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Valdo

Ex-meia do Grêmio e da Seleção

por Rogério Micheletti

Valdo, o Valdo Cândido Filho, ex-meia do Grêmio, da Seleção Brasileira, Benfica, Paris Saint-Germain, Cruzeiro, Botafogo, Sport, Santos, entre outras equipes. Em 2012, após uma boa experiência no comando esportivo do Lusitanos Saint-Maur-POR, o ex-jogador assumiu como treinador do Macaé, na Série B do Campeonato Carioca.

O ex-atleta, que pendurou as chuteiras com mais de 40 anos, assumiu no começo de 2009 o comando do União Esporte Clube de Rondonópolis (MT), mas após empatar com o Alto Araguaia foi demitido no dia 14 de fevereiro do mesmo ano.

Ele adquiriu experiência viajando para diversos lugares, principalmente à Europa (também tem casa em Lisboa) em busca de estágios com treinadores conceituados.

Nascido no dia 12 de janeiro de 1964, em Siderópolis (SC), Valdo começou a carreira nas categorias de base do Figueirense. Antes que se tornasse profissional, o meia foi para o Grêmio. E lá no Olímpico. assinou seu primeiro contratou. Foram quatro anos de Grêmio (de 1984 a 1988) e muitos títulos. Valdo conquistou quatro campeonatos estaduais (1985, 1986, 1987 e 1988). Valdo chegou a jogar como falso ponta-esquerda, mas era na verdade um ótimo armador. Tal qualidade chamou a atenção dos dirigentes do Benfica, clube que o contratou em 1988. Valdo deixava o país aos 24 anos.

Presença na seleção

Ainda com 22 anos, Valdo chamou a atenção de Telê Santana, então comandante da seleção brasileira. Valdo fez parte do elenco canarinho que embarcou para o México. Foi reserva do time que tinha ainda jogadores remanescentes da Copa de 1982, entre eles Zico, Sócrates, Júnior e Falcão. O Brasil foi eliminado pela França, de Platini, nas quartas-de-final.

Em 1990, já como jogador do Benfica, Valdo fez parte do time comandado por Sebastião Lazaroni na Copa da Itália. O meia, que era adorado por cumprir muito bem funções táticas, tinha a responsabilidade de organizar o meio de campo da seleção, que jogava pela primeira vez no esquema 3-5-2. O insucesso diante da Argentina, de Maradona e Caniggia, provocou a demissão de Lazaroni e muitos dos jogadores convocados ficaram marcados negativamente até a Copa de 94, competição que Valdo não teve a chance de participar.

Com a camisa amarelinha, Valdo disputou 49 partidas. Foram 28 vitórias, 12 empates e 9 derrotas. Valdo, que era ótimo cobrador de faltas, marcou apenas quatro gols pela seleção. Ele foi um dos principais jogadores do Brasil na conquista da Copa América de 1989, competição que foi realizada no país.

França e momentos difíceis
 
O momento mais difícil da carreira de Valdo foi quando o jogador perdeu a filha Tatiele, falecida em aciente de carro. O meia ficou abalado, mas manteve seu profissionalismo. Além do Benfica, onde comemorou os títulos português de 1989 (na primeira passagem) e da Copa de Portugal de 1996 (na segunda passagem), o meia jogou em outro time do Velho Continente: o Paris Saint-Germain, da França. Lá, na Cidade Luz, o futebol de Valdo continuou em alta. Foram cinco anos no PSG, de 1991 a 1995, e a conquista da Copa da França em 1995.
Japão e retorno ao Brasil

Após jogar no Nagoya Grampus Eight, do Japão, entre 1997 e 1998, Valdo retornou ao futebol brasileiro. Com o aval do técnico Levir Culpi, o meia foi contratado para defender o Cruzeiro. No mesmo ano, o meia foi um dos maestros do time mineiro que por pouco não levantou a taça do Campeonato Brasileiro. Valdo fez parte da equipe cruzeirense vice-campeã brasileira (o campeão foi o Corinthians).

Deixou o Cruzeiro em 2000 para vestir a camisa do Santos, que lutava para quebrar o jejum de títulos. Desde 1984, quando venceu o Paulistão, o Peixe não comemorava a conquista de um título considerado expressivo. Valdo chegou a fazer boas partidas no time da Vila, mas não conseguiu fazer do alvinegro uma equipe vencedora.

O meia defendeu então o Atlético Mineiro e encerrou a carreira no Botafogo. Em 2003, o meia, que tem uma filha (Iara), foi peça importante do Glorioso no vice-campeonato brasileiro da Série B (o Fogão subiu). Assim que parou de jogar, em 2004, Valdo assumiu um clube de Camboriú, a Sociedade Desportiva Camboriuense, que tem como principal objetivo revelar jogadores.
 
Ainda sobre Valdo, veja o e-mail enviado pelo internauta Macsuel de oliveira, de Rondonópolis-MT, no dia 2 de fevereiro de 2009. Ele estava bravo com o técnico Valdo, que seria demitido dias depois.

"De: macsuel oliveira [mailto:macsuel_redcolor@hotmail.com]
Enviada: seg 2/2/2009 10:15
Para: Programa Terceiro Tempo
Assunto: esportes de mato grosso

O Valdo hoje atua como técnico do União Esporte Clube, time do Mato Grosso com 35 anos de idade. E pelo jeito, vamos ficar sem titulo este ano porque o time que ele montou é um dos piores que eu já vi. No domingo passado, perdemos para o Barra Garças. Será que no tempo de jogador o Valdo não conheceu jogadores bons?

O nosso time paga em dia e, talvez, somos os únicos do Brasil que pagamos os jogadores em dia. Mas o time não vai! Estou aqui como fã do nosso apresentador Milton Neves para pedir o seguinte: por favor, Milton, arruma um técnico para nós! Porque temos estrutura, vamos até enfrentar o Internacional-RS aqui em Rondonópolis".
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    Com a camisa amarelinha, Valdo disputou 49 partidas. Foram 28 vitórias, 12 empates e 9 derrotas. Valdo, que era ótimo cobrador de faltas, marcou apenas quatro gols pela seleção. Ele foi um dos principais jogadores do Brasil na conquista da Copa América de 1989, competição que foi realizada no país.
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