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Lidu

Ex-lateral do Corinthians, morto tragicamente
Lidu, o Ludgero Pereira da Silva, lateral-direito do Corinthians no final dos anos 60, morreu em acidente de automóvel no dia 28 de abril de 1969, em São Paulo (SP).
Ele estava em um Fusca com o ponta-esquerda Eduardo (ex-América do Rio), que também morreu.
Os dois disputavam o Campeonato Paulista de 1969 pelo Alvinegro do Parque São Jorge. O acidente ocorreu na Marginal do Rio Tietê, perto da ponta da Vila Maria, zona norte da capital paulista.
Nascido em Presidente Prudente (SP) no dia 21 de março de 1947, Lidu começou a se destacar no Londrina (PR).
Bom marcador, Lidu chegou ao Corinthians em 1969. Fez boas partidas pelo Timão. Ao todo foram 36, sendo 24 vitórias, 6 empates e 6 derrotas (números que aparecem no "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte).
A morte de Lidu, que era uma grande promessa mas jamais disputou uma partida oficial pela seleção brasileira, fez com que a diretoria corintiana buscasse um outro lateral-direito em 1970. Chegou ao clube Zé Maria, vindo da Portuguesa. No Parque, Zé Maria virou o "Super Zé" e também caiu rapidamente nas graças da Fiel torcida.
Acidente
Lidu e Eduardo estavam em um Fusca guiado pelo recém-habilitado ex-lateral. Quando os dois se dirigiam para o prédio onde moravam, no meio da madrugada, Lidu perdeu o controle do carro, que veio a se chocar violentamente contra uma pilastra. Os dois morreram na hora.
 
 
por Rogério Micheletti e Eliana Santos
 
 
 
Curiosidade:
 
 
Em 29 de agosto de 2010, recebemos o e-mail do senhor Waldemar Micheletti, que esclarece um fato que aconteceu após a morte de Lidu e Eduardo.
 
"Com a morte de Lidu e Eduardo, o Corinthians perdeu duas peças importantes de seu time titular, então, a diretoria corintiana pediu à Federação Paulista de Futebol uma autorização especial para inscrever dois jogadores para subtituí-los no decorrer do campeonato, que por sinal vinha muito bem na classificação. Todos os clubes concordaram, com uma única excessão: o Palmeiras"
 
Em matéria publicada no portal Terceiro Tempo em 28 de abril de 2014
 
Há 45 anos, o Corinthians perdia Lidu e Edu
 

Por Rogério Revelles, do site Tardes de Pacaembu

 Clique aqui e ouça o melhor cantinho da saudades de Fiori Gigliotti de Lidu e Eduardo

Seu futuro estava mais do que desenhado. Morando em São Paulo, prestes a se casar e jogando pelo Corinthians, o jovem talento e grande revelação do futebol carioca, era só felicidade com a campanha do time no campeonato paulista de 1969.

Mas naquela manhã cinzenta de 28 de abril de 1969 a cidade de São Paulo acordou com notícias, ainda um tanto confusas, sobre o acidente automobilístico que vitimou os dois craques do Corinthians, Lidu e Eduardo.

 

 

Durante toda a madrugada, o clima não poderia ser pior dentro do Parque São Jorge, onde vários funcionários preparavam rapidamente a pequena capela e parte da sede social, além de providenciar o compreensível isolamento das outras áreas do clube.

A qualquer momento, chegariam as duas urnas funerárias diretamente do necrotério do Instituto Médico Legal, onde o presidente do Corinthians, Wadi Helou e o diretor Elmo Franchini, faziam a devida liberação da papelada e cuidavam dos detalhes referentes ao translado dos corpos para as cidades de origem após o velório, que seria realizado no próprio Parque São Jorge.

Eduardo Neves de Castro nasceu em 29 de Agosto de 1943, na cidade do Rio de Janeiro. No início dos anos sessenta foi revelado pelo América F.C e assinou seu primeiro contrato profissional em fevereiro de 1964.

Nos derradeiros meses do ano de 1967, Eduardo formava uma forte ala esquerda com Edu Coimbra e seu passe já despertava o interesse dos grandes clubes da Guanabara.

Todavia, o Corinthians já vinha conduzindo em segredo as negociações para trazer o jovem e promissor ponteiro esquerdo para São Paulo.

Quando o contrato com o América terminou, em dezembro de 1967, Eduardo já estava praticamente contratado pelo Corinthians com salário mensal de 1.500 cruzeiros novos. Bem diferente dos 140 cruzeiros mensais que o jogador recebia!

Na época, a camisa onze do Corinthians era de Gilson Porto. Apesar da concorrência, Eduardo acabou ganhando a posição com seu futebol habilidoso, dono de dribles envolventes e insinuantes.

 

Em 06 de março de 1968, Eduardo participou do jogo da “quebra do tabu” contra o Santos, na vitória por 2×0 no Pacaembu. Os ares de uma nova era pareciam favoráveis e tudo indicava que o jejum de títulos estava com o dias contados.

Em junho de 1968, Eduardo foi convocado para a Seleção Brasileira e passou a ser cotado para as eliminatórias da Copa do Mundo realizadas em 1969. Ao todo, foram sete partidas vestindo a camisa canarinho, com um gol assinalado.

Em 1969 o Corinthians estava embalado no campeonato paulista. Nas partidas fora da capital a equipe conseguia pontos importantes e nos clássicos apresentava um resultado como há muito tempo não se via:

- 02 de março: SÃO PAULO 2 x CORINTHIANS 4.

- 16 de março: PORTUGUESA DE DESPORTOS 2 x CORINTHIANS 3.

- 30 de março: CORINTHIANS 2 x PALMEIRAS 0.

- 13 de abril: SANTOS 0 x CORINTHIANS 2.

A tabela reservava para o domingo de 27 de abril o encontro contra o sempre perigoso São Bento em Sorocaba.

Como esperado, o jogo foi difícil e o ponto conseguido no empate de 1×1 foi importante para manter a ótima campanha. Abaixo, a ficha do jogo publicada no site cacellain.com.br:

 

 

 

SÃO BENTO 1 x CORINTHIANS 1.

Local: Estádio “Humberto Reale”, em Sorocaba (SP).

São Bento: Alberto: Aranha, Milton, Gibe e Jair: Maranhão e Bazaninho; Alan, Carlinhos (Peri), Mazinho e Batista.

 

Corinthians: Lula: Lidú, Ditão, Luis Carlos e Pedro Rodrigues; Dirceu Alves e Rivelino; Paulo Borges, Tales, Benê (Servilio) e Eduardo.

 

 

 

 

 

 Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar, revista do Esporte, revista Veja, mariolopomo.zip.netcacellain.com.br, jornal Folha de São Paulo, site do Milton Neves, 100xcorinthians.blogspot.com.br, Livro Timão 100 anos – Celso Unzelte – Ed. Gutenberg, Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora.

 

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