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Tite

Técnico da Seleção Brasileira
Adenor Leonardo Bachi, o Tite, ex-meio-campista do Caxias (RS), Portuguesa e Guarani, deixou o comando do Corinthians, clube pelo qual conquistou, entre outros títulos, a sonhada Libertadores da América e o Mundial de Clubes da Fifa, ambos em 2012, para assumir a Seleção Brasileira no dia 15 de junho de 2016.
 
Foi apresentado oficialmente pela CBF para o comando técnico da seleção em 20 de junho de 2016.
 
Em 22 de agosto de 2016 divulgou sua primeira lista como treinador da seleção, para os jogos contra o Equador e a Colômbia, válidos pelas Eliminatórias da Copa da Rússia. Entre os relacionados, algumas surpresas, como Tison, Giuliano e Paulinho.
 
Na Copa da Rússia, comandou a seleção brasileira, que após a liderança do grupo na primeira fase, passou pelo México nas oitavas de final (2 a 0) e foi eliminada pela Bélgica (2 a 1), em 05 de julho de 2018.
 
Retrospecto como treinador
 
Tite iniciou a carreira no Ypiranga de Erechim (RS) e trabalhou no Caxias, onde conquistou o título gaúcho de 2000. O caneco o credenciou para treinar o Grêmio. No Olímpico, ele foi bicampeão estadual em 2001, além de ter vencido a Copa do Brasil, em cima do Corinthians.
 
Na final, no Morumbi, o "Águia de Haia dos Pampas", como é chamado por Milton Neves por causa do português perfeito, deu um nó tático em Vanderlei Luxemburgo e levou a taça com incontestáveis 3 a 1.
 
Tite, depois que deixou o Grêmio, passou pelo São Caetano (2003 e início de 2004), pelo Corinthians (2004 e início de 2005) - foi o primeiro técnico corintiano durante a parceria com a MSI -, pelo Atlético Mineiro (2005), pelo Palmeiras (2006) e pelo Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos (2007).
 
No Parque São Jorge, Tite foi demitido depois de discutir com o então chefe da MSI no Brasil, Kia Joorabchian. No Galo, os maus resultados o levaram a deixar o clube meses antes do rebaixamento à Segunda Divisão. No Parque Antártica, uma discussão com o diretor Salvador Hugo Palaia selou o fim do seu ciclo no alviverde.
 
No mundo árabe, Tite se recusou a escalar um jogador indicado por um príncipe, e voltou para o Brasil mais cedo do que imaginava.
 
Em 12 de junho de 2008, ele assumiu o Internacional, apesar da forte identificação com o Grêmio.
 
Pelo Colorado, Tite conquistou a Copa Sul Americana em 2008, o Campeonato Gaúcho de forma invicta e a Copa Suruga (ambos em 2009), mas também acumulou vários insucessos. A perda da Copa do Brasil para o Corinthians, depois a Recopa Sul-Americana diante da LDU do Equador e ainda foi eliminado da Copa Sul Americana, contra o Universidad de Chile, na primeira partida do torneio.
 
Paralelamente, a equipe considerada como detentora de um dos melhores elencos do Brasil, começou a cair de rendimento no Campeonato Brasileiro de 2009.
 
Chegou a liderar a competição e figurou entre as postulantes à Libertadores da América, mas uma série de resultados negativos acabou culminando com a saída do treinador.
 
Assumiu o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, em setembro de 2010. Apenas um mês depois, aceitou o convite de Andrés Sanchez para retornar ao Corinthians.
 
No Timão, em 2011, conquistou o Campeonato Brasileiro, após 38 rodadas de equilíbrio e competitividade.
 
Em 2012, foi fundamental para concretizar o sonho alvinegro de conquistar a Copa Libertadores, que aconteceu de maneira invicta e, posteriormente, em 16 de dezembro, conquistou o Mundial de Clubes da Fifa, levando o Alvinegro ao bicampeonato. Em 2013, foi campeão paulista, derrotando o Santos na grande final. Ainda no mesmo ano, no dia 17 de julho, foi campeão da Recopa sobre o São Paulo.
 
No feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro de 2013, o então presidente do Corinthians, Mário Gobbi, anunciou que não iria renovar o contrato de Tite. Adenor foi o responsável pela conquista dos principais títulos da história da equipe do Parque São Jorge.
 
Após um ano longe do futebol, mas em constante atualização sobre o esporte com estudos específicos, retornou ao Corinthians no dia 15 de zembro de 2014. Conquistou mais um título, desta vez, o Campeonato Brasileiro de 2015.
 
No dia 5 de julho de 2017 o portal UOL publicou a seguinte matéria sobre o técnico Tite:

Copo quebrado de alegria e choro de tristeza. Tite recorda eliminação em 82

Marcello De Vico e Vanderlei Lima
Do UOL, em Santos (SP)

Tite (1º agachado à esq.) chegou ao Caxias/RS após convite do zagueiro Felipão (4º de pé)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 de julho de 1982. Aos 21 anos de idade, Tite tinha a companhia do irmão e de um amigo na sala de sua casa para assistir ao histórico jogo entre Brasil e Itália, pela Copa do Mundo de 1982. Na época jogador do Caxias-RS, clube pelo qual foi revelado como jogador, o hoje técnico da seleção carregava, assim como todos os brasileiros, um sentimento de total confiança na conquista do tetra mundial. Paolo Rossi, porém, fez milhões de torcedores da equipe canarinho chorarem após o apito final da vitória italiana (por 3 a 2). Entre eles o próprio Tite.

Em conversa com o UOL Esporte, Tite relembra a data com uma mistura de sentimentos: entusiasmo, tristeza, decepção... Não faltaram, também, momentos de extrema alegria e extravaso, com o gol marcado por Paulo Roberto Falcão que decretou o empate por 2 a 2 já na etapa final. Quem sofreu, na hora, foi um copo que estava à frente de Adenor, o Tite.

"Eu estava em Caxias, era atleta do Caxias. Estava na sala assistindo: estavam eu, o meu irmão Miro e o Álvaro, um colega amigo nosso. Lembro que nós três estávamos assistindo, e lembro-me de fatos marcantes, sim. Quando teve o gol do Falcão, tinha um copo na minha frente, eu não sei se era de água ou refrigerante, e eu, quando vibrei, eu saltei, dei um tapa no copo, e voou longe, estourou, quebrou, e a gente saiu vibrando no gol de empate do Falcão", recordou Tite, para depois dar detalhes do momento em que foi às lagrimas.

"Lembro também que, quando teve a derrota, eu chorei... Eu tenho vergonha de falar que eu chorei, eu fiquei muito chateado, muito frustrado, magoado, triste, enfim, qualquer que seja o adjetivo, e no final do jogo - e no momento - eu não compreendia como uma seleção com tamanha qualidade pudesse, num jogo apenas, ficar fora. Eu fiquei questionando a fórmula do Mundial, o porquê assim e porque não uma oportunidade de fazer um outro jogo, para ter o equilíbrio técnico maior... Isso ficou muito marcante, assim como marcante ficou a inspiração daquela seleção, é inevitável", acrescentou.

Fã de carteirinha da seleção de 1982, Tite fala com deslumbramento sobre a qualidade técnica do time comandado por Telê e o quanto a equipe ficou marcada em sua vida. E aponta cinco jogadores os quais considera diferenciados.

"Quando ela te marca em algum momento, alguma fase da tua vida, e me marcou numa fase importante da minha vida... E a forma do quanto ela te passou de emoção, para ficar marcante, fundamentalmente... E aí entram as virtudes táticas da equipe, técnicas da equipe; ela compunha com quatro jogadores extraordinários no meio campo: Falcão, Sócrates, Cerezo e Zico. Era de uma capacidade criativa impressionante, e se tu acrescentar o Júnior também, um jogador diferenciado... Eu considero esses jogadores daquela seleção diferenciados. Os outros alguns grandes jogadores, mas esses eram diferentes, os quatro do meio campo e o Junior. Leandro talvez possa acrescentar nesse quesito, mas vem um pouco depois, ele [Leandro] e Eder Aleixo", opinou Adenor, hoje com 56 anos.

Tomado pela emoção ao relembrar momentos marcantes, Tite ainda não hesitou em deixar no ar uma suposição: o que teria acontecido caso Careca, citado por ele como maior 9 que viu jogar, estivesse em campo naquele 5 de julho de 1982 (Serginho Chulapa foi o 9). Mas não sem antes fazer ainda mais elogios ao modo que o time de Telê sem comportava em campo.

"E aí tu tem uma extraordinária seleção e entra com características de muita triangulação, muita criatividade, muito jogo apoiado, muito jogo pensado, construído, desde trás, e tínhamos sim um grande centroavante, mas também eu viajei no tempo e pensei comigo mesmo: e se o Careca não tivesse machucado? E foi o maior 9 que eu vi jogar. O quanto essa seleção não seria, talvez, completa e impressionante, como foi, independente de ter conquistado o título ou não. Marcante ela foi, a forma que ela jogou, com criatividade... Enfim, me emocionou, me marcou e talvez eu traga um pouquinho dessas marcas, vamos colocar dessa forma... Dessa inspiração, sem comparação, mas inspiração, sim", completou.

 

No dia 1º de outubro de 2017, Miro Bacchi, irmão de Tite, participou do programa "Domingo Esportivo", da Rádio Bandeirantes: 

 

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