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A idolatria da torcida já o acompanha há bastante tempo

A idolatria da torcida já o acompanha há bastante tempo

Marinho Saldanha
Do UOL, em Porto Alegre

Se alguém imaginava que D´Alessandro tinha tornado-se menos importante por estar fora do time, estava enganado. No retorno à equipe titular do Inter, domingo (30), diante do Vitória, o gringo não foi só decisivo no gol de pênalti que garantiu o 2 a 1. Abriu mão da braçadeira de capitão reconhecendo o momento de Rodrigo Dourado e reforçou o posto de líder do grupo.

A idolatria da torcida já o acompanha há bastante tempo. E em atitudes com a de abrir mão do posto de capitão, D´Ale reforça o trabalho de bastidor para ajudar mesmo longe do campo. É quem valoriza, auxilia, busca a excelência do grupo. Jogando ou não.

"Eu passaria a braçadeira de capitão para ele (D´Alessandro). Mas teve uma atitude muito legal. Falou que o Dourado ficaria de capitão. Eu disse que voltaria para ele, mas ele falou que o Rodrigo tem que ficar. E isso é verdade, não estou falando para jogar confete, para falar de uma união de forma barata. Eu sairia da pergunta, se fosse o caso, com tranquilidade. Mas quero externar isso para mostrar que não é uma atitude isolada, ela se reflete na atitude dos outros. O respeito a quem está jogando, ao treinador. Quando um grupo atinge esta maturidade, temos voos grandes pela frente", disse o técnico Odair Hellmann.

"Eu não gosto de externar muitas coisas que eu faço. Mas se o Odair resolveu externar é porque acha importante para o grupo. Eu acho que é o normal que eu tinha que fazer, manter a faixa com o Rodrigo, um cara que é do clube e passou por várias etapas aqui dentro. Merece minha força, meu respeito, concentramos juntos, somos amigos. O melhor que eu poderia fazer é deixar a faixa com ele, que foi capitão quase todo campeonato, está se mantendo num nível muito alto, sendo equilíbrio do nosso time junto com os dois volantes. Ele merecia. Não fiz mais do que respeitar o momento dele", comentou D´Ale.

Desde antes do jogo, D´Alessandro foi ovacionado pela torcida. A volta ao time titular quase cinco meses depois mobilizou os aficionados que acreditavam na vitória diante do Rubro-Negro da Bahia.

E foi complicado. Quando o Inter estava atrás no marcador, D´Ale se apresentou para criar jogadas, tentou conclusões e assistências. Acertou a trave em cobrança de falta. E permaneceu os 90 minutos em campo.

Quando o árbitro assinalou pênalti em cobrança de falta de Camilo, pegou a bola rapidamente e saiu do centro da confusão. Concentrou-se para colocar nas redes e fez o gol da vitória.

"Contra a Chapecoense ele (Damião) pediu para cobrar, e ele é batedor de pênalti, tem uma história no clube, temos respeito e uma amizade importante. Estava convicto, bateu, errou. Só erra quem bate. Hoje eu não podia deixar para outro. Tinha o Camilo em campo, o Fabiano que também bate pênalti, mas eu queria bater. Quando se faz o gol, é mérito nosso, quando o goleiro pega, tem o mérito do goleiro em pegar", comentou.

Com a vitória, o Colorado chegou aos 53 pontos na classificação. É vice-líder do Brasileiro com a mesma pontuação do Palmeiras, primeiro graças aos critérios de desempate. E, na avaliação do camisa 10, o principal adversário não é qualquer oponente.

"É o Inter (o principal adversário). O principal adversário somos nós mesmos. Se não fizermos nossa parte, não adianta nada torcer para os outros perderem. Perdemos para Chapecoense, e você vê como um ponto faz diferença. É muito importante. Agora é o Sport e sempre é importante pontuar. Claro que jogamos pela vitória, mas se ela não vier, um ponto é sempre importante", finalizou.

E D´Ale segue no time? É uma pergunta que persistirá durante a semana. Patrick volta após cumprir suspensão, mas Edenílson está fora, suspenso. Caberá a Odair Hellmann determinar o que será melhor para seguir na disputa ponto a ponto pelo posto mais alto da tabela.

Foto: Ricardo Duarte/Inter

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