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Juninho Paulista

Ex-meia do Ituano, SP, Vasco, Flamengo, Palmeiras e Seleção
por Rogério Micheletti

Extremamente habilidoso, rápido e objetivo, Juninho, o Osvaldo Giroldo Júnior, foi um dos jogadores mais talentosos produzidos pelo futebol brasileiro no começo dos anos 90. Chegou até a ser comparado ao craque Zico.

Brilhou com as camisas do São Paulo e Vasco, principalmente. E de quebra fez parte da seleção brasileira pentacampeã mundial em 2002.
 
Hoje, o pequeno e simpático Juninho (tem 1m67 de altura), pai de três filhos, em boa situação financeira, Juninho está "aposentado". 
 
Ele mora em uma mansão em Alphaville, bairro nobre de Barueri e Santana do Paranaíba, cidades da Grande São Paulo. Ele é dono de comércios, entre eles uma pizzaria no bairro da Mooca. Mas não abandonou totalmente o futebol. É presidente do Ituano, time da cidade de Itu-SP, onde o ex-meia deu os primeiros passos no esporte.
 
Nascido no dia 22 de fevereiro de 1973, em São Paulo (SP), Juninho viveu sua primeira experiência como profissional vestindo a camisa do Ituano. Destacou-se lá. E, em pouco tempo, transferiu-se para o São Paulo Futebol Clube, com o aval do então técnico tricolor Telê Santana.
 
Por várias vezes, Juninho foi considerado o 12º jogador do time são-paulino. Era um reserva que entrava e incendiava a partida. Foi assim, inclusive, na final do Mundial de Clubes de 1993, quando Juninho participou da vitória do São Paulo sobre o Milan, 3 a 2.
Juninho defendeu o time do Morumbi entre 1993 e 1995. Uma proposta milionária do até então pouco conhecido Middlesbrough fez o meia-armador trocar de país. Juninho foi para a equipe inglesa. Jogou lá, e bem, até 1997, quando teve seu passe negociado com o Atlético de Madrid.

Contusão
 
Juninho tinha tudo para jogar a sua primeira Copa do Mundo em 1998. Era um atleta que agradava muito ao técnico Zagallo. Vivia bom momento na carreira. Mas uma fratura na perna, após sofrer entrada criminosa de Michel Salgado, impediu sua ida ao Mundial da França. Juninho ficou muitos meses de molho no departamento médico do Atlético de Madrid.
 
Volta por cima

Juninho permaneceu no clube espanhol até 1999. Chegou a vestir ainda, mais uma vez, a camisa do Middlesbrough. Em 2000, ele retornou ao futebol brasileiro. Quem o contratou foi o Vasco da Gama, que já tinha um grande time.

Juninho vira Juninho Paulista

E foi em São Januário, por causa de outro Juninho (o Juninho Pernambucano), que Juninho ganhou também o apelido de Juninho Paulista. E os dois, como armadores da equipe cruz-maltina, foram importantes para a conquista da Copa João Havelange de 2000. E no ataque, o Vasco tinha ainda o baixinho Romário.

Times após a Colina
 
Depois do Vasco, Juninho defendeu ainda o Flamengo (2001 até 2002), outra vez o Middlesbrough (entre 2002 e 2004), Celtic (2004 até 2005), Palmeiras (2005 até 2006), Flamengo mais uma vez (2006 até 2007) e Sidney (2007).

Em 2009 retornou ao Brasil para administrar o Ituano, anunciando sua aposentadoria, mas acabou voltando a jogar, acumulando as funções de dirigente e atleta.
 
Sua última partida foi emocionante. O Ituano precisava derrotar a Portuguesa, no Canindé e foi dele o gol decisivo que manteve a equipe na Série A do futebol paulista, na vitória por 3 a 2.
 
Números
 
Pela seleção brasileira, Juninho Paulista disputou 68 partidas e marcou 11 gols. Pelo São Paulo, segundo "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, o meia jogou 135 vezes (72 vitórias, 38 empates e 25 derrotas) e marcou 22 gols.
 
Mundial de 2002

Mesmo sem viver um grande momento com a camisa do Flamengo, em 2002, Juninho Paulista foi chamado por Felipão para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo da Coréia e do Japão. Não foi titular. Mas fez parte da equipe pentacampeã mundial.

Outros títulos
 
Outros títulos que merecem ser destacados na carreira de Juninho Paulista são: Mundial de Clubes (1993), Libertadores (1993), Copa JH (2000), Mercosul (2000), Campeonato Carioca (2007), Copa da Liga Inglesa (2004), medalha de bronze em Atlanta (1996).
 
Veja abaixo o "causo" contado por Milton Neves para Revista Placar em fevereiro de 2012:

Juninho, que virou Juninho Paulista quando o Vasco contratou também o Juninho Pernambucano, estava começando no Ituano em 1991, saindo da várzea de São Paulo. Com um mês de treinos no time de baixo cativou a todos em Itu com sua simpatia e bom futebol. Aí, Rosan Francischinelli, empresário e presidente do Ituano, contratou Juninho Paulistacomo garoto-propaganda de sua "Elétrico do Rosan".

No estúdio de pequena emissora de TV entre Itu e Porto Feliz, Juninho, de terno e maquiado, empostou a voz e leu o texto no TP (teleprompter): "Comprem - rodela de catá vurto - na Elétrico do Rosan que tem os melhores preços e todos os tipos de rodela".
Gravação feita do comercial, Juninho, Rosan, o jornalista Mauro Nóbrega e outros quatro assessores foram comemorar em jantar no "Bar do Alemão". Lá, ainda tímido, o ressabiado Juninho perguntou: "Mas seo Rosan o que foi que eu gravei" O que é -rodela de catá vurto" - Ao que Rosan respondeu: "É antena parabólica, Juninho, e saiba que nos reclames temos que falar a linguagem do povo, senão o "materiá" "incaia", entendeu".
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    Pelo São Paulo:

    Pelo São Paulo, segundo "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, o meia jogou 135 vezes (72 vitórias, 38 empates e 25 derrotas) e marcou 22 gols.

    Pela Seleção Brasileira:

    Pela seleção brasileira, Juninho Paulista disputou 68 partidas e marcou 11 gols.
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