publicidade

Álvaro José

Jornalista especializado em esportes olímpicos
por Diogo Miloni
 
Álvaro José Paes Leme de Abreu, ou apenas Álvaro José, é jornalista e locutor esportivo muito conhecido por ser polivalente e ter uma grande vivência olímpica. Em maio de 2012, trabalhando para a Rede Record de Televisão, foi convidado pela Rádio Bradesco Esportes, do Grupo Bandeirantes, para ser mais um dos narradores da difusora.
 
Em 2011, trabalhava na Rede Record de Televisão, onde participou da cobertura do Pan-Americano de 2011, em Guadalajara, no México.
 
Natural de São Paulo, nasceu no dia 9 de setembro de 1957, é filho do também jornalista Álvaro Paes Leme, e pai da atriz Fernanda Paes Leme.
 
Estudante de Publicidade e Propaganda e de História, a carreira do paulistano começou em 1975, na Bandeirantes, quando participou do programa "Transa Esportiva?, que era apresentado por Alexandre Santos e J. Hawilla.
 
Em 1981, Álvaro saiu da Rede Bandeirantes e foi para a Globo onde transmitiu a partida histórica de Wimbledon entre Jimmy Connors e John Mc Enroe, decidida em 3 sets a 2 para Connors após 4 tiebreaks.
 
Em agosto de 1982, na Globo, narrou o recorde mundial do Ricardo Prado nos 400 metros medley do Mundial de Natação no Equador ,com o incrível tempo de 4 minutos,19 segundos e 78 centésimos. O evento foi tão importante que chegou a ser transmitido ao vivo no Fantástico, horário nobre da emissora..
 
Nos dois anos seguintes, 1983 e 1984, Álvaro José viveu duas emoções muito distintas: no primeiro, sua filha Fernanda nasceu. Em  84, Álvaro Paes Leme, o pai do narrador, faleceu.
 
No mesmo ano que sua filha nasceu, o locutor voltou para a Band, convencido por Jhonny Saad, para transmitir NBA. E foi nesta temporada que viu a estreia como armador de Michael Jordan, contra a Seleção Brasileira, no Pan-Americano de Caracas.
 
A terceira Olimpíada do locutor foi quatro anos mais tarde, em Seul, na Coréia do Sul. Álvaro, do Brasil, não perdeu um lance. Outro evento que marcou o ano esportivo para o jornalista foi a final da NBA, que teve sua narração, disputada entre Los Angeles Lakers e Detroit Pistons, melhor para o Lakers.
 
Em 1989, o locutor participou de 25 semanas transmitindo partidas do Grand Slam e de torneios inferiores, um verdadeiro recorde no tênis. O ritmo frequente de trabalho não agradava a todos em sua casa. A filha, Fernanda, não ficava nada satisfeita com as "saidinhas? do papai.

Nos jogos de Barcelona, em 1992, o narrador improvisou ao transmitir uma competição de judô, do brasileiro Rogério Sampaio, sem assistir a luta. Ainda em terras espanholas, Álvaro também vivenciou a primeira medalha do nadador Gustavo Borges, algo que ele mesmo disse ter sido "muito emocionante?.
 
"A Band é o Brasil em Atlanta?, foi o jargão utilizado pela emissora nas transmissões dos Jogos Olímpicos de 1996, que ficou na memória do jornalista.
Álvaro José se emocionou ao presenciar e trabalhar no último jogo de Michael Jordan com a camisa do Chicago Bulls.  A final da NBA, de 1998,reuniu o Bulls contra o Utah Jazz e o astro da liga americana de basquetebol levou a sua equipe ao título.
 
Em 2000, a bela cidade de Sidney, na Austrália, recebeu pela primeira vez as Olimpíadas, e o show ficou por conta de Gustavo Kuerten que, mesmo derrotado, foi sinônimo de audiência na voz de Álvaro José.
 
Quatro anos mais tarde, o jornalista viu Atenas, na Grécia, sediar os Jogos Olímpicos, e graças ao seu enorme conhecimento sobre a história grega, Álvaro se sentiu em casa, mesmo transmitindo no Brasil. Vale ressaltar a conquista de Daiane dos Santos e a verdadeira tragédia que viveu Vanderlei Cordeiro de Lima, o maratonista brasileiro que foi atacado durante a prova mais clássica das Olimpíadas.
 
Em Pequim, na China, Álvaro viveu a "Olimpíada dos Sonhos?, e narrou uma das provas mais emocionantes de sua carreira, a medalha de ouro de César Cielo, no centro aquático Cubo d?Água. 
 
O esporte em geral levou o narrador para diversos cantos do mundo, ele esteve em sete Pan-Americanos e diversos Campeonatos Mundiais de muitas categorias, tornando-se um profissional quase completo.
 
Em 2010, Álvaro José foi convencido para mudar-se para a Record graças ao projeto olímpico, afinal, este é um tema que ele domina. No ano seguinte, participou da cobertura do Pan-Americano de 2011, em Guadalajara, no México.

Foto: Marcos Júnior/Portal TT

No dia 13 de novembro de 2013, o Portal UOL publicou uma matéria sobre o Álvaro José:

Álvaro José, escreveu uma linda mensagem em seu Facebook, no dia 28 de agosto de 2015, em homenagem ao seu saudoso pai, que segue abaixo, na íntegra:
 
Amor, saudade, orgulho e gratidão
 
Hoje, 28 de agosto é aniversário de meu pai e se ele fisicamente não está mais entre nós muito dele e de minha mãe estão em mim e em meu irmão Claudio.
 
Não são poucas as vezes que me pego escrevendo algo e digo que está com a cara do meu pai, ou converso com o meu irmão e falo que ele está o próprio Professor Alvaro Paes Leme. Alguns amigos dele de longa data do futebol do clube que conheceram papai dizem o mesmo. Incrível, pois foi em 29 de agosto de 1984 que o câncer venceu batalha com meu pai. Venceu apenas a física já que sua presença é enorme em nossas vidas como foi na de mamãe até 2004 quando ela foi se encontrar com ele.
 
Um amor infinito, uma saudade física absurda, um orgulho de ser filho de um cara espetacular que fazia de tudo por sua família e a gratidão por tudo que nos ensinou.
 
Foi espetacular ver e sentir que tudo que falávamos lá atrás e mais atual que nunca. Na vida, no mundo, na comunicação.
 
Imaginar um multimídia nos anos 50 quando ele escrevia, fotografava, e comentava para radio e tevê com um monte de empregos era algo quase para um super-herói. O meu herói. Hoje quando falam comigo sobre o que faço profissionalmente digo apenas que faço igual meu pai. Talvez com menos competência, menos talento com certeza, mas com a alegria de fazer aquilo que amo e que ele me ensinou.
 
Engraçado que o primeiro contato com a profissão foi ainda no ensino básico. A tarefa era fazer um jornal para a escola e cada aluno tinha de fazer seu projeto. Ali meu me ensinou o equilíbrio entre conteúdo e imagem, exposição de idéias e opiniões, texto e diagramação. Trouxe umas folhas enormes quadriculadas que o Claudio tem até hoje algumas guardadas sabe-se lá aonde e a mesa da sala da casa de Dona Ruth virou um pequeno jornal e bronca se a bagunça não fosse arrumada na hora.
 
Meu pai ensinou, mas não fez nada do trabalho. Apenas olhava e pedia atenção ao que havia falado. No dia da apresentação não deu outra: voltei para casa com um dez e todos os elogios possíveis e imagináveis.
 
No ano seguinte a escola solicitou novamente o trabalho e agora quem tinha a missão era o Claudio e ele fez a lição de casa ainda melhor. Como sua classe era de alunos mais novos e ficara fora do trabalho no primeiro ano ele simplesmente ficou brincando de fazer jornal quase um ano e quando chegou sua vez foi lá e voltou com um dez também. Foi a última vez que a escola fez o trabalho do jornal.
 
Com tudo o que vivemos vejo hoje que não somos, nascemos jornalistas e isso foi o que aconteceu em minha casa. Ninguém foi obrigado, mas naturalmente aconteceu.
 
Mais cedo para mim, bem mais tarde para meu irmão, mas os genes de Álvaro Paes Leme seguem na lida. A mesma que com orgulho ele levou até o último de suas dias por aqui.
 
Obrigado por tudo pai, saudades infinitas...
 
    ver mais notícias
    ver mais Áudio
    comments powered by Disqus

    Selecione a letra para o filtro

    publicidade
    • Tabela

    • BRASILEIRÃO 2017

    • Classificação
      Pontos
    • 1 Cor
      37
    • 2 Grê
      31
    • 3 San
      27
    • 4 Fla
      15
    • 5 Spo
      24
    • Veja tabela completa

    Últimos craques