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Raí

Ex-meia do Botafogo-SP, São Paulo, Paris Saint Germain

por Rogério Micheletti

Raí Souza Vieira de Oliveira, o Raí, ídolo do São Paulo, de 1987 a 1993 e de 1998 a 2000, cuida do projeto "Gol de Letra", fundação que criou com Leonardo para ajudar crianças carentes no bairro da Vila Amália, Zona Norte de São Paulo, e é garoto propaganda de diversas marcas, como da Caixa Econômica Federal, além de investidor de uma empresa que revitaliza salas de cinemas. 

No dia 20 de abril de 2017, Raí começou a fazer parte do Conselho de Administração do São Paulo.

Foi nomeado embaixador do São Paulo Futebol Clube no dia 11 de abril de 2007. "É uma alegria muito grande. Sempre tive orgulho de vestir a camisa do São Paulo. E continuarei vestindo", falou Raí.

O ex-meia ainda trabalhou como comentarista esportivo da Rádio CBN/São Paulo e da TV Record.

Em 15 de fevereiro de 2015 foi anunciado como integrante da ESPN Brasil como comentarista da emissora na Copa libertadores da América.

Os primeiros passos

No começo de carreira, no Botafogo (SP), Raí era conhecido como irmão do Doutor Sócrates. Mas com o decorrer do tempo, ele deixou de ser apenas um parente do ex-meia corintiano para se tornar em um dos maiores ídolos da história do Tricolor do Morumbi.

Raí nasceu no dia 15 de maio de 1965, em Ribeirão Preto (SP), tornou-se pai aos 17 anos e foi lançado na equipe profissional do Botafogo (SP) em 1985. Ao lado de Marco Antônio Boiadeiro e do volante Gallo, Raí formou um promissor meio de campo do Pantera.

Na Macaca

Em 86, ele acabou sendo emprestado para a Ponte Preta, que dois anos antes havia fracassado na tentativa de trazer Sócrates, que era da Fiorentina, para Moisés Lucarelli. No entanto, na Macaca o jovem Raí sofreu com as contusões e acabou retornando ao Botafogo, equipe na qual fez um grande Campeonato Paulista em 87.

"Voltei para o Botafogo, mas fiz boas partidas pela Ponte Preta antes de sofrer contusão. Na época, eu jogava na Ponte ao lado do Chicão (centroavante), que marcava muitos gols, do Régis, volante, entre outros. Guardei um carinho muito grande pelo clube e deu para sentir a paixão da torcida da Ponte", diz Raí.

Ida para o Tricolor

Assim como acontecera com Sócrates, que em 78 teve seu passe disputado por Corinthians e São Paulo, Raí também despertou a cobiça do Timão e do Tricolor. Porém, desta vez o São Paulo levou a melhor na disputa e conseguiu contratar o meia.

O início de Raí no Morumbi não foi muito fácil. Com várias estrelas no time do técnico Cilinho, como os meias Pita e Silas, Raí amargou o banco de reservas e só se firmou como titular dois anos depois, na conquista do Paulistão 89. Considerado por muitos um jogador talentoso, mas lento, Raí quase deixou o Morumbi em 1990 para defender o Flamengo.

Na ocasião, o Fla e o Tricolor fizeram troca de jogadores e a intenção dos cartolas rubronegros era levar o meia para Gávea, mas tiveram que se contentar com o meia Bobô e o lateral-esquerdo Nelsinho.

Em troca, o São Paulo recebeu por empréstimo Leonardo (seu parceiro na "Gol de Letra") e o ponta-direita Alcindo, que brilhou no Japão e também atuou no Corinthians e no Fluminense.

Para a sorte do São Paulo, Raí permaneceu no clube, que contratou Telê Santana para ser o novo técnico no lugar do uruguaio Pablo Forlan. Sob o comando no mestre Telê, o futebol de Raí cresceu e ele foi peça importante para a conquista do Brasileiro de 91, das Libertadores de 92 e 93, do Mundial de 92 e do Paulista de 92.

No segundo semestre, Raí deixou o Tricolor Paulista para jogar no PSG, da França, e mais uma vez teve problemas de adaptação, mas também conseguiu brilhar na equipe francesa, conquistando os títulos francês de 94, e da Copa da França em 95 e 98.

O bom rendimento em clubes não foi repetido por Raí com a camisa da seleção brasileira. Apontado como principal meia-armador do time de Carlos Alberto Parreira, em 94, Raí não rendeu tudo o que podia e teve uma participação apagada na conquista do Mundial nos Estados Unidos.

Em 98, ele retornou ao São Paulo e logo no primeiro jogo, na final contra o Corinthians, mostrou porque é considerado um dos jogadores mais importantes do clube ao marcar um gol na vitória por 3 a 1 contra o rival e levar o time comandado por Nelsinho Baptista ao título.

Ainda pelo São Paulo, o meia voltou a ser campeão paulista em 2000, depois de sofrer uma séria contusão, em dividida com o zagueiro cruzeirense Wilson Gottardo, que o afastou dos gramados por quase um ano. Encerrou a carreira após a Copa dos Campeões de 2000. "Atendi um pedido da dona Guiomar, minha mãe", diz Raí, que já é avô.

SÃO PAULO 6 X 0 NOROESTE - ATUAÇÃO ESPETACULAR DE RAÍ, QUE FEZ UM GOL DO MEIO DO CAMPO. CONFIRA REPORTAGEM DA TV BANDEIRANTES DESSE JOGO:
DESPEDIDA DE RAÍ DO SÃO PAULO EM 1993. SÃO PAULO 6 X 1 SANTOS. CONFIRA NA NARRAÇÃO DE LUCIANO DO VALLE A GOLEADA TRICOLOR. INESQUECÍVEL PARA QUALQUER TORCEDOR TRICOLOR:

AGORA VEJA REPORTAGEM DA TV GLOBO SOBRE A VOLTA DE RAÍ AO SÃO PAULO EM 1998, MASSACRANDO O TIME DO PARQUE SÃO JORGE:

CONFIRA AGORA A PRIMEIRA CONQUISTA DO SÃO PAULO DA LIBERTADORES DA AMÉRICA, NARRADO BRILHANTEMENTE POR GALVÃO BUENO. PARA A TORCIDA DO SÃO PAULO SE EMOCIONAR E RELEMBRAR:


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    Pelo São Paulo
    O meia disputou 393 jogos  ( 209 vitórias, 105 empates e 79 derrotas)
    Marcou 124 gols.

    Títulos:

    Paulistas: 1989, 1991, 1992, 1998 e 2000)
    Brasileiro: 1991
    Taça Libertadores: 1992 e 1993
    Mundial Interclubes: 1992

    Fonte: Almanaque do São Paulo Futebol Clube (Placar), de autoria de Alexandre Costa, editado pela Editora Abril.

    Pela Seleção Brasileira:

    Disputou 51 partidas (30 vitórias, 14 empates e 7 derrotas).
    Marcou 16 gols

    Títulos: Copa Stanley Rous (1987), Copa da Amizade (1992) e Copa do Mundo (1994).

    Fonte: Seleção Brasileira 90 anos de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.
    Editora Mauad
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