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Mano Menezes
Técnico de futebol e ex-zagueriro
por Marcelo Rozenberg e Fábio Lucas NevesLuiz Antonio Venker Menezes, conhecido no mundo do futebol como Mano Menezes, é gaúcho de Passo do Sobrado. Nascido em 11 de junho de 1962, tentou a sorte como jogador de futebol sem muito sucesso.
Em agosto de 2012, o técnico da Seleção Brasileira viu seu trabalho contestado após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.
Mano fracassou em seu primeiro desafio à frente da Seleção. Após a derrota nos pênaltis para o Paraguai, o Brasil foi eliminado da Copa América de 2011 nas quartas-de-final, mas mesmo assim, o comandante foi mantido no cargo, mas acabou sendo demitido em 23 de novembro de 2012, dois dias após a conquista do chamado "Superclássico das Américas".
Foi um razoável zagueiro do Guarani de Venâncio Aires entre o final da década de 1970 e o início da de 1980. Mas parou logo para se dedicar ao curso de Educação Física e à carreira de treinador, iniciada em 1986 no SESI do Rio Grande do Sul.
Em 1997 iniciou sua carreira como treinador profissional de futebol, pelo Guarani de Venâncio Aires-RS, clube onde permaneceu até 2002.
Continuou por equipes pequenas e médias: Brasil de Pelotas (2002); Iraty-PR (2003); novamente Guarani de Venâncio Aires-RS (2003), 15 de Novembro de Campo Bom-RS (2003 a 2004) e Caxias-RS (2004 a 2005), quando foi contratado pelo Grêmio, onde efetivamente entrou para o seleto grupo de treinadores de primeira linha do futebol brasileiro.
Pelo Tricolor Gaúcho, levou o time de volta à Serie A do Campeonato Brasileiro, com a histórica "Batalha dos Aflitos", quando o Grêmio derrotou o Náutico após uma dramática disputa. Ainda no Grêmio, conquistou o bicampeonato gaúcho, em 2006 e 2007, e também neste último ano foi vice-campeão da Copa Santander Libertadores.
Em 2008, aceitou o desafio de treinar o Corinthians para disputar a Série B do Brasileirão, levando a equipe do Parque São Jorge de volta à Primeira Divisão,
Ainda pelo Corinthians, em 2009, conquistou o título da Copa do Brasil e o campeonato paulista. O título da Copa do Brasil credenciou a equipe para a disputa da Santander Libertadores em 2010, mas o Corinthians não avançou além das oitavas-de-final, após eliminação diante do Flamengo (o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 no Rio de Janeiro e o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 1 no Pacaembu).
Em 23 de julho de 2010, ainda como treinador do Corinthians, foi convidado pela CBF para assumir a Seleção Brasileira. No dia seguinte, em entrevista coletiva no Parque São Jorge, ao lado do presidente alvinegro Andrés Sanchez, confirmou que aceitava o convite.
Confira o relato de Mano publicado no blog do Elton Felipe Etges, amigo do treinador e Gerente Comercial do jornal Folha do Mate, de Venâncio Aires-RS.
"Abreviei minha carreira porque não tinha futebol para me realizar. Era zagueiro médio do interior e aconteceu um fato que acelerou minha decisão. Estava jogando no Guarani de Venâncio Aires e chegou um zagueiro rodado, com 12 anos de carreira. E tudo que ele tinha chegou em uma Fiorino. Olhei para ele e pensei: não é o que eu quero. Não vou levar 12 anos da minha vida para encher uma Fiorino. Aquela era a realidade dos clubes pequenos do Brasil. Ainda comparei a qualidade técnica dele com a minha. E eu era menos zagueiro do que ele. Pensei: depois de 12 anos, não vou conseguir encher a Fiorino. Eu tinha 26, 27 anos".
No blog do Elton, Gerente Comercial do jornal Folha do Mate, de Venâncio Aires-RS, está a explicação para a inclusão do apelido "Mano" no nome do treinador. O editor do Folha do Mate, Sérgio Klafke, foi o "culpado".
"Conheço o Mano dos tempos de futebol amador, Sesi e Verde Bar (o charmoso "boteco" era tocado pelo técnico e pela esposa). Chegamos a jogar algumas poucas vezes contra. Ele no Rosário e eu no Fluminense de Sapé. Ele era esforçado (como eu), limitado como jogador, mas já era quem mandava no seu time dentro de campo. Depois veio para o Guarani como atleta onde foi capitão do título do Estadual de Amadores de 88 e acabou seguindo para a carreira de técnico, que seria o seu destino, trabalhando nos juniores do Guarani. Era época em que eu fazia esportes na Folha e acompanhava de perto o Guarani.
O Mano assumiu o profissional em 1997 e eu achava que o nome Mano para técnico tinha pouco impacto. Naqueles tempos o Daltro Menezes, lendário técnico de muitos clubes gaúchos, ainda trabalhava e era respeitado. Como Mano se chama Luiz Antônio Wenker de Menezes, lhe disse que Mano Menezes seria um nome de impacto e passei a utilizar nas reportagens da Folha. E pegou. Não imaginava na época, que 10 anos depois ele estivesse onde está. E ainda vai mais longe."