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Túlio Maravilha

Ex-centroavante do Goiás, Botafogo, Corinthians e Vila Nova
por Rogério Micheletti
 
Túlio Maravilha, o Túlio Humberto Pereira da Costa, marcante centroavante do Goiás, Botafogo e Corinthians nos anos 90, ainda seguia em atividade em 2016.

Em novembro de 2016 o atacante assinou um contrato para disputa a Série A-3 do Campeonato Paulista pelo time do Taboão da Serra, com o objeitvo de marcar pelo menos três gols e chegar ao tento 1.003, superando Romário e ficando atrás apelas do Rei Pelé, como o segundo maior artilheiro de todos os tempos.
 
Nascido no dia 2 de junho de 1969, em Goiânia (GO), Túlio começou a carreira de jogador profissional no Goiás. Ao lado do ponta-direita Niltinho, dos meias Tiãozinho e Luvanor, do volante Uidemar, Túlio logo se destacou na equipe esmeraldina.

Em 1989, o irreverente atacante foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro. Túlio também foi goleador máximo dos nacionais de 1994 (empatado com Amoroso, do Guarani) e 1995, as duas ocasiões como jogador do Botafogo. Em 95, por sinal, Túlio foi a principal estrela do Glorioso campeão brasileiro.

Contratação milionária
 
Túlio foi a maior contratação feita pelo Corinthians no de 1997. À época, o clube do Parque São Jorge fez uma parceria com o Banco Excel, que injetou bastante dinheiro em reforços. Por aproximadamente US$ 6 milhões Túlio trocou o alvinegro carioca pelo Corinthians. Além dele chegaram ao Timão jogadores como o volante Fábio Augusto, o zagueiro Sangaletti, o atacante Donizete Pantera Negra (parceiro de ataque de Túlio no Botafogo, em 1995), o zagueiro Antônio Carlos, o lateral-esquerdo André Luiz, entre outros.

Túlio, apesar de manter a fama de artilheiro no futebol paulista, não conseguiu ser titular absoluto no Corinthians. Aliás, o atacante ficou boa parte do tempo no banco de reservas do time comandado pelo técnico Nelsinho Baptista, que preferia colocar Mirandinha Papa Léguas e Donizete no ataque.

Mesmo assim, Túlio foi artilheiro do Corinthians no estadual de 1997 com 13 gols. O alvinegro levantou a taça no final. O São Paulo foi o vice. Com a camisa corintiana, Túlio fez 33 partidas (17 vitórias, 8 empates e 8 derrotas - números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte) e depois seguiu para o Vitória, outro time que era patrocinado pelo Banco Excel.
Em 2006, Túlio disputou o campeonato Carioca pelo Volta Redonda, em sua segunda passagem pelo clube. Na primeira passagem pelo Voltaço, em 2005, o goleador por pouco não conduziu o modesto time carioca ao título estadual. No segundo semestre de 2006, o atacante assinou com o Fast, de Amazonas.

Em 2007, ele fechou contrato com a Canedense para disputar a primeira divisão do campeonato goiano (a Federação Goiana de Futebol contratou doze jogadores - dentre eles Túlio - e fez um "leilão" pelo telefone com os torcedores goianos para saber em que time encaixar cada atleta). Em seguida, ele foi para o Vila Nova (GO).
Em 2009, Túlio, eleito vereador em Goiânia, aceitou o convite para vestir a camisa do Itumbiara-GO. Depois, acertou com o Goiânia.

Em 08 de fevereiro de 2014, marcou seu milésimo gol, estrando pelo Araxá, na segunda divisão do Campeonato Mineiro. Assim como Pelé e Romário, o artilheiro marcou de pênalti. aos 29 minutos contra o Mamoré, após o zagueiro adversário colocar a mão na bola.

Emocionado, Túlio deixou o campo após festa da torcida mineira.

Outros times
Além de Goiás (1988 a 1992), Botafogo (1994 a 1996 e 1998), Corinthians (1997), Vitória (1997) e Volta Redonda, Túlio defendeu o Síon (logo após o Goiás, entre 1992 e 1993), o Fluminense (1999), Cruzeiro (1999), São Caetano (2000), Juventude, equipes da Arábia, Brasiliense, Vila Nova (GO), Canedense (GO), entre outros times.
Nas eleições de 2010, o ex-atacante disputou o pleito como deputado estadual do PMDB de Goiás, mas com apenas 4.500 votos não conseguiu a vaga.

Em  agosto de 2011, foi apresentado no Bonsucesso Futebol Clube do Rio de Janeiro, onde permaneceu até o final do ano. Em janeiro de 2012 firmou contrato com o CSE-AL, ficando na equipe até 9 de abril do mesmo ano.

Gols polêmicos e comemorações

Túlio fez um gol polêmico naquela final de 1995 contra o Santos, no Pacaembu, quando o jogo ainda estava 0 a 0. O centroavante estava impedido, mas o gol foi validado por Márcio Rezende de Freitas. A partida terminou 1 a 1 e o Glorioso comemorou o título brasileiro. Mas esse não foi o único gol "irregular" do centroavante.

Pela seleção brasileira, em partida contra a Argentina, pela Copa América de 1995, no Uruguai, Túlio dominou a bola com o braço e fez diante dos hermanos. A partida terminou empatada por 2 a 2. Nos pênaltis, o Brasil venceu venceu e fez a final contra os donos da casa, que foram os campeões.

Túlio que se proclamava "Rei do Rio", nos tempos em que brilhava com a camisa 7 do Botafogo, também esnobou adversários antes de colocar a bola para o fundo das redes. Em partida contra o Universidad do Chile, no Maracanã, o artilheiro deixou o goleiro para trás, virou-se de costas e deu um toque de calcanhar para marcar o gol. Os chilenos ficaram irritados com a atitude de Túlio, que naquele dia fez mais um gol. O Botafogo venceu a partida por 4 a 1.

Mas Túlio não chamava a atenção apenas por seus gols com a camisa botafoguense, do Goiás ou do Corinthians. O centroavante sempre criou maneiras especiais de comemorar os gols. Provocar o time rival, dançar, bater palmas, procurar as câmeras de TV, tudo valia e vale para Túlio Maravilha.

Jogos com a amarelinha

Pela seleção brasileira, Túlio Maravilha disputou 14 partidas entre os anos 1991 e 1995. Foram 10 vitórias, 4 empates e 8 gols (segundo números do livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf). Túlio jamais perdeu uma partida vestindo a camisa amarelinha.
 
EM NOVEMBRO DE 2016, SENDO APRESENTADO COMO REFORÇO DO CLUBE ATLÉTICO TABOÃO DA SERRA, DE SÃO PAULO

    Jogos com a amarelinha

    Pela seleção brasileira, Túlio Maravilha disputou 14 partidas entre os anos 1991 e 1995. Foram 10 vitórias, 4 empates e 8 gols (segundo números do livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf). Túlio jamais perdeu uma partida vestindo a camisa amarelinha.

    No Corinthians

    Com a camisa corintiana, Túlio fez 33 partidas (17 vitórias, 8 empates e 8 derrotas - números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte) e depois seguiu para o Vitória, outro time que era patrocinado pelo Banco Excel.

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