido mais radical. O presidente Maurício Galiotte chamou a competição de "Paulistinha" e anunciou um rompimento com a Federação Paulista de Futebol que dura até hoje. O alviverde ainda tenta impugnar a final: após perder a batalha no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), o processo subiu e está correndo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na última sessão em que o caso foi analisado, em 16 de agosto, um dos auditores pediu vistas e adiou, por enquanto, uma definição.

Os casos em que o clube se considera prejudicado já causam um sentimento de perseguição na torcida. Muitos palmeirenses se revoltaram nas redes sociais após o jogo contra o Cruzeiro por entenderem que o time novamente sofreu com erros de arbitragem dentro do Allianz Parque. Curiosamente, o clube mineiro soltou durante a semana uma nota oficial em que se dizia "preocupado" com o sorteio de Reway para o jogo, por entender que o árbitro mato-grossense "tende muito para o time da casa".

Embora parta para o ataque contra a arbitragem neste momento, vale lembrar que o Palmeiras é aliado político da CBF e evitou, diversas vezes, críticas públicas contra a entidade. Na Copa, por exemplo, o clube preferiu não reclamar após o técnico Tite convocar Dudu para a pré-lista da seleção, o que inviabilizou a escalação do camisa 7 contra o América-MG pela Copa do Brasil. A aproximação com a CBF, aliás, é vista como um trunfo para aumentar as chances de anular a final do Paulista, já que a cúpula da confederação nacional é atual desafeto político de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF.

Mesmo com as críticas fortes à arbitragem, o Palmeiras também bateu na tecla de que o duelo com o Cruzeiro ainda não está decidido. Diretoria, comissão técnica e jogadores afirmaram que o time tem condições de vencer no Mineirão e alcançar a final da Copa do Brasil. A partida de volta está marcada para 26 de setembro, também uma quarta-feira.

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