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Paulo César Carpegiani

Ex-meia e técnico

por Rogégio Micheletti

Ele ajudou a formar o meio de campo de duas poderosas equipes nos anos 70. Primeiro, no Inter, jogou ao lado de Falcão. Depois, no Flamengo, foi o líder de uma equipe que tinha Zico como camisa 10. Paulo César Carpegiani, o Carpegiani, hoje é técnico de futebol e dono do time RS, do Rio Grande do Sul, que revelou o zagueiro Naldo (ex-Juventude e que foi para o Werder Bremen, da Alemanha). Ele tem residência fixa em Porto Alegre (RS).

No dia 5 de agosto de 2016, Carpegiani foi anunciado como técnico do Coritiba, terminou o ano bem, mas foi demitido no dia 27 de fevereiro do ano seguinte, após o Coxa ser eliminado da Copa do Brasil pelo modesto Asa.

Em 4 de outubro de 2017 foi anunciado como novo treinador do Bahia, que havia demitido Preto Casagrande no dia anterior.

Natural de Erechim (RS), onde nasceu no dia 7 de fevereiro de 1949, Carpegiani começou a carreira de jogador nas categorias de base do Sport Club Internacional. Pelo Colorado, o meio-campista, que no começo era meia e depois foi recuado para volante, colecionou vários títulos. Os principais foram o heptacampeonato gaúcho (de 70 até 76) e o Brasileirão de 1975.

O bom momento no Internacional rendeu ao jogador chances na seleção brasileira. Em 1974, como volante, defendeu a equipe comandada por Zagallo na Copa do Mundo da Alemanha. O Brasil foi eliminado pela Holanda na fase semifinal. Pela seleção brasileira, o meio-campista atuou em 17 partidas entre os anos de 1974 e 1979.

Carpegiani deixou o Inter em 1976 para defender o Flamengo, um time bem diferente do Colorado. O rubro-negro ainda estava em formação e começava a brilhar na Gávea o então garoto Zico.

No time que tinha o Galinho, Adílio, Tita e Nunes, Carpegiani era uma espécie de líder. Sua experiência foi importante para que o Fla conquistasse seu primeiro título brasileiro, em 1980.

O curioso é que Carpegiani encerrou a carreira de jogador e já foi efetivado como técnico flamenguista no ano seguinte. E foi em 1981 que o Fla levantou outros importantes canecos: a Libertadores, o Mundial Interclubes e o Carioca.

Na final do Torneio Sul-americano, o Flamengo enfrentou o Cobreloa. Foram três partidas contra a equipe chilena. O último confronto aconteceu em campo neutro, no estádio Centenário (Montevidéu), já que o Flamengo vencera no Maracanã e o Cobreloa levou a melhor em Santiago.

Irritado com a maldade de Mário Soto, um marcador algoz de Zico, Carpegiani substituiu Nunes por Anselmo, no segundo tempo da partida no tradicional estádio uruguaio. E a recomendação para Anselmo foi curta e grossa: acertar um soco em Soto. O atacante suplente atendeu ao pedido do treinador e acabou expulso. O Flamengo já vencia o jogo por 2 a 0, placar final.
 
Depois do Flamengo, clube no qual também foi campeão brasileiro em 1982, Carpegiani comandou o Internacional, clube que o revelou, o Coritiba, o Bangu, o Náutico (foi campeão pernambucano), o Palmeiras, o Barcelona de Guaiaquil (Equador), o Cerro Porteño (Paraguai), o Al Nasser (Arábia Saudita), a seleção paraguaia, o São Paulo, novamente o Flamengo, o Cruzeiro e a seleção do Kwait.

A passagem pelo Paraguai valorizou Carpegiani como treinador. Ele comandou a seleção paraguaia que fez ótima campanha no Mundial da França de 1998. O destaque do time comandado por Carpegiani era o forte sistema defensivo, que tinha: Chilavert; Arce, Gamarra, Ayala e Enciso. O Paraguai foi eliminado da Copa pelos donos da casa, que venceram a partida na morte súbita com gol de Blanc.

No São Paulo, em 1999, Carpegiani chegou a "confundir" alguns atletas com o seu esquema de jogo, que para alguns era moderno e para outros era estranho. Alguns jogadores não compreendiam exatamente a intenção tática de Carpegiani. Carpegiani não durou muito tempo no Tricolor. Foi embora no mesmo ano em que chegou. Comandou a equipe são-paulina em 67 partidas (40 vitórias, 9 empates e 18 derrotas), segundo mostra o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

Em 2007, ele foi contratado para dirigir o Corinthians. O site www.miltonneves.com.br e blog do Milton Neves deram em primeira mão esta notícia. Carpegiani, ao lado de Cláudio Duarte (auxiliar técnico e ex-companheiro de Internacional nos anos 70) assumiu o time corintiano no dia 16 de abril de 2007. Na apresentação ao novo time, uma saia justa. O então presidente Alberto Dualib, que seria afastado do cargo, o chamou de "Cartejiano".

Ele foi demitido do cargo em 25 de agosto do mesmo ano depois da derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro em pleno Pacaembu. Foi apenas o 23º jogo do técnico à frente do time paulista. Muitos apontam a saída de Carpegiani como um dos principais motivos que levaram o alvinegro ao rebaixamento à Segunda Divisão, consumado em dezembro.

Em 2009, o ex-meia assumiu o comando do Vitória-BA. Depois de fazer uma boa campanha no time baiano, no dia 31 de maio de 2010, Carpegiani assumiu o Atlético Paranaense, após a demissão de Leandro Niehues, onde permaneceu até 3 de outubro de 2010.

Ele pediu demissão do clube paranaense, deixando-o na quinta colocação do Campeonato Brasileiro para assumir o São Paulo pela segunda vez, após a passagem que teve em 1999. No Tricolor, Carpegiani não começou bem e foi eliminado no Paulistão e na Copa do Brasil.

As duas quedas resultaram em diversos boatos sobre a saída do treinador, mas após resolver os problemas no elenco, Paulo César se manteve no cargo.

Após um começo esfuziante sob o comando do Gaúcho de Erechim no Campeonato Brasileiro conquistando cinco vitórias, o Tricolor Paulista sofreu três derrotas consecutivas (Corinthians (5 x 0), Botafogo (2 x 0) e Flamengo (1 x 0) e segundo o Site Oficial do clube após uma decisão em consenso com a diretoria Carpegiani deixou a direção técnica em 7 de julho 2011.

Depois de não chegar a um acordo com o Vitória por conta de problemas pessoais, pouco após a saída de Toninho Cerezo, Carpegiani enfim foi apresentado como novo treinador do clube rubro-negro, no dia 16 de maio de 2012. O treinador chegava para a sua segunda passagem pela Vitória, clube que já havia comandado em 2009, quando levou o time ao título do Campeonato Baiano e alcançou as quartas de final da Copa do Brasil.

Em 21 de outubro de 2012, Carpegiani foi demitido do Vitória, após queda de rendimento da equipe baiana na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.
 
Em 16 de junho de 2013, Carpegiani aceitou o desafio de comandar a Ponte Preta na Série A, do Campeonato Brasileiro, após dois meses e oito dias,  em virtude de uma derrota para o Cruzeiro e um problema de saúde, o gaúcho de Erechim pediu demissão. Em 2014 treinou a equipe do El-Arabi, do Qatar.
 
Números como jogador rubro-negro

Pelo time da Gávea, Carpegiani atuou como jogador em 221 vezes (133 vitórias, 57 empates e 31 derrotas) e marcou 12 gols (fonte: Almanaque do Flamengo - Clóvis Martins e Roberto Assaf).

Números como técnico do Fla e Palmeiras

Como treinador do Flamengo, em sua primeira passagem, Carpegiani dirigiu o time rubro-negro em 116 jogos (70 vitórias, 26 empates e 20 derrotas). Na segunda passagem foram 21 partidas (12 vitórias, 5 empates e 4 derrotas), segundo mostra o "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins. Em 1991, o treinador teve uma passagem meteórica pelo Palmeiras. Paulo César Carpegiani comandou o time alviverde em apenas 12 jogos (3 vitórias, 6 empates e 3 derrotas), como consta no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.
 
ABAIXO, ENTREVISTA DE PAULO CÉSAR CARPEGIANI A MARCOS JÚNIOR MICHELETTI, DO PORTAL TERCEIRO TEMPO, SOBRE OS 40 ANOS DO PRIMEIRO TÍTULO BRASILEIRO DO INTERNACIONAL. MATÉRIA VEICULADA NO SITE EM 14 DE DEZEMBRO DE 2015: 

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    Pelo Flamengo:

    Pelo time da Gávea, Carpegiani atuou como jogador em 221 vezes (133 vitórias, 57 empates e 31 derrotas) e marcou 12 gols (fonte: Almanaque do Flamengo - Clóvis Martins e Roberto Assaf).

    Pelo São Paulo
    (como treinador):

    No São Paulo, em 1999, Carpegiani chegou a "confundir" alguns atletas com o seu esquema de jogo, que para alguns era moderno e para outros era estranho. Alguns jogadores não compreendiam exatamente a intenção tática de Carpegiani. Carpegiani não durou muito tempo no Tricolor. Foi embora no mesmo ano em que chegou. Comandou a equipe são-paulina em 67 partidas (40 vitórias, 9 empates e 18 derrotas), segundo mostra o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

    Contando também sua primeira passagem no clube - em 1999 -, Carpegiani soma 114 jogos, com 70 vitórias, 13 empates e 31 derrotas, aproveitamento de 65%.

    Na segunda passagem, Carpegiani comandou a equipe em 46 jogos. Foram 29 vitórias, quatro empates e 13 derrotas, aproveitamento de 66% dos pontos.

    Números como técnico do Fla e Palmeiras

    Como treinador do Flamengo, em sua primeira passagem, Carpegiani dirigiu o time rubro-negro em 116 jogos (70 vitórias, 26 empates e 20 derrotas). Na segunda passagem foram 21 partidas (12 vitórias, 5 empates e 4 derrotas), segundo mostra o "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins. Em 1991, o treinador teve uma passagem meteórica pelo Palmeiras. Paulo César Carpegiani comandou o time alviverde em apenas 12 jogos (3 vitórias, 6 empates e 3 derrotas), como consta no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

    ABAIXO, ENTREVISTA DE PAULO CÉSAR CARPEGIANI A MARCOS JÚNIOR MICHELETTI, DO PORTAL TERCEIRO TEMPO, SOBRE OS 40 ANOS DO PRIMEIRO TÍTULO BRASILEIRO DO INTERNACIONAL. MATÉRIA VEICULADA NO SITE EM 14 DE DEZEMBRO DE 2015:

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