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Espanhol pode voltar se tiver um carro vencedor. Foto: McLarenF1

Espanhol pode voltar se tiver um carro vencedor. Foto: McLarenF1

Alain Prost viveu uma "sinuca de bico" ao término da temporada de 1991.

Aliás, antes do término da temporada, pois foi demitido pela Ferrari antes mesmo da última prova do ano, o GP da Austrália, após ter dito que o carro de Maranello parecia um caminhão...

A declaração foi a "gota d´água" de uma relação que já não vinha bem, há tempos.

É óbvio que a escuderia italiana habilmente se utilizou de uma cláusula contratual que lhe dava este direito em caso de crítica do piloto ao equipamento. Poderia ter relevado, mas não o fez.

Prost chegou à Ferrari em 1990 para tentar tira o time da "fila" qua durava desde 1979, ano em que o sul-africano Jody Scheckter levantou o caneco.

Foi vice em 1990 e o quinto colocado em 1991, tendo sido melhor que seus dois companheiros de equipe, Mansell e Alesi, respectivamente.

Então, onde Alain Prost deveria buscar um assento?

Três equipes tinham carros competitivos, além da Ferrari, de onde ele saiu: McLaren, Williams e Benetton.

Nenhuma chance na McLaren, onde estavam Senna e Berger. Idem para a Williams, que tinha Mansell e Patrese. Na Benetton, a estrela em ascensão Schumacher e o rodado Brundle. Curiosamente, carros com motorizações distintas: Honda V12 na McLaren; Renault V10 na Williams e Ford V8 na Benetton.

Uma "terceira via" surgiu de "sua casa", com a francesa Ligier, que apostava tudo no modelo JS37 equipado com motor Renault, após um ano péssimo com os propulsores italianos da Lamborghini.

Guy Ligier convenceu Alain a testar o carro durante a pré-temporada em Paul Ricard. A equipe tinha como certos os nomes de Thierry Boutsen e Eric Comas, mas Comas "sobraria" se Prost topasse a empreitada.

Declinou. Andou pouco com o carro, mas o suficiente para perceber que o chassi não ornava com o excelente motor Renault 3.5 V10.

Preferiu tirar 1992 para assitir a temporada pela tevê e trabalhar nos bastidores para aproximar-se da Williams, que não teria Mansell em 1993.

Alain Prost em janeiro de 1992, testando a Ligier-Renault em Paul Ricard, na França. Sonho de Guy Ligier era contar com o piloto para a temporada daquele ano, mas Prost não aceitou e ficou um ano parado para voltar em 1993 pela Williams, equipe pela qual conquistou seu quarto título mundial na F1. Foto: Divulgação

Tudo deu certo, guiou a imbatível Williams em 1993 e foi tetracampeão. Deixou a equipe ao término da temporada pois Senna chegou para 1994. O que aconteceu naquele ano, todos sabem.

Fernando Alonso, diferente de Prost, não continuou na McLaren por que não quis.

Cansado de ser coadjuvante, do meio do pelotão para trás, e com um carro competitivo no WEC (Mundial de Endurance), optou por sair da F1. Disputou as 500 Milhas de Indianápolis neste ano onde flertou com a vitória, e voltará no ano que vem em busca da "Tríplice Coroa".

Opções não lhe faltam fora da F1.

Tem a Fórmula E. A Nissan, entenda-se Renault, está de olho e já teria encaminhado uma oferta gorda ao asturiano.

Alonso diz que está feliz, que quer curtir a vida, buscar novos ares...

Pode ser.

Porém, entendo que o fato dele ter conquistado "apenas" dois  títulos na F1 ainda martelam sua cabeça.

Ele sabe que poderia ter alcançado mais, se  tivesse nos lugares certos nas horas certas.

Se aparecer um cocckpit na F1 que lhe dê chances claras de vitórias em 2020, ele volta, como Prost.

Quem sabe para ser campeão, como foi o francês em 1993.

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

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