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O difícil começo de ano e o empresário gaúcho. Fotos> UOL

Brumadinho, os perigos das velhas barragens ainda de pé, os jurássicos viadutos e pontes de São Paulo, as chuvas devastadoras no Rio de Janeiro e o incêndio do alojamento-container dos meninos lá do Ninho do Urubu.

É só tragédia, além de muita insegurança.

E tem também o Bolsonaro que "não sara nunca".

Puxa vida, 2019 poderia ter começado bem melhor, hein?

Mas Moro e Guedes vêm fazendo boa dupla, Renan perdeu à lá Eduardo Cunha e Lula segue encrencado como nunca.

E por outro lado, duplamente, Barão de Cocais-MG sofreu com dois dos acontecimentos acima.

No mesmo dia em que morreram os meninos e os funcionários do Flamengo no Ninho do Urubu, Barão de Cocais foi evacuada por conta de aviso do perigo da barragem de rejeitos da cidade também se romper, como em Brumadinho.

Todo mundo se mandou, inclusive a família de Geraldo Cleofas, o "Assoviador", natural de Barão de Cocais e grande craque dos juniores e profissionais do Flamengo, sempre em dupla com Zico e tendo Joubert como técnico.

"Geraldo Assoviador jogava mais que Zico", há ainda quem garanta isso lá no Rio.

E ele, Geraldo, morreu durante uma corriqueira operação de retirada das amígdalas, em 26 de agosto de 1976, aos 22 anos, no auge de sua carreira.

Jogadores do Flamengo na concentração em 1975. Da esquerda para a direita: Geraldo, Gideoni, Vanderlei Luxemburgo, Léo, Zico e Jayme

Enfim, uma pena tudo de ruim que vem acontecendo e poderá ainda acontecer neste início de 2019.

Mas a economia reage devagar e nossos times vão contratando e espero um belo ano do futebol em 2019.

Contratações e mais contratações, para alegria dos empresários de futebol, pós-Lei Pelé, uma mãe para eles.

E como cartolas e políticos, existem neste meio "representantes negociadores de  jogadores" classificados de todo o jeito ou definidos como gulosos, polêmicos, escaladores de jogador, "donos do clube", competentes, incompetentes, sérios, outros nem tanto e temos também pelo menos um "bobão".

Sabem quem?

Delcir Sonda, dono da DIS, em sociedade com seu irmão Idi.

De plantadores e capinadores de roças de arroz em Herval Grande-RS, e mais tarde motoristas de caminhão entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, tornaram-se donos do sólido Sonda Supermercados, hoje com 42 lojas em 44 anos de trabalho no estado de São Paulo.

Então, como pode ser "bobão" esse gaúcho bilionário, se construiu um império em poucos 44 anos?

Muito simples, ficou rico vendendo comida e trabalhando muito, mas virou "bobão" por ter se envolvido nesse mundo malcheiroso de compra e venda de jogadores: perdeu dinheiro e foi passado para trás várias vezes.

Hoje, por outro lado, saibam, que esse "empresário bobão" de jogador venceu uma batalha em um dos mais importantes condomínios residenciais do Brasil para construir um asilo, investindo R$ 20 milhões, ao lado da mansão do apresentador Celso Portiolli, do SBT.

Ali ele vai abrigar a sua irmã gêmea, deficiente mental, e mais umas 40 mulheres sem esperança de uma vida digna.

É o mesmo "bobão" Delcir Sonda que doou R$ 25 milhões limpinhos ao seu time de coração, o Internacional, sem qualquer contrapartida.

Enfim, é um "bobão" de bom coração, mas quando enfezado não há o que o segure.

Que o diga um frustrado e pretenso "fiscal do alheio", que só não apanhou feio do pacífico gaúcho em espera de embarque em Congonhas, porque tirou a calça pela cabeça.

Ele, Delcir, vai ver tinha suas razões.

Mas o importante de tudo é que Delcir Sonda deveria mesmo era ser homenageado pela mídia e pelo mundo do futebol, por não ter aceitado 5 milhões de euros "por fora e em espécie" para retirar um famoso processo há anos, lá atrás.

Preferiu eticamente investir outros milhões e milhões de euros em grandes advogados atrás do que os Neymares teriam sonegado quanto ao real valor daquela nojenta transferência da Vila para a Catalunha em 2013.

E já foi decidido lá na Espanha por três a zero contra a família Neymar, em "La Sala de Lo Penal de la Audiencia Nacional", que todos serão julgados, agora sem nova apelação por corrupción, estafa (fraude) e simulación contractual.

E a moral da história?

"A grande imprensa e a opinião pública ainda não entenderam que este ´empresário bobão do futebol´ não está atrás apenas do seu honesto dinheiro correspondente a 40% do real valor da venda de Neymar, mas briga mesmo é por uma questão de Justiça e Moral e para amparar a FAAP, entidade presidida por Wilson Piazza em Belo Horizonte, que apoia ex-jogadores de futebol, que recebe 0,8% do valor de qualquer transferência de jogador de futebol do Brasil para o exterior", diz o advogado da DIS e da FAAP, Dr. Paulo Nasser.

E, ah, ao contrário do que patrulheiros obsessivos e invejosos pregam por aí, em seus cantinhos, pouco me importa quem vai ganhar esta batalha de uns 80 milhões de euros, calcula-se.

Sou apenas o ÚNICO jornalista esportivo desde 2013 que obstinadamente bateu firme nesta "venda" de Neymar by Laor-Odílio, uma vergonha!

Certo, Ricardo Eugênio Boechat?

E obrigado por me fazer justiça!

Justo eu que anuncio Sonda, desde 1993, em um dos meus "milhares" de cases que emplaquei na publicidade brasileira.

E nesta altura do campeonato, de completa e irreversível solidez pessoal, não preciso é de mais nada.

Só quero continuar, mais um pouco, contando histórias no rádio, divertindo-me na TV, cuidando dos meus velhinhos no maravilhoso "Que Fim Levou?" e ensinando a molecada como se deve fazer rádio esportivo de estúdio.

Afinal, a molecada aprende, já os veteranos que não aprenderam lá atrás e desprovidos de comunicação, carisma e voz, aí, não tem mais jeito.

Só no lobby...

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

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