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Renato Gaúcho

Ex-ponta do Grêmio, Fla e Flu
por Rogério Micheletti

Nascido em Guaporé (RS), no dia 9 de setembro de 1963, Renato chegou a trabalhar em uma padaria antes de investir no futebol. Chegou ao Grêmio no começo dos anos 80 e ganhou fama quando estava apenas com 20 anos.
 
Em 18 de setembro de 2016 foi anunciado para ocupar o cargo de treinador do Grêmio, tendo como coordenador de futebol Valdir Espinosa.
 
Em 7 de dezembro de 2016 conquistou o título da Copa do Brasil comandando o Grêmio na partida decisiva disputada em Porto Alegre, na Arena do Grêmio, quando sua equipe empatou em 1 a 1 diante do Atlético-MG, após ter vencido o jogo de ida por 3 a 1 no Mineirão.
 
Em 17 de dezembro o Grêmio anunciou a renovação do contrato de Renato Gaúcho por um ano.
 
Retrospecto

Em 2011, após deixar o comando do Grêmio, Renato assumiu o Atlético-PR, equipe que se encontrava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, onde permaneceu até 1º de setembro de 2011, data em que foi anunciada a sua saída do clube.

Retornou ao Grêmio em 1º de julho de 2013, após a equipe gaúcha ter demitido do cargo Vanderlei Luxemburgo.
 
Levou o Grêmio à Libertadores da América, mas foi demitido e substitudo pelo técnico Enderson Moreira. 
 
Em 22 de dezembro de 2013 acertou sua volta ao Fluminense, onde permaneceu até o dia 02 de abril de 2014, quando foi demitido. O Tricolor havia sido eliminado nas semi-finais do Campeonato Carioca, na derrota por 1 a 0 diante do Vasco.
 
Pelo Tricolor das Laraneiras, foi campeão da Copa do Brasil de forma inédita e ficou com o vice-campeonato da Copa Libertadores, em 2007 e 2008, respectivamente.

Renato foi autor dos dois gols gremistas contra o Hamburgo, em Tóquio, na final do Mundial Interclubes de 1983.

O Tricolor gaúcho, comandado por Valdyr Espinosa, bateu o time alemão por 2 a 1. Renato tinha como companheiros de equipe o goleiro Mazarópi, os laterais Paulo Roberto e Paulo César Magalhães, os zagueiros Baidek e De Léon (o capitão do time), o volante China, os meias Paulo César Caju, Oswaldo e Mário Sérgio e os atacantes Tarciso e Caio, entre outros.

A boa fase do ponta não foi suficiente para que ele estivesse na Copa do Mundo de 1986. Telê Santana, então técnico, não teria suportado o comportamento de Renato e por isso não o levou para o México.

Depois de ser bicampeão gaúcho pelo Grêmio, em 1985 e 1986, Renato Gaúcho foi contratado para jogar pelo Flamengo. Antes de acertar com o rubro-negro, por muito pouco Renato Gaúcho não foi contratado pelo Corinthians.

No time da Gávea, Renato Gaúcho não teve problemas de adaptação. Ele não escondia sua adoração pelas praias cariocas, o que lhe rendeu o título de "Rei do Rio". Com seus dribles e velocidade, Renato foi importante para que o Flamengo conquistasse a Copa União de 1987.

Chegou a ter uma rápida passagem pela Europa. Teve seu passe negociado para a Roma, da Itália, onde jogou por menos de dois anos (88 a 89). Sentiu falta do Rio, não conseguiu render tudo o que sabia no Velho Continente e acabou retornando ao Flamengo em 1989.

Renato chegou a ser convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo de 90. Não se destacou no time do técnico Sebastião Lazaroni eliminado pela Argentina, de Maradona e Caniggia. O ponta foi apenas reserva da seleção que tinha Careca e Muller no ataque.

Desgastado no Flamengo, trocou de ares em 1991. Acertou com o Botafogo, onde reencontrou o lateral-direito Paulo Roberto, ex-companheiro dos tempos de Grêmio. Embora tenha feito boas partidas pelo Glorioso, Renato deixou o clube marcado pela derrota na final do Brasileiro de 92, justamente para o Flamengo.

No mesmo ano, ele seguiu para o Cruzeiro. Lá, Renato Gaúcho encantou os mineiros com o bom futebol e foi peça importante nas conquistas da Supercopa da Libertadores e também do Campeonato Mineiro. Já no rival Atlético, clube que defendeu em 1994, Renato não conseguiu títulos. A passagem dele no Galo foi apagada.

Ganhou a simpatia de outra torcida carioca quando foi defender o Fluminense. A consagração aconteceu na final da Campeonato Carioca. O gol dele, de barriga, contra o Flamengo, do técnico Luxemburgo, garantiu o título ao Tricolor das Laranjeiras.

Renato ficou no Flu até 1997 e voltou mais uma vez para o Flamengo, clube pelo qual sempre teve grande simpatia. Encerrou a carreira depois de uma passagem rápida pelo Bangu, em 1999. Os joelhos de Renato já não eram os mesmos. Era o fim de carreira de um dos melhores autênticos pontas da história do futebol brasileiro.

O Treinador
Principal jogador gremista na conquista do Mundial do Japão, em 83, Renato Portaluppi, o Renato Gaúcho, tornou-se treinador. Ele iniciou a carreira no Madureira em 2000. Assumiu o Fluminense pela primeira vez em 2002. No dia 18 de julho de 2005, assinou contrato para dirigir o Vasco da Gama, o único grande carioca que não defendeu como atleta.

Em abril de 2007, assumiu o comando do Flu novamente e fez história. Conquistou o título da Copa do Brasil e, em 2008, levou o Tricolor à final da Libertadores pela primeira vez na história. Foi demitido do Tricolor das Laranjeiras durante o Brasileirão do mesmo ano, após derrota do time para o Ipatinga, no dia 10 de agosto.

Mas não ficou muito tempo desempregado. Em setembro de 2008, voltou a comandar o Vasco no lugar de Tita para livrar o time da zona do rebaixamento do Brasileirão. Contudo, no dia 7 de dezembro, o ex-atacante deixou o clube, que caiu para a Série B.

No dia 20 de julho de 2009, Renato fechou novamente com o Fluminense e iniciou a quinta passagem como treinador pelo clube carioca, onde permaneceu até 11 de agosto, após derrota para o Ipatinga-MG.

Em 13 de dezembro de 2009 foi contratado pelo Bahia. Em agosto de 2010, deixou o clube baiano para assumir Grêmio.
Conseguiu bons resultados logo que chegou ao Olímpico, levando o Tricolor à Libertadores 2011. No entanto, os fracassos no torneio continental e Campeonato Gaúcho enfraqueceram o comandante, que se desligou do clube em 30 de junho daquele ano.
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    Pelo Flamengo:

    Atuou em 210 jogos, sendo 99 vitórias, 60 empates e 51 derrotas. Marcou 64 gols.
    Fonte: Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins

    Pela Seleção Brasileira:

    Atuou em 44 jogos, sendo 22 vitórias, 13 empates e nove derrotas. Marcou cinco gols.
    Fonte: "Seleção Brasileira - 90 Anos"
    Autores: Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf

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