Que Fim Levou? - Por Milton Neves

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Que fim levou

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Gilmar Rinaldi
Ex-goleiro do Inter, São Paulo e Flamengo

por Rogério Micheletti

Goleiro reserva de Taffarel na seleção tetracampeã mundial em 1994, Gilmar Luis Rinaldi, o Gilmar, hoje é empresário de jogadores e mora em São Paulo (SP).

Gaúcho de Erexim, onde nasceu no dia 13 de janeiro de 1959, Gilmar começou a carreira profissional no Sport Club Internacional. Fez parte do elenco colorado campeão estadual em 1981, 1982, 1983 e 1984.

Em 1985, ele foi contratado pelo São Paulo, que desde a saída de Waldir Peres, em 1983, não conseguia efetivar um arqueiro como titular. Abelha e Barbirotto foram algumas tentativas do Tricolor, na época.

Gilmar consolidou a fama de sortudo no Morumbi. Logo em seu primeiro ano de clube, o São Paulo foi campeão paulista. A final foi contra a Portuguesa, no Morumbi, e o São Paulo venceu por 2 a 1. Gilmar por pouco não tomou um gol do meio de campo de Edu Marangon, mas a bola bateu no travessão, duas vezes.

No ano seguinte, Gilmar ajudou o São Paulo, dirigido pelo técnico Pepe, a ser campeão brasileiro. O último jogo do nacional aconteceu no Brinco de Ouro da Princesa, contra o Guarani, e o São Paulo, nos pênaltis, bateu o alviverde campineiro.

Em 1987, novamente dirigido por Cilinho (também técnico em 85), o São Paulo faturou o Paulistão. A vítima da final foi o Corinthians. No primeiro jogo, o Tricolor venceu por 2 a 1 (gols de Edivaldo e Lê) e no segundo jogo segurou o empate sem gols.

Antes de deixar o clube em 90, ano que perdeu a condição de titular para Zetti, Gilmar Rinaldi conquistou seu terceiro título paulista pelo Tricolor. A final de 89 foi contra o São José.

Gilmar defendeu a meta tricolor de 1985 a 1990 e nesse período, atuou em 253 partidas obtendo 113 vitórias, 96 empates e 44 derrotas (números do "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa).

Pelo Flamengo, onde jogou de 1991 a 1994, ao lado de Júnior, Gilmar Rinaldi foi um dos líderes da equipe rubro-negra campeã carioca de 91 e campeã brasileira de 1992. Foram 231 jogos com a camisa do time da Gávea obtendo 112 vitórias, 68 empates e 51 derrotas (números do "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins).

Em 1994, ele foi convocado por Carlos Alberto Parreira para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Gilmar era o terceiro goleiro da seleção. Taffarel era o titular e o são-paulino Zetti, o segundo arqueiro. Pela seleção, Gilmar disputou nove partidas oficiais. Foram sete vitórias, um empate e uma derrota, segundo mostra o livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

Gilmar deixou a Gávea em 1995 para defender o Cerezo Osaka, do Japão, onde encerrou sua vitoriosa carreira de jogador.

Foto: Marcos Júnior/Portal TT
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