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Mário Sérgio

Ex-Inter, São Paulo e Grêmio
por Rogério Micheletti

Mário Sérgio Pontes de Paiva, o Mário Sérgio, meia-atacante do Flamengo, em 1970, Vitória, de 1971 a 1975, Fluminense, de 1975 a 1976, Botafogo, de 1976 a 1979, Rosário Central, em 1979, Internacional, de 1979 a 1981 e 1984, São Paulo, de 1981 a 1982, Ponte Preta, de 1982 a 1983, do Grêmio, de 1983 a 1984, do Palmeiras, de 1984 a 1985, do Botafogo (SP), em 1986, Bellinzona (Suíça), em 1986, e Bahia, em 1987, tornou-se treinador e comentarista de futebol após pendurar as chuteiras.
 
Mário Sérgio, nascido em 7 de setembro de 1950, morreu aos 66 anos, no dia 29 de novembroo de 2016, no trágico acidente envolvendo o avião da Chapecoense, na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. Ele integrava a equipe da Fox Sports que faria a cobertura da final da Copa Sul-Americana daquele ano, entre a equipe catarinense e o Atlético Nacional.

Foi campeão brasileiro na conquista invicta do Internacional em 1979, jogando ao lado de Falcão, Batista e Jair, entre outros.

Como técnico, Mário Sérgio dirigiu o Vitória (BA), o Corinthians, por duas vezes, o São Paulo , o Atlético Paranaense, o São Caetano, o Atlético (MG), o Figueirense, a Portuguesa  foi diretor de Futebol do Grêmio (RS), onde como jogador foi campeão do mundo.

Em fevereiro de 2007, assumiu o comando técnico do Figueirense. No final do mesmo ano, ele chegou a substituir Cuca, no Botafogo, mas ficou apenas três jogos no comando do Glorioso. Em agosto de 2008, foi contratado para dirigir o Atlético Paranaense em meio ao Campeonato Brasileiro, mas durou exatamente um mês no cargo. Depois de quatro derrotas em cinco jogos no Brasileirão, foi demitido. Na mesma competição teve outra experiência negativa, desta vez no Figueirense, do qual foi demitido após derrota para o São Paulo.

No início de 2009, ele substituiu Estevam Soares no comando da Portuguesa. Mário foi demitido do comando da Lusa no dia 5 de março de 2009, depois da eliminação da Copa do Brasil para o Icasa, e em 5 de outubro assumiu o comando do Internacional, no lugar de Tite, ficando até o final do Brasileirão, conquistando o vice-campeonato.

Ele não permaneceu para 2010; o uruguaio Jorge Fossati entrou em seu lugar. Em agosto de 2010, Mário Sérgio assumiu o comando do Ceará, após a demissão de Estevam Soares.

Desde quando se desligou do São Caetano, em 2003, tinha dado um tempo na carreira de treinador e passou alguns anos descansando em sua chácara na cidade de São Roque (SP). Nesse período, Mário Sérgio apenas dava palestras, comentava alguns jogos e participava de programas esportivos como convidado.

Como treinador corintiano, em 1993, quase levou o Timão para a final do Brasileiro. Naquele mesmo ano, ele revelou o volante Zé Elias, que tinha apenas 16 anos. No comando do Corinthians, em duas passagens (outra foi em 1995), Mário Sérgio dirigiu a equipe em 31 partidas (16 vitórias, 13 empates e duas derrotas). No comando do São Paulo, em 1998, dirigiu a equipe somente em 10 jogos (três vitórias, um empate e seis derrotas).
 
Em agosto de 2012, foi contratado pela emissora Fox Sports, que chegava naquele ano ao país, para comentar as competições sul-americanas e européias.
 
Em 7 de julho de 2014, durante a cobertura da Copa do Mundo do Brasil, passou mal e foi internado em um hospital de Belo Horizonte com problemas cardíacos (crise de angina).

Fonte de consulta dos números:

Almanaque do Flamengo - Roberto Assaf e Clóvis Martins / Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte / Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa / Almanaque do Palmeiras - Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti / Seleção Brasileira 90 anos - Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

ABAIXO,  DEPOIMENTO DE TATÁ MUNIZ SOBRE MÁRIO SÉRGIO NO "DOMINGO ESPORTIVO DA RÁDIO BANDEIRANTES" EM 04/12/2016

Abaixo, matéria publicada pelo Portal UOL no dia 7 de setembro de 2017, quando Mário Sérgio completaria 67 anos. A repórter Lara Mota entrevistou Mara Paiva, viúva do ex-jogador:

No aniversário de Mario Sergio, viúva relembra despedida e luta por justiça

Lara Mota
Colaboração para o UOL

Nove meses se passaram desde a tragédia envolvendo o avião da Chapecoense mas, para as famílias das vítimas, a lembrança e a saudade continuam muito presentes. Para os filhos e a viúva do comentarista Mario Sergio Pontes de Paiva, o dia 7 de setembro é ainda mais marcante. Nesse feriado, o ex-jogador da seleção brasileira completaria 67 anos.

Carioca, Mario começou a carreira no Flamengo e depois defendeu Fluminense, Botafogo, Internacional, São Paulo, Grêmio (onde foi campeão do mundo) e Palmeiras. Chegou à seleção em 1981 e vestiu a camisa do Brasil até 1985. Depois veio a carreira de treinador, polêmica mas, acima de tudo, com passagens importantes em vários grandes clubes do país, como Corinthians e São Paulo, por exemplo. Quando estreou como comentarista esportivo, veio outra grande mudança: conheceu a segunda esposa, Mara.

Executiva, bem-sucedida, 16 anos mais jovem. Um casal que parecia improvável, mas que ficou junto por 26 anos. Os dois têm um filho, Felipe, hoje com 20 anos, e tinham uma relação de cumplicidade e parceria. Mas tudo mudou na madrugada daquele 29 de novembro de 2016. Foi Mara quem levou Mario ao aeroporto. Ela ainda se emociona ao lembrar.

"Nós chegamos e nos comunicaram que a ANAC não tinha aprovado a saída do voo da Lamia e que eles teriam que aguardar uma solução. Eu perguntei: você quer que eu fique com você? Ele disse que não era preciso porque já estava com outros colegas de trabalho. Eu ainda olhei para um deles e disse: `cuida bem do meu amor!´", disse Mara Paiva.

Sofrimento no início e luta pelas famílias das vítimas

Depois da tragédia, Mara reuniu forças para criar em parceria com Fabienne Belle (viúva do fisiologista Cezinha) a AFAV-C, Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense. Os últimos meses foram de muito trabalho.

"Legalmente a associação existe há um mês e meio, mas a ideia foi gestada por pelo menos três meses", afirmou. "Nos dois primeiros meses nós ainda não tínhamos noção da brecha que tinha sido aberta nas nossas vidas por causa do acidente. A minha maior indignação era não perceber que o valor pessoal e profissional do meu marido tinha sido reconhecido. E eu comecei a projetar isso para as outras famílias".

Hoje a AFAV-C tem quase 60 membros associados e Mara, muitas vezes, enxuga o choro para consolar outras vítimas que a procuram por causa da associação. "Na medida que você acolhe o outro, você também é acolhido. Principalmente em um momento de dor", diz.

Ao longo de toda essa luta, a figura de Mario Sergio sempre esteve muito presente. Até hoje a viúva recebe muito carinho de amigos e fãs do ex-jogador.

Mais do que isso, o temperamento forte de Mario muitas vezes se mescla ao de Mara, que busca forças nas memórias do marido para encarar as adversidades. "Muitas vezes eu percebo que esse processo, embora dolorido e muito penoso, fez com que eu amadurecesse. Hoje eu tenho outro crivo. E acho que hoje ele - o Mario - é mais ainda uma referência para mim. Já era, agora é ainda mais".

Último recado de amor

No ano passado, poucas semanas antes do trágico acidente, Mario deu a última entrevista da vida dele ao UOL Esporte e nela fez uma declaração de amor à Mara. "Foi o último recado que ele deixou para mim. Parecia que ele estava prevendo", diz ela.

"Éramos uma dupla. Parceria total. As pessoas não conseguiam me ver sem ele e nem a ele sem mim. Ainda estou tendo que aprender a lidar".

A presença de Mario é tão forte que a família resolveu se reunir neste feriado para lembrá-lo e de certa forma homenageá-lo. Aliás, o apoio dos filhos do ex-jogador tem sido fundamental. "É o primeiro aniversário nesses 26 anos que não passaremos juntos".

O fim do luto depende de uma série de questões, entre elas as respostas com relação ao que aconteceu naquele dia e a responsabilização dos culpados pela tragédia. A batalha não tem data para terminar.

Recentemente Mara fez uma tatuagem em homenagem ao marido, unindo o nome dos dois. E deixou também um recado em resposta à declaração de amor feita por Mario ao UOL Esporte.

"Que ele saiba que tudo aquilo que ele me ensinou em todos esses anos vai ser a base, o alicerce para eu continuar tocando minha vida. Ele era um exemplo. A dignidade, força e determinação dele viverão em mim para sempre. Até a hora de nos reencontramos. Se Deus quiser".

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    Pela Seleção Brasileira:

    Como jogador da Seleção Brasileira, Mário Sérgio participou de oito partidas oficiais. Foram cinco vitórias, um empate e duas derrotas.

    Pelo Flamengo:


    Pelo Flamengo, o meia-atacante Mário Sérgio fez apenas cinco jogos (três vitórias e dois empates) e marcou apenas um gol.

    Pelo São Paulo:


    No São Paulo, entre 1981 e 1982, foram 62 jogos (33 vitórias, 14 empates e 15 derrotas) e oito gols marcados. Já no Palmeiras, em 1984 e 1985, Mário Sérgio disputou 58 jogos (24 vitórias, 23 empates e 11 derrotas) e fez três gols.

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