Maurício Azêdo

Ex-presidente da ABI
por Diogo Miloni
Oscar Maurício de Lima Azêdo, ou apenas Maurício Azêdo, foi um dos mais influentes jornalistas da mídia nacional. Em 25 de outubro de 2013, morreu vítima de insuficiência cardíaca no Hospital Samaritano do Rio de Janeiro.
Natural da capital fluminense, Maurício nasceu em 1934 e formou-se em direito no ano de 1958. Começou no jornalismo pelo "Jornal do Commercio?. Passou pelas redações de grandes veículos como "Diário Carioca?, "Jornal do Brasil?, "Última Hora?, "Manchete? e "Folha de S.Paulo?.
Comunista declarado, participou de diversas publicações contra a ditadura, como "Opinião? e "Movimento?. Chegou a ser preso e torturado em 1976. Em 1983, foi eleito vereador pelo PDT, se reelegendo em 1989 e 1993.
Em 2004, foi escolhido presidente da ABI, Associação Brasileira de Imprensa, órgão que liderou até sua morte.
Maurício Azêdo era casado com Marilka Costa Lannes, com quem teve uma filha. O jornalista deixou outros dois filhos do casamento anterior.
Ainda sobre a morte de Maurício Azêdo, a Folha de S.Paulo publicou no dia 26 de outubro de 2013 a seguinte nota:
"Jornalista Maurício Azêdo, presidente da ABI, morre no Rio aos 79 anos
Internado desde o último dia 9 no Hospital Samaritano do Rio, com um quadro de insuficiência cardíaca, o jornalista Maurício Azêdo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa, morreu às 18h desta sexta-feira (25), vítima de uma parada cardíaca, aos 79 anos.
Carioca nascido no bairro de Laranjeiras (zona sul), em 27 de setembro de 1934, Oscar Maurício de Lima Azêdo se diplomou em direito em 1960. Dois anos antes, havia começado a trabalhar profissionalmente como jornalista, no "Jornal do Commercio".
Exerceu diversas funções --repórter, redator, cronista, editor-- ao longo de sua carreira, passando por publicações como "Diário Carioca", "Jornal do Brasil", "Última Hora", "Manchete" e a Folha.
Militante comunista, foi filiado ao extinto PCB e colaborou em jornais alternativos de resistência à ditadura, como "Opinião" e "Movimento". Foi preso e torturado pelos militares em 1976. Posteriormente, filou-se ao PDT e foi eleito vereador três vezes (1983, 1989 e 1993).
 Tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas do Município em 1999, sendo aposentado compulsoriamente em 2004, por limite de idade. Neste mesmo ano, foi eleito pela primeira vez para a presidência da ABI, e esteve à frente da associação desde então.
Sua terceira e mais recente reeleição, em abril passado, foi marcada por uma polêmica: a chapa do candidato da oposição, Domingos Meireles, teve a candidatura impugnada e questionou a eleição na Justiça.
O jornalista era casado com Marilka Costa Lannes, com quem teve uma filha; tinha ainda dois outros filhos de um casamento anterior. Seu corpo será velado a partir das 8h de sábado, no Memorial do Carmo, no Caju (zona portuária do Rio). O enterro está marcado para às 16h, no cemitério São Francisco Xavier, também no Caju.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, emitiu uma nota de pesar e decretou luto de três dias no Estado. "Maurício Azedo foi um grande brasileiro. Jornalista militante que sempre se dedicou às causas da democracia e das liberdades. Homem público exemplar e sempre dedicado às causas do Rio de Janeiro e do Brasil. Liderou a ABI nos últimos anos com o entusiasmo e o espírito de Barbosa Lima Sobrinho. Amigo fraterno e querido", disse Cabral. "

Foto: UOL
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