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Em dois jogos com o treinador o time não chutou uma bola a gol. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Em dois jogos com o treinador o time não chutou uma bola a gol. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

Depois de perder por 1 a 0 para o Palmeiras e empatar sem gols com o Flamengo já na quarta (12), o que foi visto como bom resultado na Copa do Brasil, Jair Ventura tem o desafio de fazer o Corinthians andar para a frente. Com uma sequência de três partidas em casa a partir de agora, sendo a última delas o reencontro com o Fla, o treinador terá de lidar com uma das maiores críticas recentes sobre seus trabalhos por Botafogo e Santos: atacar com qualidade. 

Nas duas primeiras partidas, ambas como visitante, o Corinthians não conseguiu uma só finalização nos gols defendidos por Weverton e agora Diego Alves. A dificuldade ofensiva não é casual, já que a estratégia de Jair em ambos os confrontos começou pela prioridade em proteger Cássio. No Rio de Janeiro, os corintianos tiveram sua formação mais cautelosa da temporada, com Ralf, Gabriel e Douglas juntos na proteção da defesa. 

"Agora vamos trabalhar mais a parte ofensiva. Para neutralizar, mas também tentar ser mais efetivo no terço final. A estratégia pode ter certeza não será essa, não [na volta]. O DNA do Corinthians é o vitorioso. Ganhou dois títulos no ano passado, e agora trabalhamos para ganhar dois títulos esse ano. É um DNA vitorioso. Vamos tentar vencer sempre. Quando você não perde na casa do adversário, está mais perto de vencer. Era importante quebrar essa sequência de tomar gols, e a gente vê uma evolução tática. Agora é gradativo", resumiu Jair. 

No Maracanã, o Flamengo teve 67% de posse de bola e mais de 400 passes certos em relação ao Corinthians (622 contra 188), que só chegou quatro vezes no gol de Diego Alves - e errou todas as conclusões. Mesmo assim, os corintianos celebraram o resultado: Cássio teve um pouco mais de tranquilidade e o desafio de levar a decisão para Itaquera foi cumprido. 

Para voltar a vencer no Brasileirão e passar pelo Flamengo, porém, será preciso evoluir ofensivamente, como o próprio treinador admitiu após o empate. A tendência é que essa mudança passe por uma nova configuração ofensiva depois de ter somente Jadson, Romero e Clayson no Maracanã. Jair irá avaliar nomes como os centroavantes Roger e Jonathas para ter maior poder de fogo contra Sport (no domingo, dia 16), Internacional (dia 23) e o Fla (dia 26). No último, porém, Roger não terá condição de jogar. 

O desafio de ser melhor ofensivamente é, em particular, importante para Jair. No Botafogo, onde teve sucesso, e no Santos, em que seu trabalho foi interrompido no meio do caminho, as críticas a esse aspecto se sobressaíram. Diante do Grêmio, eliminados nas quartas da Libertadores de 2017, os botafoguenses não fizeram nenhum gol nos dois jogos. Contra o Flamengo, na semi da Copa do Brasil, o mesmo filme: empate sem gols na ida e derrota por 1 a 0 na volta. Nesses dois duelos, nenhuma finalização a gol.   

Contratado no Santos com a propaganda do presidente José Carlos Peres de que tinha "DNA ofensivo", Jair logo mostrou que sua maior virtude estava na defesa. A média de gols baixa dos santistas sob seu comando (1,2 por jogo) e a dificuldade em entreter os torcedores, mesmo quando usava quatro atacantes ao mesmo tempo, foram decisivos para que Ventura fosse demitido.   

Por enquanto, para o Corinthians, não perder era o aspecto mais importante no Maracanã. Com a perspectiva de fazer dois treinamentos para encarar o Sport e ter a semana seguinte livre para pegar o Internacional, Jair tentará dar mais equilíbrio ofensivo ao time. 

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