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Nigel Mansell

Ex-piloto de Fórmula 1 e Fórmula Indy
por Marcos Júnior
 
Nigel Ernest James Mansell, o Nigel Mansell, ou ainda o "Leão Nigel Mansell", foi um dos pilotos com passagem das mais marcantes pela Fórmula 1, conquistando o campeonato de 1992 e também na Indy, campeão em 1993, ano de sua estreia na categoria norte-americana.

Nascido em 08 de agosto de 1953 no condado de  Worcestershire, Inglaterra, Mansell começou no automobilismo na Fórmula Ford britânica, categoria pela qual atuou entre 1976 e 1977, neste último sagrando-se campeão.

Passou para a Fórmula 3 em 1978, e mesmo em uma equipe com pequena estrutura obteve bons resultados, que o levou para uma equipe melhor no ano seguinte, obtendo sua primeira vitória.

As atuações de Mansell não passaram despercebidas por Colin Chapman, que o contrata como piloto de testes da Lotus para 1980.

Com bons resultados em treinos, Mansell ganha sua chance para estrear na Fórmula 1, no Grande Prêmio da Áustria e depois nos GPs da Holanda e Itália, sem pontuar em nenhuma delas. Aliás, no GP da Itália, Mansell sequer se classificou para a largada.

Mas no ano seguinte, em 1981, tendo como companheiro o italiano Elio de Angelis (já falecido) na Lotus-Ford, Mansell conquistou seu primeiro pódio (terceiro lugar), no Grande Prêmio da Bélgica, disputado no circuito de Zolder.

Em 1982 também subiu ao pódio uma única vez (terceiro lugar), no Grande Prêmio do Brasil, disputado em Jacarepaguá, também com Lotus-Ford.

Com o motor Renault na Lotus, outro pódio para o inglês, no GP da Europa (em Brands Hatch, na Inglaterra)

Obteve dois pódios em 1984, dois terceiros lugares novamente, desta vez no GP da França, em Dijon-Prenois e Holanda, em Zandvoort.

Foi contratado pela Williams para a temporada de 1985. Na ocasião a equipe de Grove contava com os motores Honda V-6 turbro e finalmente obteve sua tão sonhada vitória, na verdade duas, de forma consecutiva: os GPs da Europa (Brands Hatch) e África do Sul (Kyalami), fechando a temporada na sexta colocação.

Permaneceu na Williams até 1988, tendo obtido, além dessas duas vitórias, outras 11, sendo que em 1986 após uma acirrada disputa com o companheiro de equipe Nelson Piquet, acabou vendo o francês Alain Prost faturar o título, com a McLaren-Porsche. Terminou o ano com o vice-campeonato, mesma posição que obteve em 1987, exatamente atrás de Nelson Piquet.

O ano de 1988 foi dos piores para Mansell, uma vez que a Williams não contou mais com os fortes motores Renault, sendo impusionada pelos fracos propulsores V-8 fabricados pela Judd.

Disputou as temporadas seguintes, 1989 e 1990 pela Ferrari. Estreou com vitória no GP do Brasil de 1989, com o inovador câmbio colocado no volante, desenvolvido pelo brasileiro Roberto Pupo Moreno, então piloto de testes da equipe de Maranello. Venceu outra prova naquele ano (GP da Hungria, em Hungaroring) e no ano seguinte o GP de Portugal, no traçado do Estoril.
 
Retornou à Williams em 1991, ano em que obteve cinco vitórias e ficou com o vice-campeonato.
 
A penúltima prova da temporada foi eletrizante. Berger (companheiro de Senna na McLaren) havia disparado na ponta, enquanto o brasileiro vinha em segundo, com Mansell colado, em terceiro. Na décima volta, após aproximar-se de Senna, Mansell acabou rodando e Senna sagrou-se campeão naquela prova.
 
A Williams voltava a contar com os motores Renault e tinha um chassi extremamente bem construído, que acabou levando-o finalmente ao tão sonhado título no ano seguinte, em 1992, quando venceu as cinco primeiras provas da temporada e outras quatro, totalizando impressionantes 9 triunfos das 16 provas disputadas.
 
Anunciou sua aposentadoria e foi substituído por Alain Prost na Williams em 1993. O francês foi o campeão da temporada com a praticamente imbatível Williams FW-15C.
 
Mas quem pensava que Mansell conseguiria ficar longe das pistas se enganou.
 
O inglês aceitou o desafio proposto por Paul Newman, sócio da equipe Newman-Haas na Fórmula Indy para as temporadas de 1993 e 1994.
 
E, logo em sua prova de estreia, com um Lola-Ford, venceu o GP da Áustrália no circuito urbano de Surfers Paradise. E esta prova não foi um resultado isolado. Mansell venceu outras quatro corridas e sagrou-se campeão da temporada, feito que não conseguiu repetir na temporada seguinte, quando terminou o ano em oitavo lugar.
 
Retornou à Fórmula 1 em 1994, pela mesma Williams-Renault, que perdera seu piloto número 1, Ayrton Senna, morto durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. Participou de três quatro provas, substituindo David Couthard e acabou vencendo a última etapa do ano, o Grande Prêmio da Austrália, em Adelaide.
 
Animado com o triunfo, aceitou o convite da McLaren para a temporada de 1995, mas teve vários problemas para se adaptar, o mais grave deles o cockpit pequeno do modelo MP4/10. Acabou participando de apenas três provas, sem pontuar em nenhuma delas.
 
Em 1997, Mansell ainda esboçou participar de mais uma temporada na Fórmula 1, desta vez pela equipe Jordan, que havia perdido seu principal piloto para a novata Stewart-Ford, o brasileiro Rubens Barrichello.
Eddie Jordan já havia acertado contrato com o novato Ralph Schumacher, irmão de Michael Schumacher para guiar um dos carros da Jordan-Peugeot, mas queria contar com um piloto mais experiente e que pudesse trazer os holofotes para seus boxes.
 
Mansell testou o carro da Jordan durante testes no final de 1996, em Barcelona, mas seu desempenho foi abaixo das expectativas, fazendo com que Eddie Jordan desistisse do veterano, que já contava com 46 anos e optasse por outro jovem piloto, o italiano Giancarlo Fisichella.
 
Em 1998 disputou o campeonato de turismo na Inglaterra, fechando a temporada em um discreto 18º lugar, com sete pontos.
 
Depois, voltou a pilotar monopostos na GP Master, em 2005, categoria que contava com pilotos veteranos, dentre eles Emerson Fittipaldi, Mário Andretti, Derek Warwick, Patrick Tambay e René Arnoux, entre outros. Disputou três provas e venceu duas.
 
Casado com  Rosanne, o campeão da Fórmula 1 e da Indy  mora em Jersey, na Inglaterra. O casal tem três filhos: uma mulher (Chloe) e dois homens, ambos pilotos, Leo e Greg.
 
Também participou das 24 Horas de Le Mans em 2009 e 2010, pilotando carros Ginetta Zytek.
 
Em 2010 e 2011 foi comissário do Grande Prêmio da Inglaterra, a convite da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Em janeiro de 2013 Nigel Mansell participou de uma campanha publicitária com seu antigo rival de Fórmula 1, Nelson Piquet.
 
A peça publicitária, divulgada exclusivamente pela internet, mostrou um desafio dos dois, cada um a bordo de um modelo Ford Fusion no circuito Velopark, no Rio Grande do Sul.
 
Abaixo, o episódio final:

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    Na Fórmula 1:

    Um título mundial, em 1992, com Williams-Renault.
    Em 187 provas disputadas,obteve 31 vitórias, 32 poles e 30 voltas mais rápidas.
    Subiu ao pódio em 59 oportunidades e marcou 480 pontos.

    Na Fórmula Indy:


    Conquistou o título de 1993, com a Lola-Ford da equipe Newman-Haas.
    Em 32 provas disputadas obteve 5 vitórias.

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