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Lucas Lima passa pela marcação em vitória do Palmeiras sobre o São Paulo. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Lucas Lima passa pela marcação em vitória do Palmeiras sobre o São Paulo. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Se uma das virtudes de Felipão desde seu retorno ao Palmeiras foi recuperar a confiança e a boa forma de vários jogadores, um dos melhores exemplos disso é Lucas Lima. Após viver uma fase de baixa no meio do ano e chegar a ser até hostilizado pela torcida, o meia vem sendo um dos destaques da equipe alternativa que tem brilhado no Brasileirão e reconquistou os aplausos das arquibancadas. E além de sua característica principal, de armar o jogo e dar assistências, ele acrescentou ao seu arsenal algo pelo qual vinha sendo cobrado há muito tempo: gols.

A temporada artilheira de Lucas Lima já supera qualquer um de seus quatro anos pelo Santos. Ele balançou a rede sete vezes pelo Palmeiras até aqui em 2018; já na equipe alvinegra, fez cinco gols em 2014, seis em 2015, cinco em 2016 e três em 2017. A cobrança por entrar mais na área e finalizar mais é algo que começou com Roger Machado e continuou com Felipão. Scolari, porém, deu uma liberdade extra para o armador, que tem participado mais da partida.

"O Felipão faz a bola passar mais por mim. Ele gosta que, quando eu esteja em campo, receba mais a bola. Ele sempre pede para os companheiros me procurarem, para o jogo estar sempre passando por mim, para que eu exerça essa função", explicou Lucas Lima.

A diferença em relação ao que Roger pedia é grande. O antigo treinador até começou o ano escalando Lucas em uma função mais recuada em um 4-1-4-1, para que o meia pegasse a bola e armasse o time de trás, mas logo mudou o sistema para um 4-2-3-1 e passou a cobrar que o jogador não voltasse tanto e se concentrasse em receber a bola em zonas avançadas, para decidir perto da área. O atleta nunca conseguiu se acostumar totalmente a essa recomendação e acabou perdendo a posição para Moisés, jogador de mais chegada à frente e potência física.

Com Felipão, Lucas Lima ainda segue teoricamente como reserva de Moisés. Quando ele joga, porém, tem menos restrições à sua movimentação natural. Ele é livre para circular por todo o campo, encostar nos volantes e iniciar as jogadas, da forma como gosta de atuar. Somando isso ao hábito que Roger incentivava, de entrar mais na área e chutar a gol, ele tem feito algumas de suas melhores atuações pelo Palmeiras.

Uma das armas de Lucas para marcar mais gols tem sido um tipo de batida que ele costuma treinar bastante: em faltas laterais ou escanteios, ele costuma se posicionar na entrada da área, à espera de uma sobra ou rebote, e tenta pegar de primeira, no alto, "fatiando" a bola com o pé esquerdo. O camisa 20 também tem treinado faltas e se acostumado a invadir mais espaços vazios na área, acompanhando as jogadas até o fim.

A disposição do meia sem a bola também tem sido alvo de elogios e um dos motivos pelos quais a torcida voltou a exaltá-lo. Na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, por exemplo, ele cumpriu função defensiva importante pelo lado esquerdo. Normalmente, com Felipão, sua principal tarefa é de ajudar a pressionar a saída de bola ao lado de Deyverson e fechar os passes para os volantes adversários.

Com uma semana cheia para trabalhar, Scolari terá mais alternativas para escolher os jogadores que começarão jogando contra o Grêmio, no próximo domingo (14), no Pacaembu, pelo Brasileiro. Se Lucas Lima entrar em campo, ele chegará a 26 jogos na competição, consolidando o status de atleta que mais atuou pelo alviverde no campeonato.

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