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Pepe

Ex-ponta esquerda do Santos
Segundo artilheiro da história do Santos, José Macia, o Pepe, hoje é técnico de futebol. Pepe já foi treinador do Santos, da Internacional de Limeira (campeã paulista de 1986), do São Paulo (campeão brasileiro de 1986), do Guarani, da Portuguesa, da Ponte Preta (também foi coordenador técnico da Macaca), da Portuguesa Santista (surpresa do Campeonato Paulista 2003) e de outras equipes.

Natural de Santos, litoral paulista, Pepe nasceu no dia 25 de fevereiro de 1935.

Em sua passagem pelo banco de reservas do São Paulo dirigiu o time em 45 oportunidades, obetendo a marca de 22 vitórias, 16 empates e sete derrotas, segundo números do "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa. Pelo Tricolor, ele foi campeão brasileiro de 1986. Aliás, aquele ano foi especial para o técnico Pepe. Antes, no Paulistão, ele comandou a surpreendente Internacional que garantiu o título. Na final, a equipe do interior paulista bateu o Palmerias, do técnico Carbone.

Em 87, Pepe foi demitido depois da eliminação precoce do Tricolor da Libertadores. O time do Morumbi ficou atrás de Colo Colo, Guarani e Cobreloa.

Como jogador, o "Canhão da Vila" tem um currículo invejável. Foram nove títulos paulistas (1955/56/58/60/61/62/64/65 e 67), cinco Taças Brasil (1961/62/63/64 e 65), quatro torneios Rio - São Paulo, duas Libertadores da América (1962 - contra o Peñarol - e 1963 - contra o Boca Juniors) e dois Mundiais Interclubes (em 1962 - contra o Benfica - e 1963 - contra o Milan). Todos com a camisa do Santos FC.
 
Ainda sobre Pepe, mas em sua passagem pelo futebol de várzea de Santos-SP, veja texto-relato de Carlos Pietro, o Gigi, historiador e dono de site sobre a memória do futebol santista amador.

“Para mim, além de prazeroso, é uma grande honra falar sobre o meu amigo Pepe, já que é meu ídolo desde pequeno.

Lembro-me muito bem quando o defendia até debaixo d’água, de seus críticos que diziam que ele era pipoqueiro. E eu sempre retrucava: “Mas, como? Se ele faz trocentos gols e ainda serve a todos...”.
Tivemos que engolir a seco a rivalidade com Zagalo, devido àquela altura (reputo como um ato de covardia) ter surgido a figura do treinador retranqueiro. Portanto, a preocupação de não perder a partida, em hipótese alguma, já fustigava os treinadores. Foi a partir daí que morreu o esquema tático 4-2-4 e, conseqüentemente, com a figura do melhor ponta que o Brasil já teve.
Mas, vou me reportar sobre sua vida quando amador pelos campos vicentinos, já que o meu amigo Milton Neves já reproduziu sua vida como profissional.
Seu pai, mais conhecido por Espanhol, era contra sua carreira de jogador de futebol, já que naquela época a profissão era considerada como reduto de malandros. Mesmo assim, Pepe não desistiu e conseguiu provar que tinha habilidade (e muita) com a bola.

Iniciou jogando no infantil do Mota Lima F.C., na cidade de São Vicente. Depois se transferiu para o juvenil do Comercial F.C., e posteriormente para o Clube Recreativo Continental, onde encerrou sua fase amadora.

Pepe me contou um fato curioso: que o time do Continental surgiu da fusão do Comercial e do Vila Melo, que viviam se engalfinhando pelo campos. Como a situação financeira dos clubes era muito crítica, aproveitaram o uniforme vermelho e branco do Comercial, que tinha apenas a letra “C” gravada, e fundaram o Clube Recreativo Continental. Independente disso, O C.R. Continental fez uma história bonita no futebol vicentino, sendo campeão por diversas vezes, além de contar com feitos brilhantes em algumas disputas.

Certa vez, conta Pepe, jogava uma partida no amador do Santos F.C., na Vila Belmiro, e assim que terminou o jogo pegou o bonde 17 até o terminal no centro da cidade, e baldeou num ônibus para São Vicente para jogar pelo Continental. Como era diferenciado por seu potencial, Pepe jogava com a camisa 9 e quase sempre resolvia as partidas. Para ter uma idéia, certa vez, jogavam contra o Santa Maria e perdiam pelo placar de 3x0, quando ele chegou e entrou para marcar três gols e empatar a partida. Em outra oportunidade, jogando amistosamente contra o Alemoa, que havia sido o campeão varzeano daquele ano, venceram por 6x1 fazendo nada menos do que quatro gols. Mas, o maior feito, segundo Pepe, foi no campo do Bonsucesso quando derrotaram a seleção de São Vicente pelo placar de 6x2.

O Continental, ainda com sua sede na Avenida Motta Lima, mantém viva sua chama pela vontade de seu eterno presidente, Reinaldo Machado.

Para encerrar, quero dividir com vocês a minha alegria por contar com a participação do meu amigo Pepe como colunista do site, contando seus vários “causos” do futebol.”
 
ABAIXO, PARTICIPAÇÃO DE PEPE, ZITO, PAGÃO, O TREINADOR LULA E WALDEMAR DE VRITO (DESCOBRIDOR DE PELÉ) NO FILME "O REI PELÉ", DE 1962. PELÉ FOI INTERPRETADO POR UM ATOR

Abaixo, veja vídeo espetacular de 1960, um dia antes de Palmeiras 2 x 1 Santos, pela decisão do Super Paulistão de 1959:

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    Pelo Santos:

    Pepe atuou em 750 partidas e marcou 405 gols.

    Títulos pelo Santos: Foram nove títulos paulistas (1955/56/58/60/61/62/64/65 e 67), cinco Taças Brasil (1961/62/63/64 e 65), quatro torneios Rio - São Paulo, duas Libertadores da América (1962 - contra o Peñarol - e 1963 - contra o Boca Juniors) e dois Mundiais Interclubes (em 1962 - contra o Benfica - e 1963 - contra o Milan).

    Pela Seleção Brasileira:

    O craque atuou em 40 partidas, sendo 29 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. Marcou 22 gols.

    Títulos pela Seleção Brasileira:

    Taça do Atlântico (1956 e 1960); Copa Roca (1957 e 1963); Copa do Mundo (1958 e 1962); Taça Bernardo O´Higgins (1961) e Taça Oswaldo Cruz (1961 e 1962).

    Fonte:Seleção Brasileira - 90 Anos - 1914 - 2004
    Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf
    Editora MAUAD.

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