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A manifestação sincera de Scolari contraria declarações protocolares de jogadores após derrotas nas semifinais

A manifestação sincera de Scolari contraria declarações protocolares de jogadores após derrotas nas semifinais

Luiz Felipe Scolari era técnico da seleção de Portugal na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Tirou Holanda das oitavas de final, Inglaterra das quartas e caiu após ser derrotado pela França por 1 a 0 na semifinal. A reação à eliminação na Copa seguinte àquela que conquistou com o Brasil na Coreia do Sul e no Japão foi a mais negativa possível: Felipão disse que seria muito difícil motivar os atletas, porque só se pensa no fracasso. Dessa vez, a reação foi diferente. Mas se era difícil motivar portugueses após 1 a 0 na Alemanha, como será para motivar os brasileiros após 7 a 1 em casa?

"Se você está do nosso lado da cerca, esse jogo representa sofrimento, e não um jogo que você está feliz em disputar. Depois de perder para a França, é muito difícil motivar os jogadores para isso. É difícil impedir nossos jogadores e nós mesmos de pensarmos no que perdemos. Você pensa no que perdeu e não no que pode conquistar", disse o treinador brasileiro, à época.

A manifestação sincera de Scolari contraria declarações protocolares de jogadores após derrotas nas semifinais. Como as de boa parte da seleção brasileira depois do Mineirazo, terça-feira. "Ainda tem mais um jogo", foi a frase repetida até pelo próprio Felipão. Em 2006, ele foi mais claro ao apontar os motivos que podem fazer o jogo existir: "Da perspectiva do negócio, talvez seja uma coisa boa", disse.

Em 2014, quem se mostrou contra à disputa foi o técnico Louis Van Gaal, da selelão holandesa. Falou que a disputa pelo terceiro lugar da Copa "nem deveria existir" e reclamou de ter um dia a menos que o Brasil para treinar. Em 2006, Felipão também teve um dia a menos quando reclamou. Acabou derrotado pela anfitriã Alemanha, por 3 a 1.

O terceiro lugar costuma ser encarado de forma distinta pelas seleções. As equipes que entram na Copa com ambição de título reclamam. Aquelas que chegam à semifinal como candidato improvável, não reclamam. Tal diferença foi observada na última Copa do Mundo. Enquanto o Uruguai demonstrou expectativa otimista, os alemães – mais uma vez – reclamaram.

"Não temos a certeza de que vamos ganhar, mas nos prepararemos até a morte para isso. É um jogo muito importante para nós, embora a Fifa tenha querido tirar a disputa pelo 3º e pelo 4º lugares do torneio", falou o técnico Oscar Tabárez, há quatro anos. O atacante Loco Abreu falou no mesmo tom: "Ainda não acabou. Queremos terminar na terceira posição, um feito que muitas seleções dariam qualquer coisa para ter", disse.

Enquanto isso, os alemães demonstraram total frustração. Capitão da seleção, o lateral direito Philipp Lahm falou o que sentia: "O jogo pelo terceiro lugar? Neste instante, não tenho vontade nenhuma". E a Alemanha ainda venceu, por 3 a 2.

FOTO: UOL

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