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Rafael Cammarota

Ex-goleiro do Coritiba, Atlético-PR e Corinthians
por Rogério Micheletti e Breno Menezes
 
Rafael Cammarota, ex-goleiro do Corinthians, da Ponte Preta, do Atlético Paranaense, do Coritiba, do São José, da Ferroviária, do Sport, do Fortaleza, do Grêmio Maringá e outros times, casado, um filho, mora em São Paulo na rua João Julião.
 
Ttrabalhou como preparador de goleiros do Guarani e em junho de 2006 tornou-se treinador do União Agrícola Barbarense (SP). "Queria ter uma oportunidade como técnico ou preparador de goleiros.

Tem muito técnico bom hoje que foi ex-goleiro, casos do Leão e do Geninho", comenta Rafael, que deixou o clube de Santa Bárbara do Oeste em 2007.
 
No mesmo ano, assumiu o União de Mogi das Cruzes. "Já é o segundo União na minha vida. Qual será o próximo", brincou. Rafael dirigiu ainda em 2007 o Atlético Catarinense e fez bom trabalho na divisão de acesso do estadual. "O time se classificou para a fase final, mas perdemos no mata-mata", lamentou. No começo de 2008, ele assinou contrato para ser o treinador do Cascavel. "Sempre tive sorte no estado do Paraná, onde joguei no Coritiba, Atlético Paranaense e Grêmio Maringá. Espero que não seja diferente agora", falou Rafael.
 
Tentou se eleger vereador pela cidade de Curitiba-PR em 2016 (pelo PMDB), mas não conseguiu. Obteve 686 votos.

Carreira vitoriosa

Nascido no dia 7 de janeiro de 1953, Rafael começou a jogar nas categorias juniores do Timão e estreou na equipe profissional em 1974. Depois de ser emprestado para a Ponte Preta (fez parte do elenco vice-campeão paulista de 77), Rafael retornou ao Corinthians em 81, quando foi reserva do baixinho César e acabou sendo negociado com o Atlético Paranaense em 82.

No Furacão, Rafael brilhou ao lado de Assis e Washington, mas mesmo assim teve seu passe vendido ao Coritiba. "Foi uma transação polêmica. Sair do Atlético para defender o rival nunca foi algo comum", lembra o ex-goleiro.

Em 85, pelo Coxa Branca, Rafael conquistou o maior título de sua carreira: o campeonato brasileiro. Após o título sobre o Bangu, no Maracanã, após disputa de penalidades, Rafael desabafou: "O Rafael é campeão brasileiro. Onde está o Corinthians da Democracia?", disse o goleiro, mostrando sua mágoa com o clube que o revelou.
 
No entanto, ele não esconde seu carinho pelo clube do Parque São Jorge. "Sempre fui amigo dos jogadores. Sempre torci pelo Corinthians. Só tinha ficado chateado por ter saído. Se não gostasse do clube, não ficaria chateado", comenta Rafael, que é um apaixonado por carros antigos.

Na sua vasta coleção de raros veículos consta uma belíssimo Maverick, ano 78, vermelho GT V8 (único dono). "Este eu não vendo por dinheiro nenhum. Comprei este carro junto com o Eduardo Amorim, que tinha um igual", fala Rafael.

Ele atuou também no Sport Recife, Fortaleza, Grêmio Maringá (PR) e em outras equipes do interior paulista, entre elas São José (SP), Ferroviária e Santo André, antes de encerrar a carreira. Confira acima no "De volta para o passado..." fotos de Rafael no Corinthians, na Ponte Preta (com Juninho e Nenê), atual e na década de 70. Veja que o ex-goleiro continua praticamente igual. Não mudou nem o corte de cabelo.

Família

Um dos tios de Rafael, Francesco Giuliano, era grande amigo de Milton Neves. Giuliano faleceu de infarto em 2007. Também é tio de Rafael o jornalista Michele Marino, que trabalhou por muitos anos na Rádio Globo. Rafael sempre teve uma grande ligação com seus tios, já que seu pai morreu muito cedo em um assalto na padaria da família.

Veja matéria publicada pelo UOL no dia 13 de setembro de 2013

EX-GOLEIRO RAFAEL REDUZ DEMOCRACIA CORINTIANA A "QUATRO TRAÍRAS"
Por Vanderlei Lima

A Democracia Corintiana não fazia sucesso entre os goleiros. Criticado várias vezes por Emerson Leão, o movimento liderado pelos atletas alvinegros na década de 1980 tem mais um opositor que vestiu a camisa 1 da equipe. Atualmente trabalhando como técnico do Primavera do Leste, da segunda divisão do futebol do Mato Grosso, Rafael Cammarota reduziu a união de atletas a quatro traíras.

"De democracia não tinha nada. Era um movimento bom para os que comandavam, mas os outros só batiam palma. A Democracia Corintiana tinha os quatro traíras: Sócrates, Wladimir e Casagrande, que era bocudo, além do Adilson Monteiro Alves", declarou o ex-goleiro ao UOL Esporte.

Nascido em 1953, Cammarota começou nas categorias de base do Corinthians e estreou entre os profissionais em 1974. Depois da derrota para o Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista daquele ano, o goleiro foi emprestado à Ponte Preta.

Na equipe de Campinas, o goleiro fez parte do elenco vice-campeão paulista de 1977. Ele ainda passou pelo Grêmio Maringá até 1981, ano em que retornou ao Corinthians. A segunda passagem de Cammarota pelo Parque São Jorge coincidiu com a formação da Democracia Corintiana.

O técnico do Corinthians na segunda passagem de Cammarota era Mário Travaglini. Ele chegou a barrar o goleiro, atitude que motivou um pedido de desculpas após dez anos.
"Ele me disse que num jogo contra o Flamengo os jogadores se reuniram e pediram para eu não jogar. Conclusão: fiquei no banco. Não esperava uma atitude assim do Wladimir, que tinha sido meu companheiro nos juniores. A Democracia Corintiana só foi boa para a imprensa e para acabar com a ditadura do Vicente Matheus, mas deu abertura demais. O Mário Travaglini perdeu o comando do time", relatou Rafael Cammarota.

A segunda passagem do goleiro pelo Corinthians foi tão efêmera quanto a primeira, acabou no fim de 1981 e gerou um recado de Cammarota ao sucessor: "Quando saí, o Leão estava chegando. Encontrei com ele e disse: `Você vai ver o que é trabalhar aqui´. Eles enrolaram para renovar o meu contrato e só me liberaram para jogar fora do Estado. Disseram que eu tinha problemas disciplinares".

Cammarota foi para o Atlético-PR, time em que conquistou três títulos do Campeonato Paranaense. Ele conseguiu mais duas taças da competição regional quando vestia a camisa do Coritiba.

No Coritiba, o goleiro ainda venceu o Campeonato Brasileiro de 1985. Depois do título, Rafael Cammarota recebeu um telegrama de Adilson Monteiro Alves, dirigente do Corinthians: "Ele me deu parabéns por conquistar a taça com um time humilde. Eu respondi que o clube não tinha nada de humilde. Era grande e tinha eliminado eles num Morumbi com 80 mil torcedores".

A resposta ao dirigente corintiano não foi o único desabafo do goleiro após o título nacional conquistado com vitória nos pênaltis sobre o Bangu no Maracanã. "Eu disse que a Democracia Corintiana tinha implodido e que o Rafael tinha vencido", recordou o goleiro.

No entanto, Cammarota diz que não tem mágoa da Democracia Corintiana: "O zagueiro Gomes, que tinha feito parte do movimento, foi contratado pelo Coritiba. Eu podia ter atrapalhado a negociação, mas o recebi bem. Fomos campeões juntos".

O que o ex-goleiro guarda é o amor pelo clube que o revelou. "Sempre fui corintiano e nunca gostei de jogar contra. Não me sentia bem. Hoje a maioria lembra do Rafael do Corinthians e depois do Rafael do Coritiba. O Marcos, em um programa de TV, disse que só há dois santos no futebol brasileiro: São Marcos e São Rafael", contou Cammarota.
Aos 60 anos, Cammarota diz ter "corpo de 35 e mentalidade de 40". Ele conserva cabelo e bigode iguais aos que usava quando era atleta. A grande mudança nesse aspecto foi a aparição de uma série de fios grisalhos.

Cammarota também conserva o jeito assertivo. Quando era atleta, isso rendeu a ele o apelido de "maluco". "Eu não era polêmico, mas rebatia o que falavam. Quem faz isso hoje é o Rogério Ceni, que fala o que pensa. Eu era assim", encerrou o ex-goleiro.
 
Em 25 de outubro de 2014, durante o programa "Gol, o Grande Momento do Futebol", da Band, Milton Neves mostrou dois livros, um deles "Rafael Cammarota - a História de um Campeão", escrito por Gilson de Paula.
 
Veja o vídeo:

No dia 15 de janeiro de 2016, Rafael Cammarota participou do "Domingo Esportivo". Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Homenagem ao time Campeão Brasileiro de 1985:

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    Pelo Corinthians:

    De 1974 a 1982, Rafael disputou 31 partidas com a camisa corintiana. Foram 10 vitórias, 15 empates e 6 derrotas, números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte. Ele sofreu 30 gols

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