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Finlandês deve perder vaga na Ferrari para Charles Leclerc. Foto: Scuderia Ferrari

Finlandês deve perder vaga na Ferrari para Charles Leclerc. Foto: Scuderia Ferrari

Tem gente que só funciona sob pressão.

Enquanto as águas estão calmas - e somente marolas lhe fazem cócegas-, sua nau segue sob controle e o sujeito dorme no convés.

É preciso que ondas quebrem com violência nas pedras para que ele decida enfunar as velas e encarar a borrasca.

Enveredei em termos náuticos para traçar um paralelo com o finlandês Kimi Räikkönen.

Se há um piloto insosso no grid, para mim, é ele.

Campeão de 2007, pela Ferrari, "empurrou com a barriga" mais dois anos de contrato pelo time italiano, deixou a F1 por dois anos e voltou pela Lotus para duas temporadas que deram um indício de que poderia estar com mais disposição, incluindo duas vitórias.

Depois, um novo aceno da Ferrari, em 2014, equipe em que está até hoje, sem nunca mais ter vencido. 

A Ferrari, desde então, conseguiu 12 vitórias, todas com Sebastian Vettel...

É uma goleada desmoralizante para o finlandês.

Muita gente "baba" com suas mensagens pelo rádio.

O consideram divertido com seu inglês robótico e respostas atravessadas a engenheiros e jornalistas.

Vou contra esta maré favorável ao finlandês que trata seus pares a patadas e pouco sorri.

Tenho um pé atrás, às vezes os dois, com pessoas que sorriem pouco. Cisma minha.

Mas, de fato, a maré não está favorável ao piloto que em outubro completa 39 anos.

O monegasco Charles Leclerc, que no mesmo mês de outubro assoprará 21 velinhas, marinheiro em sua primeira viagem, digo temporada na F1, é quem deverá partilhar o boxe ferrarista com Vettel na próxima temporada. Está barbarizando pela Sauber. É piloto vinculado à Ferrari. 

A equipe de Maranello não é de arriscar muito, não tem tradição em disponibilizar seus carros a pilotos jovens, com baixa quilometragem. 

Mas, talvez lembrando de Jules Biachi, que ela emprestou à Marussia e acabou o perdendo após o acidente absurdo durante o GP do Japão de 2014, que o levou à morte um ano depois, seja um bom argumento para que Leclerc aporte em Maranello em 2019.

Vettel, que está bem "aceso" em 2018, lutando ferrenhamente com Hamilton pelo quinto título na F1, tudo indica terá um companheiro de equipe bem mais competitivo e simpático em breve.

Se Räikkönen realmente sair da Ferrari, e não encontrar outro cockpit para 2019, terá tido um bom currículo na F1.

Seu problema, ao longo de sua jornada na F1, é que muitas vezes pareceu estar à deriva.

Os ventos sopram a favor de Charles Leclerc. Foto: Reprodução/Twitter

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No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

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