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Rivaldo

Ex-meia da Seleção, Palmeiras, Barcelona e São Paulo

por Tufano Silva

Não é sempre que o futebol brasileiro produz um jogador do nível de Rivaldo Vítor Borba Ferreira, o Rivaldo. Com uma visão de jogo incrível e uma facilidade em marcar gols plasticamente perfeitos, o pentacampeão em 2002 encantou as torcidas do Mogi Mirim, Corinthians, Palmeiras, Barcelona e Seleção Brasileira. Rivaldo anunciou o fim da carreira no dia 15 de março de de 2014, aos 41 anos de idade. 

No entanto, a má fase do Mogi Mirim, time presidido pelo próprio Rivaldo, na Série B da do Brasileirão de 2015, fez com que o meia voltasse atrás na aposentadoria e retornasse aos gramados. 

Poucas horas após marcar um dos gols da vitória por 3 a 1 contra o Macaé, Rivaldo renunciou à presidência do Mogi Mirim no dia 15 de julho de 2015.

Carreira

Rivaldo nasceu no município de Paulista-PE, no dia 19 de abril de 1972, e com apenas 19 anos, após se destacar no time que leva o nome de sua cidade natal, assinou seu primeiro contrato profissional, com o Santa Cruz. Em 1992, brilhou na Copa São Paulo de Futebol Júnior e despertou o interesse do Mogi Mirim-SP.

Além do meia-atacante, o time do interior de São Paulo levou também Válber, que, à época, era considerado a verdadeira revelação do Tricolor Pernambucano. Com os reforços, o Mogi conquistou a Série A2 do Campeonato Paulista, com uma equipe que ficou conhecida como "Carrossel Caipira".

O bom desempenho em campo levou Rivaldo ao seu primeiro grande clube do futebol brasileiro, em 1993: o Corinthians. Chegou ao Parque São Jorge por empréstimo e teve excelentes atuações no Brasileirão daquele ano, conquistando até a Bola de Prata da Revista Placar.

No Palmeiras da "Era Parmalat"

Rivaldo não foi chamado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994, mas acabou indo para uma outra verdadeira seleção. Como o Timão não quis comprar o jogador em definitivo, ele foi  vendido para o Palmeiras da "Era Parmalat", por R$ 2,4 milhões.

Chegou ao Alviverde para a disputa do Campeonato Brasileiro, e, com três gols nas finais contra o Corinthians, foi fundamental para que a equipe chegasse ao seu oitavo título nacional (a CBF reconheceu as conquistas de 1960, 1967¹, 1967² e 1969). Ainda no time do Palestra Itália, conquistou o Paulistão de 1996.

Neste mesmo ano, antes de ser transferido para o Deportivo La Coruña-ESP, foi convocado para disputar as Olimpíadas de Atlanta, como um dos jogadores acima dos 23 anos. A experiência não foi nada boa para Rivaldo, já que foi considerado pela torcida brasileira um dos culpados pela derrota para a Nigéria, nas semifinais da competição.

Rivaldo ganha o mundo

Para compensar, o meia brilhou logo que chegou ao futebol espanhol. Marcou 21 gols pelo Deportivo, sendo o destaque da equipe que ficou com o terceiro lugar do Campeonato Espanhol. Tanto sucesso fez com que Rivaldo fosse comprado pelo poderoso Barcelona, que buscava um substituto para Ronaldo "Fenômeno", por aproximadamente 30 milhões de dólares.

Logo que chegou, ajudou o clube catalão a conquistar o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei. O meia vivia uma fase mágica, tanto que foi convocado por Zagallo para a Copa do Mundo de 1998. Marcou três gols na competição, mas não conseguiu evitar a derrota do Brasil para a França, na final do torneio.

Em 1999, Rivaldo viveu o melhor momento de sua carreira. No ano do centenário do Barcelona, deu ao time, novamente, o título do Campeonato Espanhol, e no final da temporada, foi eleito pela Fifa o melhor jogador do ano, além de receber da revista France Football a Bola de Ouro.

Assim como outros grandes jogadores do futebol mundial, o meia conseguia se destacar em seu clube, no entanto, não ia tão bem na Seleção. Mas isso acabou na Copa do Mundo de 2002, quando Rivaldo, ao lado de Ronaldo, fez uma Copa impecável e foi fundamental para o pentacampeonato brasileiro.

Queda de rendimento

Após o Mundial, se transferiu para o futebol italiano, para jogar pelo Milan. Não conseguiu se firmar como titular da equipe, e acabou perdendo ainda mais espaço com a chegada do brasileiro Kaká ao time Rossonero. Em 2004, foi negociado com o recém-campeão do Campeonato Brasileiro, Cruzeiro. Também não obteve sucesso na Raposa, e acabou retornando para a Europa na mesma temporada, para defender o Olympiakos-GRE.

Ficou por três anos no Alvirrubro da Grécia, e conquistou por lá o Campeonato Grego por três vezes, além da Copa da Grécia, duas vezes. Em 2007, foi para o AEK Atenas-GRE, mas no entanto, não faturou títulos pelo seu novo clube.

No ano de 2008, foi transferido para o Bunyodkor, do até então desconhecido futebol do Uzbequistão. Ficou lá por dois anos, conquistando dois campeonatos nacionais e uma Copa do Uzbequistão.

O meia, que já havia sido eleito presidente do Mogi Mirim em outubro de 2008, anunciou no dia 18 de novembro de 2010 que voltaria a atuar como jogador do clube do interior paulista, onde o atleta apareceu para o futebol brasileiro, em 1992.

No entanto, uma proposta tentadora o seduziu. Foi chamado para jogar no São Paulo Futebol Clube, e no dia 22 de janeiro de 2011, os dirigente tricolores anunciaram a contratação do novo camisa 10.

No dia 1º de dezembro de 2011, o meio-campista anunciou que não renovaria seu contrato com o Tricolor paulista. No ano seguinte, aceitou a proposta do Kabuscorp, da Angola, mas sua aventura por lá não deu certo e em novembro de 2012 já se despedia do time africano, assinando contrato em janeiro de 2013 com o São Caetano.

Pelo Azulão, sofreu o primeiro rebaixamento da sua carreira. No dia 13 de abril de 2013, após o empate em 1 a 1 com o Penapolense, foi decretada a queda do time para a Série A-2 do Campeonato Paulista.

Sua saída do São Caetano aconteceu em 7 de novembro de 2013, após seguidas lesões atrapalharem seu rendimento na equipe da Grande São Paulo.

Rivaldo anunciou o fim da carreira no dia 15 de março de de 2014, aos 41 anos de idade. 

No entanto, a má fase do Mogi Mirim, time presidido pelo próprio Rivaldo, na Série B da do Brasileirão de 2015, fez com que o meia voltasse atrás na aposentadoria e retornasse aos gramados. 

Poucas horas após marcar um dos gols da vitória por 3 a 1 contra o Macaé, Rivaldo renunciou à presidência do Mogi Mirim, no dia 15 de julho de 2015. 

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