Que Fim Levou? - Por Milton Neves

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Que fim levou

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Oswaldo de Oliveira
Técnico de futebol

por Marcelo Rozenberg

Contestado por muitos, admirado por outros, Oswaldo de Oliveira Filho, o treinador e preparador físico Oswaldo de Oliveira, é formado em Educação Física.

Preparador físico e treinador de futebol, este carioca nascido em 5 de dezembro de 1950 começou a se destacar no futebol sob as asas de Vanderlei Luxemburgo, de quem foi auxiliar técnico no Santos e Corinthians.

Em 1999, com o estilo sereno que marca a sua personalidade, assumiu o comando do Timão conquistando o Campeonato Paulista e o Brasileirão. No ano seguinte, levantou o polêmico Mundial da Fifa, no Rio.

Rompido com Luxa, trabalhou depois no Vasco (campeão da Copa João Havelange e da Copa Mercosul de 2000, embora tenha deixado o clube dias antes das duas decisões), Fluminense (2001/2002 e 2006), São Paulo (2002/2003), Flamengo (2004), Vitória (2004), Santos (2005), Al-Ahli (2005/2006) e Cruzeiro (2007), antes de chegar ao Kashima Antlers, do Japão. Ele foi bicampeão da J-League em 2007/08.

Em dezembro de 2011, Oswaldo aceitou o convite do Botafogo para assumir o comando técnico do clube, encerrando assim sua marcante passagem de cinco anos pelo futebol japonês.

Por conquistar a Taça Guanabara (primeiro turno do Carioca), em 10 de março de 2013 e a Taça Rio (segundo turno do Carioca), 5 de maio do mesmo ano, Oswaldo de Oliveira se tornou campeão carioca de 2013 pelo Botafogo, eliminando a possibilidade de uma eventual final.


Oswaldo quase assumiu a seleção

No começo de 2003, o São Paulo tinha um timaço, que contava com Kaká, Ricardinho, Reinaldo e Luís Fabiano, entre outros. O grande futebol apresentado pelo Tricolor, dirigido por Oswaldo, fez a CBF pensar no nome dele para assumir a seleção.

Na última hora, quando alguns jornais já bancavam a contratação do ex-auxiliar de Luxemburgo, foi anunciado o retorno de Carlos Alberto Parreira ao time nacional.

No Tricolor paulista, a saída foi conturbada

Em 2003, em meio às críticas públicas de integrantes da diretoria são-paulina, Oswaldo não aceitou a interferência do então presidente Marcelo Portugal Gouvêa.

Em um sábado, o cartola ordenou que o zagueiro Lugano, contratado sem a anuência do treinador, se concentrasse para enfrentar o Figueirense, no dia seguinte. Oswaldo não aceitou e "pediu o boné". Anos depois, o uruguaio se tornaria um dos maiores ídolos da história do clube.

Irmão

O irmão mais novo de Oswaldo, Waldemar Lemos, também é técnico de futebol e já dirigiu, entre outros clubes, Flamengo, Figueirense, Paulista e Náutico.

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