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Espanhol segue no 'mercado', atrás de aventuras. Foto: Toyota/Divulgação

Há várias maneiras de se portar após o fim de um relacionamento.

Claro, depende da forma, por isso as reações são diferentes.

Há quem se feche em seu próprio mundinho e jure de pés juntos que jamais embarcará em uma canoa furada.

Canoas furadas são um problema mesmo...

E cumprem a palavra, aposentam o coração e, se houver outra vida depois da morte, que as coisas se resolvam na próxima.

Conheci gente que, ao término de um relacionamento aparentemente indissolúvel, resolveu "tirar a barriga da miséria" assim que o caldo matrimonial entornou...

Lembro de uma confraternização em que um conhecido apareceu com duas cocotes a tiracolo, poucas semanas após a assinatura do divórcio.

O sujeito estava desnorteado. O "outro" era habitué em sua casa, colega de trabalho da ex quando esta ainda era sua esposa...

Claro que aquilo não durou, com nenhuma das duas, meninas que tinham uma vida social bem agitada, embora eu confesse ter sentido uma pontinha de inveja pela noite que imagino o trio deva ter tido, por mais que a brincadeira tenha saído cara...

Virando o disco, mas continuando na mesma toada, relações profissionais assemelham-se muito a casamentos.

Alguém que trabalhe por dezenas de anos em uma empresa, por exemplo, cria um vínculo quase matrimonial.

Se, por acaso acontece a demissão, o demitido entra em parafuso similar ao de quem não tem mais um cobertor de orelha.

E começa a defenestrar a "firma" da mesma forma que o sujeito defenestra a ex-mulher e a mulher defenestra o ex-marido. Ah, e também as variáveis, é claro, afinal há casais de homens e mulheres.

Ninguém poupa ninguém. A culpa sempre é do outro, da outra...

O "divórcio" de Fernando Alonso com a F1, anunciado em 14 de agosto deste ano, pôs fim a um relacionamento que já não andava "bem das pernas". 

A McLaren não lhe satisfazia mais. Se fossem um casal, certeza que ele estaria dormindo na sala.

Aí, Alonso, começou a "atirar para todos os lados", como fazem muitos recém-separados. 

A  Indy (com quem ele já havia tido um caso quando ainda estava "casado" com a McLaren), o Campeonato Mundial de Endurance (WEC) e agora fala-se em rali, na possibilidade dele guiar no Dakar de 2020, com a Toyota.

Quem conhece minimamente o comportamento de Fernando Alonso, que ganhou "apenas" dois títulos mundiais na F1, com potencial de ter faturado muito mais que isso, sabe que ele volta para a F1 se tiver um carro que lhe dê a possibilidade de estar no topo.

Enquanto isso não acontece, se é que vai acontecer, ele fica namorando.

Tipo aquele coroa que encontra graça em novas e descartáveis aventuras.

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SOBRE O COLUNISTA

Editor de automobilismo do Portal Terceiro Tempo, começou no site de Milton Neves em 10 de março de 2009. Também atua como repórter, redator geral, colunista e fotógrafo. Em novembro de 2010 criou o Bella Macchina, programa em vídeo sobre esporte a motor que já contou com as presenças de Felipe Massa, Cacá Bueno, Bruno Senna, Bia Figueiredo, Ingo Hoffmann e Roberto Moreno, entre outros.

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